Futebol

Renato Augusto começa temporada 2015 “sem medo de cachorro”

Marcos Guedes - São Paulo, SP - Brasil
07/01/2015 08:01:00

Em: Corinthians, Futebol

Renato Augusto está entre os sete jogadores com atenção especial dos preparadores físicos e fisioterapeutas do Corinthians na pré-temporada. A condição do meio-campista, no entanto, é considerada “muito melhor” do que a apresentada por ele um ano antes.

O carioca vem de um 2015 no qual entrou em campo 44 vezes. O número ainda é bem menor do que os 56 jogos de Gil, por exemplo, mas é o maior da careira do frágil atleta de 26 anos. A confiança pela sequência estabelecida, especialmente no segundo semestre, gera otimismo no clube.

“Se você entra em um canil e é mordido, vai ficar com medo de voltar lá. Se você entra algumas vezes e sai bem, você fica sem medo de cachorro”, simplificou o fisioterapeuta Bruno Mazziotti, um dos responsáveis pela transformação vivida pelo jogador no Corinthians.

Renato Augusto é visto como um Fusca que precisa estar a 120 km/h (foto: Daniel Augusto Jr.)
Renato Augusto é visto como um Fusca que precisa estar a 120 km/h (foto: Daniel Augusto Jr.) – Credito: Divulgação/Agência Corinthians
Mazziotti recebeu em 2013 um Renato Augusto com um histórico impressionante de lesões. Elas não foram evitadas naquela temporada, mas houve um trabalho constante com o meia, que mudou até o seu jeito de correr. Sua biomecânica é considerada muito problemática e vem sendo corrigida.

É por isso que Renato Augusto chega mais cedo aos treinamentos e vai embora mais tarde. A analogia feita pela fisiologia alvinegra é a da manutenção de um Fusca que precisa estar sempre a 120 km/h. Os cuidados são constantes, porém o jogador vai finalmente confiando no próprio corpo.

“Quando você tem uma sequência de jogos e sua parte técnica começa a subir também, você ganha confiança. Tive uma sequência em que nem eu acreditava. Mesmo cansado, continuei muito bem nos jogos. Serviu como aprendizado. Espero que tenha sido um ano de mudança na minha carreira”, comentou o meia.

Em 2015, mais do que aumentar o número de jogos, Renato espera manter um patamar elevado de atuações e se distanciar de problemas físicos. “É importante jogar em alto nível. Não adianta fazer 60 partidas e não ajudar tanto. É melhor fazer 45 ou 50 em alto nível”, disse o agora otimista camisa 8. “Ainda não atuei no meu auge.”