Recém-eleito presidente do Corinthians, Roberto de Andrade tem como objetivo de renovar o contrato de Paolo Guerrero, mas a missão não está sendo fácil. O novo mandatário alvinegro espera recomeçar as conversas sem limitações da negociação tocada por seu antecessor Mário Gobbi.
“Há um mês houve uma conversa do Mário Gobbi com os agentes. Ele (Guerrero) pediu 7 milhões de dólares (cerca de R$ 18 milhões), o Corinthians tentou fechar em 4 milhões e ele não aceitou", relembra Andrade ao Sportv.
"Estou partindo do princípio de que o presidente é outro. Como o que ele pediu não foi aceito pelo Corinthians, nem o nosso por ele, a negociação parte do zero com valores que não tem necessariamente a ver com aqueles”, explica, mostrando-se flexível para manter o peruano no Parque São Jorge.
“Vamos conversar logo agora após o Carnaval”, revela o dirigente, que não ignora a complexidade das conversas. “Precisamos ver quais são as necessidades dele, acertar a extensão do contrato. Não é só o valor, existem outras coisas envolvidas”, ressalta.
Recém-eleito, Roberto de Andrade (de azul) tenta conseguir com Guerrero o que Gobbi não conseguiu (foto: Daniel Augusto Jr.) - Credito: Divulgação/Agência Corinthians
Eleito presidente no último sábado, Roberto de Andrade assume o Timão dentro de um turbilhão de acontecimentos. Enquanto ele tenta se acertar com Guerrero, dentro de campo o Alvinegro tem pela frente a fase de grupos da Copa Libertadores. O torneio é o principal fator para o clube estar determinado a renovar com o peruano, visto que suas fases finais serão apenas no segundo semestre.
Guerrero tem vínculo com o Corinthians até junho e, se quiser, já pode assinar pré-contrato com qualquer outro clube. “Da parte do Corinthians, queremos muito que ele fique. Mas, claro, dentro das limitações financeiras”, pondera o presidente, que entende que o atacante também quer ficar no Alvinegro, por isso acredita em um acordo nos próximos dias.