Por Renato, Corinthians se apega a dois fatores para aceitar mais que dobrar custo com técnico

Tiago Salazar - São Paulo,SP

19/05/21 | 06:00 - 19/05/21 | 08:19

Durante a reunião com Gerson Oldenburg, empresário de Renato Gaúcho, Duilio Monteiro Alves deixou claro que o não vai oferecer um salário ao treinador que extrapole o teto do clube nesse momento (cerca de R$ 600 mil). O presidente do Corinthians não abre mão de manter a política de equilíbrio financeiro.

Caso Renato Gaúcho condicione sua vinda ao Timão a um salário que se assemelhe ao que ele recebia no Grêmio (cerca de R$ 1 milhão), a diretoria alvinegra encerrará as negociações.

Ainda assim, o Corinthians está disposto a pagar a Renato mais do que o dobro do que o clube repassava a Vagner Mancini, mensalmente.

A Gazeta Esportiva apurou que a diretoria alvinegra se apega a dois fatores para aceitar elevar a despesa com comissão técnica.

 

A primeira delas é o fato de que Jemerson e Otero vão se despedir ao fim de junho. Há possibilidade até mesmo das saídas serem antecipadas.

Isso significará uma lacuna de aproximadamente R$ 900 mil na folha salarial do elenco, valor que remete a soma dos salários do zagueiro e do meio-campista.

Outro ponto levado em consideração é a confiança interna de que Renato Gaúcho, entre os técnicos brasileiros, é o mais preparado para levar o time corintiano a uma retomada na temporada.

Dessa maneira, o clube teria condições de valorizar seus atletas no mercado e poderia vislumbrar novas receitas com premiações e mais aparições na TV aberta.

A cúpula do futebol do Corinthians entende que toda contratação é uma aposta e que, nesse momento, sem poder ir ao mercado para fazer grandes investimentos em reforços, jogar as fichas em Renato pode ser o melhor custo-benefício.


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