O Corinthians venceu o Goiás por 2 a 1 em um jogo de altos e baixos nesta quarta-feira, no estádio da Serrinha. Após o triunfo, Tiago Nunes foi questionado sobre a opção de sacar Camacho no intervalo para colocar Gabriel e refutou que a escolha tivesse relação com alguma lesão do titular, que inclusive ficou de fora do clássico com o São Paulo devido a um problema na panturrilha.
“A substituição foi uma opção tática, tendo em vista que o Goiás não jogou com um 9 de referência, jogou com um jogador móvel ali, um meia que fazia flutuação criava uma superioridade numérica no nosso meio de campo para tentar neutralizar isso, o Gabriel tem uma característica um pouco mais forte na parte defensiva, para tentar neutralizar esse jogador do Goiás no meio de campo e dar liberdade para o Cantillo ser um jogador nas entre linhas, para chegar mais ao ataque”.
Quando questionado sobre a queda de rendimento no segundo tempo, algo que tem sido apontado há alguns jogos, Tiago Nunes garantiu que os jogadores estão bem na parte física e que este não é um problema que o preocupa.
“Nós temos que diminuir a margem de erro para voltarmos cada vez melhor, quando tivermos em vantagem, buscar um segundo gol, isso é uma filosofia que temos tentando implantar, que os atletas não se contentem com 1 a 0, que busquem o segundo gol para trazer tranquilidade dentro do campo. Não tem nada a ver com a parte física. A parte física todas as equipes estão sofrendo, principalmente as equipes que iniciaram no Campeonato Paulista, tivemos equipes que iniciaram bem antes, isso dá certa vantagem, as equipes estão num nível parecido, estamos usando as cinco substituições para evitar lesões e a equipe está bem, mantendo regularidade”.
“Não tem uma queda significativa, não. Se tivesse, a gente não teria feito um gol no último minuto hoje, lutando até o final, criando chances. Tem de se valorizar o esforço de todos para que a gente pudesse conquistar essa vitória”.
Leia outros trechos da entrevista coletiva:
Avaliação da vitória
“Momento de retomada, sempre importante vencer, ainda mais fora de casa, um campeonato tão duro, equilibrado, nos coloca em situação melhor, compensa de certa maneira o empate que tivemos em casa contra o Fortaleza, mesmo merecendo uma sorte melhor no jogo contra o São Paulo acabamos sendo derrotados no último minuto. Resgata também a autoestima de todos”.
Primeiro jogo na Neo Química Arena
“Todo jogo pelo Corinthians é especial, independente pela situação que seja, a gente sempre tem de se sentir horado, porque é uma oportunidade a todos. A gente sabe que é um momento especial do clube também, esse batismo que a Arena recebeu, mas temos de focar o que temos de fazer no campo, seria uma pressão a mais aos jogadores, a Arena já existe há algum tempo, já foi inaugurada, temos de tentar fazer nosso papel”.
Substituições repetidas
“Porque são sempre os mesmos atletas, a gente não muda de grupo de atletas a cada jogo. E as escalações elas mudam, como todas as equipes mudam. Se você fizer um levantamento, você vai ver que todas as equipes vão mudando de um jogo para o outro. Pode parecer que não, mas a gente está em meio a uma pandemia, teve uma parada de quatro meses, os jogadores estão jogando a cada três dias e uma memória curta nos faz esquecer desse tipo de detalhe. A gente tem um cuidado para preservas os atletas e muitas vezes troca a característica de um jogador pelo outro, agora, o elenco do Corinthians tem em torno de 30 atleta e a gente acaba utilizando os mesmos. Penso que é um parecer simplista da sua parte. A gente tem tentado melhorar a cada jogo e principalmente oportunizar a todos. Isso é importante para valorizar os atletas, deixar todos motivados, isso é um papel do treinador, e não deixar apenas uma equipe base toda a temporada”.