Guerrero afirma que outros clubes brasileiros ofereceram o que ele pede

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Ainda sem conseguir arrancar os mais de R$ 18 milhões de luvas que pede do Corinthians para permanecer, Paolo Guerrero disse ter recebido essa oferta de outros clubes. A menos de seis meses do fim de seu contrato, ele já pode assinar pré-contrato com qualquer equipe. E há propostas.

“Não é ‘se aparecerem’. Já apareceu. Eu já poderia ter assinado contrato. Inclusive, times aqui do Brasil ofereceram o que estou pedindo. Mas eu não quero jogar em outro clube do Brasil. Quero o Corinthians”, afirmou o centroavante de 31 anos, recusando-se a mencionar o nome dos interessados.

Em guerra com o clube do Parque São Jorge pela condução da negociação pelo atacante Dudu, que acabou no Palmeiras, os empresários de Guerrero divulgaram o interesse do rival no peruano. Este jurou desconhecer a informação. “Eu não sei nada. Comigo ninguém entrou em contato.”

Não é mesmo o plano de Guerrero assinar com outra equipe brasileira. A Europa é muito mais sedutora ao atacante, que passou dez anos no futebol alemão sem atingir o patamar que gostaria. Vendido em espécie de liquidação promovida pelo Hamburgo em 2012, encontrou-se no Corinthians e vê a volta ao futebol europeu com bons olhos.

Reduzir seu pedido abaixo da casa dos R$ 18 milhões não é algo considerado pelo peruano, que apresenta repentinas dificuldades com a língua portuguesa quando a possibilidade é mencionada. “Não entendi”, estranhou, questionado se havia margem para negociação. “Há margem? Margem?”

Guerrero não quer nem ouvir sobre a possibilidade de reduzir seu pedido (foto: Daniel Augusto Jr.)

Guerrero não quer nem ouvir sobre a possibilidade de reduzir seu pedido (foto: Daniel Augusto Jr.) - Credito: Divulgação/Agência Corinthians

A pergunta foi reformulada algumas vezes até que Guerrero mostrasse ter compreendido a ideia. “Então, isso, então... Vou falar novamente para vocês. Acho que o que estou pedindo está dentro das possibilidades do Corinthians. Não é nada de outro mundo”, resumiu.

O máximo a que a diretoria chegou foi US$ 5 milhões (cerca de R$ 13 milhões), oferta recusada. Apesar da dificuldade, o atacante disse estar “mais perto” de ficar do que de sair. “É o que escuto dos meus empresários. Eu deixo que eles resolvam e fico focado em treinar. Temos jogos importantes.”

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