De Derby a Derby, Timão troca dez titulares e mira Copa do Brasil

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O volante Cristian foi o único corintiano titular nos dois Derbys do Brasileiro (Foto: Sergio Barzaghi/Gazeta Press)
O volante Cristian foi o único corintiano titular nos dois Derbys do Brasileiro (Foto: Sergio Barzaghi/Gazeta Press)

O volante Cristian foi o único corintiano titular nos dois Derbys do Brasileiro (Foto: Sergio Barzaghi/Gazeta Press)

O torcedor corintiano se acostumou a ver nos últimos meses comparações entre a equipe do Corinthians que conquistou o título brasileiro do ano passado e a da atual temporada, evidenciando o desmanche que caracterizou a administração do futebol alvinegro. O que mais chama atenção recentemente, porém, é que mesmo comparando o time com partidas de três meses atrás, o Timão é definitivamente uma nova equipe.

A derrota por 2 a 0 para o Palmeiras, no último sábado, que provocou a demissão do técnico Cristóvão Borges, ocorreu cerca de três meses depois do revés do primeiro turno, no Palestra Itália. Naquela ocasião, os palmeirenses venceram por 1 a 0 um time que tinha 10 titulares diferentes daqueles que atuaram no último final de semana, além do técnico Tite, que fez sua despedida do cargo.

O único atleta que sobrou daquela lista foi Cristian, que formava a dupla de volantes ao lado de Bruno Henrique (vendido para o Palermo-ITA). No gol, Walter (hoje reserva) era o titular, Fagner (suspenso), Felipe, (vendido para o Porto), Yago (hoje reserva) e Uendel (machucado) compunham a defesa. Giovanni Augusto (machucado), Guilherme (machucado), Marquinhos Gabriel (hoje reserva) e Luciano (vendido ao Leganés-ESP), completavam o time.

Já no sábado, o técnico Cristóvão Borges, que reclamou publicamente da ausência de reforços para alguns setores e lamentou saídas de titulares nos quase três meses à frente da equipe, mandou a campo Cássio; Léo Príncipe, Vilson, Balbuena e Guilherme Arana; Cristian, Camacho, Rodriguinho, Marlone e Lucca; Gustavo. Mesmo com tantas mudanças, porém, o treinador viu cair sobre seus ombros a responsabilidade pela perda do lugar no G4 da competição e o distanciamento da briga pelo título.

"Não consigo te precisar o que faltou. Basicamente, o que faltou foram as vitórias", avaliou o presidente Roberto de Andrade, responsável pela decisão de demitir o comandante. "Nós vemos muito time com padrão tático até ruim, desorganizados e que conseguem ganhar. Mas a gente não está conseguindo fazer isso. A oscilação é muito grande, o Corinthians faz boas partidas, mas depois nos atrapalhamos", continuou o mandatário, que considerou razoável o trabalho de Cristóvão.

"Não dá para falar em hipótese de como seria se não tivéssemos trazido o Cristóvão. Não pusemos outro porque não pusemos. Não sei o que seria do Corinthians se tivéssemos feito isso. Não dá para falar. O Cristóvão é um sujeito formidável, trabalhador dedicado, mas os resultados não apareceram. Não há o que fazer", justificou-se.

Por fim, preocupado com o temor da torcida acerca das finanças corintianas, Roberto ainda assegurou que o clube não está na atual situação por problemas financeiros. "Não estamos devendo nada para ninguém", concluiu.

Com dez pontos de desvantagem em relação ao líder Palmeiras no Brasileirão, o Corinthians se volta agora para a Copa do Brasil, pois tem compromisso na quarta-feira contra o Fluminense, em Itaquera. Na primeira partida das oitavas de final, a equipe que era dirigida por Cristóvão ficou no empate por 1 a 1 em Mesquita.

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