Meia corintiano quer um time melhor armado para que as individualidades apareçam (Foto: Djalma Vassão/Gazeta Press)
O meia Marquinhos Gabriel chamou a atenção do Corinthians após participar ativamente da boa campanha realizada pelo Santos no segundo semestre do ano passado, mas o próprio reconhece que ainda não conseguiu atingir o mesmo nível de atuação de 2015 com a camisa do Timão. Para o armador, escolhido para falar com a imprensa na tarde desta quarta-feira, no CT Joaquim Grava, o time inteiro está devendo um bom futebol para a torcida.
"Não. Ainda não (consegui repetir as atuações com a camisa do Santos). Mas a gente vai tentar evoluir a cada jogo, a cada partida, a cada treinamento, para que as coisas venham a acontecer aqui também", observou o armador, que tem atuado sempre pelos lados, função parecida com a exercida pela equipe da Vila Belmiro.
Na avaliação dele, no entanto, o Corinthians tem de funcionar melhor como uma equipe para que ele e seus companheiros possam desempenhar o melhor futebol possível. Dentre diversos problemas que ele não quis "individualizar", o camisa 31 avaliou a compactação entre as linhas de ataque e defesa com fator fundamental para uma possível reação no Campeonato Brasileiro.
"Acho que sim. Quando o conjunto não funciona as individualidades também não vão aparecer, mas quando a equipe está bem compacta, bem centralizada, bem armada, bem encaixada, as individualidades vão aparecer automaticamente", avaliou o atleta corintiano, um dos artilheiros do clube no torneio, com quatro gols marcados, ao lado do volante Bruno Henrique e do atacante paraguaio Ángel Romero.
Marquinhos procurou também minimizar os possíveis erros do técnico Cristóvão Borges, que viu seus comandados conquistarem apenas seis dos últimos 18 pontos colocados em jogo. Assegurando que o time está cumprindo as determinações do treinador, ele apontou a falta de sorte como um dos motivos para a sequência ruim.
"A gente entende os métodos dele de trabalho, mas às vezes as coisas não estão acontecendo dentro de campo. Estamos procurando fazer o que ele pede, como fazíamos com o Tite também, só que às vezes não acontece. A gente espera que encaixe o mais rápido possível para conseguir as vitórias e encostar em quem está mais na frente", concluiu.
Com 34 pontos conquistados em 20 rodadas, o Timão deixou o G4 e agora briga para retomar a briga no topo da tabela. O arquirrival Palmeiras, líder, abriu cinco pontos de distância, outro ponto que torna um triunfo sobre o Vitória, na segunda-feira, às 20h (de Brasília) no estádio de Itaquera, como praticamente imprescindível.