Em 2017, Vitória quebrou hegemonia que Loss tenta construir

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(Foto: Fernando Dantas/Gazeta Press)

O Corinthians entra em campo na noite deste sábado para encarar o rival responsável por demonstrar, em 2017, que o Alvinegro não era imbatível. Foi logo na segunda rodada do segundo turno, disputa antes da primeira por causa do adiamento de um duelo, quando o Vitória superou o Alvinegro por 1 a 0 em Itaquera e acabou com um desempenho até então histórico do clube do Parque São Jorge.

Já sem alguns membros daquela equipe e, principalmente, sem poder contar com Fábio Carille no banco de reservas, o Alvinegro tenta começar a reconstruir, diante do mesmo Vitória, uma hegemonia que ainda não deu as caras com Osmar Loss.

Multi-campeão nos últimos anos, o clube do Parque São Jorge tem três derrotas, um empate e apenas uma vitória sob o comando do seu novo treinador, um retrospecto que não faz jus à aura criada desde a volta para a Série A, em 2009. Aura essa que ele espera retomar dentro da Arena Corinthians, local que tornou-se um símbolo da fase mais do que vencedora do Timão.

"A gente vem sem treinamento, até mesmo na situação do Roger, uma mudança tática da equipe, é tudo na teórica. Não vai ser um empate ou uma derrota que vão desestabilizar a gente. Mas precisamos ter essa raiva de vencer de novo para todo mundo trabalhar tranquilo", comentou o zagueiro Henrique, um dos poucos titulares à disposição no momento, que não viveu a queda frente aos baianos em 2017.

Naquela ocasião, o então desacreditado Corinthians parecia caminhar rumo a um inédito título invicto da competição, já que passara pelo primeiro turno com 14 vitórias e cinco empates, abrindo uma distância de dois dígitos para o Grêmio, segundo colocado. Um gol de Trellez e uma ótima atuação coletiva do adversário, porém, foram o bastante para que o aproveitamento histórico de Carille no cargo começasse a ruir.

Desde aquele revés, o treinador alvinegro acumulou até o final do ano um cartel de oito vitórias, sete empates e oito derrotas, claramente longe do nível estabelecido anteriormente. O desempenho neste ano, por sinal, também não foi de encher os olhos do torcedor nem com o antecessor de Loss: 17 triunfos, sete empates e nove derrotas.

"Procuramos trabalhar, o Corinthians fez um grande primeiro turno, tinha tempo para trabalhar, arrumar, falar com a equipe, acho que faz muita diferença também. Temos muitas lesões, tem que ter paciência, é uma sequência de jogos que não te dá tempo para fazer as mudanças. As vitórias logo virão, sim, esperamos que já comece isso amanhã (sábado)", concluiu Henrique.

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