Para Arana, time seria obrigado a se classificar mesmo se não houvesse duas vagas extras (foto: Sergio Barzaghi/Gazeta Press)
As chances de o Corinthians se classificar à Copa Libertadores da América aumentaram, apesar da pífia campanha no segundo turno do Campeonato Brasileiro – já são seis derrotas (a última delas para o Botafogo, no sábado, na Ilha do Governador), apenas duas vitórias e um empate. A equipe se animou com a mudança no formato do torneio continental, que agora premiará até o sexto colocado da Série A com um lugar na fase eliminatória, e passou a encarar a obtenção da vaga como obrigatória.
“O Corinthians é um time grande, que sempre brigou por coisas altas, então é uma obrigação, sim”, avisou o jovem lateral esquerdo Guilherme Arana, nesta segunda-feira, ciente de que o discurso não condiz com o futebol apresentado no returno. “Infelizmente, os resultados não estão vindo, mas estamos em um clube de tradição, que sempre briga por títulos. Mesmo que fossem só quatro vagas na Libertadores, seria obrigação”, acrescentou.
Se fossem só quatro vagas, o Corinthians estaria bem distante do seu objetivo, embora tenha passado a maior parte do Campeonato Brasileiro no chamado G4. Os recentes tropeços fizeram a equipe cair para a sétima posição, com 41 pontos, atrás de Atlético-PR (42), Fluminense (46) e Santos (48), o pior entre os quatro primeiros colocados da competição atualmente.
“Concordo plenamente com o Arana. O Corinthians é um clube acostumado a ser campeão, a brigar pela ponta. Mesmo sem as seis vagas que temos agora, a obrigação seria brigar lá em cima. O time também é o atual campeão brasileiro, o que dá uma responsabilidade a mais”, observou o meia Marlone.
Os jogadores ainda lembraram que o Corinthians continua com chances de terminar a temporada com um título. Na Copa do Brasil, que também garante o campeão na próxima Libertadores, a equipe iniciou o duelo de quartas de final com o Cruzeiro com uma vitória por 2 a 1 em Itaquera. O jogo de volta será em 19 de outubro, no Mineirão.
“Vamos, sim, dar a volta por cima. Devemos pensar alto. Conseguimos uma vantagem teoricamente boa contra o Cruzeiro, uma grande equipe. Agora, vamos encaixar o que está faltando, buscar o G6 e ir para a Libertadores”, pregou Arana. “Não será fácil, mas sabemos que temos plantel para conquistar a Copa do Brasil e entrar na zona de classificação para a Libertadores do Brasileiro”, complementou Marlone.
O meia só foi um pouco mais comedido quando escutou que havia “favoritismo” para o Corinthians na disputa pelo G6. “O futebol brasileiro é tão equilibrado que o lanterna pode ganhar do líder. Não podemos ter esse tipo de desrespeito com os adversários. Há times de qualidade no Brasil, que respeitam muito a marca e a história Corinthians. Falo por mim. Quando estava no Sport, vinha jogar contra o Corinthians e tinha um ânimo a mais. É uma vitrine”, argumentou Marlone, esperando estar em exibição também na Libertadores do ano que vem.