Com cinco pontos de vantagem sobre o Atlético-MG no início da rodada, o Corinthians só entrará em campo no dia seguinte ao jogo do vice-líder contra o Internacional. Preocupado em fazer o melhor trabalho possível diante do Goiás, na quinta-feira, na zona leste de São Paulo, Tite assegurou que não assistiria ao compromisso do rival na noite de quarta.
“Não procuro acompanhar. Vejo depois os melhores momentos, o teipe, mas não acompanho. Nós, como equipe, temos que conquistar o ganhar do Goiás amanhã, produzir, estar concentrados. Fico à margem, centrado no meu trabalho. Depois vejo o resultado. Palavra de honra”, disse o técnico.
O gaúcho aproveitou para reiterar sua opinião de que, a esta altura do Campeonato Brasileiro, os principais concorrentes ao título deveriam atuar no mesmo horário. E voltou a falar sobre a tarefa que tem em mãos, um adversário que ocupa a zona de rebaixamento.
“O que é pedra pequena?”, questionou Tite, respondendo a uma pergunta que mencionava a campanha fraca do oponente. A formação esmeraldina vem de duas derrotas – uma das quais gerou reação agressiva de seu presidente – e tem 31 pontos, pouco mais da metade dos 61 do Corinthians.
“Há um grau de dificuldade e de decisão que os jogos acabam tendo. Mais ainda neste momento. A gente faz a avaliação técnica, sim, das virtudes do adversário, e do grau de dificuldade do futebol, que não é um esporte de somatório de pontos. Você não faz cestas, pontos para ganhar. Tem esse lado imprevisível”, alertou o treinador.
"Lado imprevisível" do futebol faz Tite manter a atenção no Corinthians (foto: Fernando Dantas/Gazeta Press)