Cristóvão distribui sorrisos em chegada e mira: "Quero ser campeão"

Imagem ilustrativa para a matéria
Cristóvão Borges (D), técnico do Corinthians, com o gerente de futebol Alessandro Nunes durante sua apresentação oficial no CT Joaquim Grava (Parque Ecológico do Tietê) na Zona Leste da capital paulista. O técnico, de 57 anos, que estava sem clube, assinou contrato até o fim da temporada 2017.
Cristóvão disse não se preocupar com as críticas pelo fato de não ter títulos (Foto: Sergio Barzaghi/Gazeta Press)

Cristóvão disse não se preocupar com as críticas pelo fato de não ter títulos (Foto: Sergio Barzaghi/Gazeta Press)

O técnico Cristóvão Borges não pareceu assustado com a pressão de substituir Tite e a possível rejeição da torcida do Corinthians em seu primeiro dia de trabalho como treinador do clube. Sorridente, o profissional de 57 anos recebeu do diretor-adjunto de futebol, Eduardo Ferreira, uma camisa atual do Alvinegro com o número 8 às costas, o mesmo utilizado por ele em 1986, quando defendeu as cores do Parque São Jorge. Ao seu lado, Alessandro, novo gerente de futebol, também acompanhou a coletiva.

Apontado por alguns corintianos como um nome muito aquém para substituir Tite, já que tornou-se técnico apenas em 2011 e ainda não ganhou um título na função, Cristóvão assegurou não se preocupar com as críticas. Na sua cabeça, seu objetivo de trabalho está bem definido: ser campeão.

"(As críticas) só vão pesar se eu não for campeão aqui. Mas eu vim aqui para ser campeão. Venho buscando isso desde sempre e isso não é algo que tem me atrapalhado. Se eu cheguei aqui sem título, é porque tenho algo de interessante que fez o Corinthians me buscar. Com tudo que tem a meu dispor pretendo ir bem", avaliou o treinador.

Após comandar Flamengo e Atlético-PR no ano passado, Cristóvão viu muitas diferenças entre seus dois últimos trabalhos e o que acaba de iniciar no Timão. Para ele, a "herança" que ele recebeu nas últimas vezes atrapalhou bastante a busca por resultados. Agora, recebe o Alvinegro no G-4 do Brasileiro, título que defende na atual temporada.

"Sou uma pessoa otimista. Já cheguei em vários clubes e voce tem as heranças. A que recebo aqui é de um treinador com um trabalho encaminhado. O Corinthians é o atual campeão brasileiro, está reformulando o time. Até o Tite teve dificuldade para acertas as coisas. Futebol, o tempo é para ontem, não tem. Mas cheguei ontem (domingo) e foi muito bom, convivio bom, bacana de ver. Me deu gás, estou animado", afirmou, pedindo para que não esperem o mesmo time campeão no ano passado.

"O time que todos nós aplaudimos no ano passado, o atual campeão, passou pela mesma coisa. Foi um time que alternou boas performances, bons jogos, e agora está se reconstruindo. E como eu vou comandar uma equipe que o Tite treinou, estou pegando uma boa herança e vou ter que trabalhar da mesma forma. Minha é ideia criar um time consistente que possa brigar pelo título", projetou.

Técnico utilizou a camisa 8 em 1986, quando atuou pelo Timão como jogador (Foto: Sergio Barzaghi/Gazeta Press)

Técnico utilizou a camisa 8 em 1986, quando atuou pelo Timão como jogador (Foto: Sergio Barzaghi/Gazeta Press)

Atleta do Timão na década de 80, Cristóvão ostenta 17 gols em 58 jogos disputados pela equipe, mas não vê grandes semelhanças entre o passado vivido e o presente. Impressionado com a estrutura de trabalho, ele ainda fez questão de elogiar o bom relacionamento mantido entre os atletas.

"Até por isso o Corinthians não é o mesmo que eu joguei aqui, mas as ideias são muito interessantes. O que me deixou mais confiante ainda foi a maneira com que eles lidam, procuram criar uma ambiente saudável, preocupação com as relações humanas, achei bastante interessante. A gente vê um time ganhar muito e ser campeão, a maioria tem condição de montar time bom, mas o Corinthians tem esse aspecto para fazer a diferença. Me senti em casa", contou o corintiano.

Por fim, Cristóvão pediu o apoio da torcida a todo momento, principalmente nos jogos dentro de casa. Para ele, o fato de não ter sido especulado como substituto de Tite até realmente ser procurado pela diretoria contribuiu bastante para a desconfiança dos alvinegros com relação ao seu trabalho, mesmo antes da estreia.

"Não pode me atrapalhar, não, tem algumas abordagens que eu estou acostumado. Sem problema, é isso. Acho que tem a ver eu não ser parte de lista nenhuma, especula-se bastante, eu não constava em nenhuma. A surpresa fez com que essas críticas aumentassem. Me sinto aqui privilegiado, já passei como jogador. De quando passei como jogador, chegar como treinador e ver tudo isso, é uma honra para mim", encerrou.

Conteúdo Patrocinado