Toques na defesa e conversa com Renato: as ajudas de Zé Maria ao filho técnico do Corinthians

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(Foto: Rodrigo Coca/Ag. Corinthians)

"Acerta essa defesa, senão eu vou passar vergonha aqui!".

 

Foi com essa frase que Zé Maria, ídolo do Corinthians, falou ao telefone com o filho, o técnico Fernando Lázaro, antes do clássico contra o Palmeiras, que terminou empatado em 2 a 2, há uma semana e meia, pelo Campeonato Paulista.

Até agora, o recém-promovido treinador, que tem vasta história no clube em diversos setores, inclusive em dois momentos como interino, vem colhendo bons frutos em casa e nos clássicos disputados em 2023. Mas a defesa...

"Falo para ele com frequência que tem que acertar essa defesa. Do meio para frente, tem elementos e qualidade, inclusive. Agora, a defesa tem que treinar muito", garantiu o Super Zé em entrevista exclusiva à Gazeta Esportiva.

Quinto jogador com mais jogos com a camisa do Timão (598), Zé Maria sabe que as funções em campo são diferentes da sua época para agora, mas não deixa de tentar contribuir para o crescimento do filho na profissão.

"São funções hoje diferentes da minha (quando jogava), na época a gente era defensor mesmo. Hoje não, tem que ser esperto. Às vezes joga com três zagueiros, antigamente era um volante só, hoje já são dois volantes. A gente tenta passar alguma coisa para acrescentar no currículo dele. Isso eu tento fazer", garantiu.

"Ele tem um pouco do Zé"

Conversa com Renato Augusto

Fernando Lázaro foi anunciado como técnico efetivo do Corinthians em novembro do ano passado, quando Vítor Pereira não renovou seu vínculo. Em dez jogos em 2023, conquistou cinco vitórias, três empates e duas derrotas. Antes disso, além de ter passado por diversos setores, foi interino em duas oportunidades, com um aproveitamento acima dos 90%.

Zé Maria foi ao clube na segunda passagem do filho comandando a equipe, no início de 2022, e bateu um papo com alguns jogadores, principalmente Renato Augusto, um dos que tem se destacado ainda mais na atual temporada.

"Na segunda vez que ele assumiu como interino, conversei muito com o Renato e outros jogadores. Falei ‘poxa, vai depender de vocês agora, ele ainda não é um treinador, é um interino que vai procurar ajudar vocês’. Como eu fui na minha época de jogador, porque também tive esse antecedente", falou.

"Graças a Deus ele tem um reconhecimento muito bom, não só por parte da diretoria, como dos jogadores, pela formação dele, o comportamento dele, isso tem ajudado muito", complementou.

O Super Zé tem um histórico como treinador, tendo comandado o Timão em dez partidas na década de 80. E algumas de suas características - seja como jogador, técnico ou da própria personalidade - estão presentes em Fernando Lázaro.

"Ele tem um pouco do Zé. Ele também é um pouco quietão, mas na hora que tinha que tomar decisões, eu tomava. Cheguei a ser o capitão do time e respeitava os companheiros, falava quando tinha que falar e não falava quando não tinha que falar. Isso tudo ele pegou um pouco (de mim). Acho que é bom", finalizou.

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