Corinthians dribla crise institucional com títulos e inicia 2026 em busca de paz

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(Foto: Rodrigo Coca/Agência Corinthians)

Os torcedores do Corinthians viveram um turbilhão de emoções ao longo de 2025. A temporada foi marcada por uma grave crise institucional fora dos gramados, mas dentro de campo o Timão conseguiu contornar as adversidades e levantou duas taças.

Queda precoce e título

O entusiasmo pela arrancada da equipe na reta final de 2024 foi rapidamente engolido pela decepção na Libertadores. A equipe de Ramón Díaz acabou sendo eliminada pelo Barcelona de Guayaquil-EQU logo na fase preliminar da competição.

A queda balançou o técnico argentino, mas a resposta veio logo em seguida. O Corinthians superou o Palmeiras na final do Campeonato Paulista e voltou a conquistar um título depois de seis anos, além de impedir o arquirrival de faturar o tetra estadual. O troféu remediou as feridas da Fiel, mas não aliviou o caos político nos bastidores.

Decepção no Brasileiro

A conquista do Paulistão deixou a impressão que o clube poderia sonhar com algo grande no Campeonato Brasileiro. No entanto, essa expectativa não se traduziu na prática. A equipe alvinegra largou com o pé esquerdo no torneio de pontos corridos, e Ramón Díaz não resistiu.

A solução da diretoria foi buscar um nome experiente, porém em baixa pelo trabalho frustrante no comando da Seleção Brasileira: Dorival Júnior. O técnico conseguiu dar mais equilíbrio ao time, mas não foi capaz de fazer o Corinthians brigar na parte de cima da tabela.

O Timão alternou entre bons e maus momentos ao longo da competição e não conseguiu engrenar, terminando o campeonato no decepcionante 13º lugar.

Dorival, entretanto, foi atrapalhado por uma série de fatores extracampo. Além de uma série de lesões que impediu o trio GYM (Garro, Yuri Alberto e Memphis Depay) de ter sequência, o treinador precisou da ajuda do executivo Fabinho Soldado para blindar o elenco dos problemas do Parque São Jorge. E foram vários.

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Crise fora de campo

Logo em maio, menos de um mês após a contratação de Dorival, o presidente Augusto Melo foi afastado da presidência do clube por causa do caso VaideBet. Em agosto, ele teve o impeachment confirmado pelos associados e deixou definitivamente o cargo.

Corinthians

(Foto: Peter Leone/O Fotografico/Gazeta Press)

Em seu lugar, entrou Osmar Stabile. Ele, porém, teve dificuldades para encontrar estabilidade. O Corinthians seguiu estampando páginas policiais por investigações contra os ex-presidentes Andrés Sanchez, Duilio Monteiro Alves e Augusto Melo - o primeiro já foi denunciado pelo Ministério Público - e sofreu de uma severa crise financeira.

Prova dos problemas no caixa foi o transfer ban sofrido pelo clube. O Timão está impedido de registrar jogadores desde agosto e ainda não encontrou uma solução para o impasse. A punição da Fifa se deu por conta de uma dívida de cerca de R$ 40 milhões com o Santos Laguna, do México, pela aquisição do zagueiro Félix Torres.

Final feliz

Apesar dos obstáculos, o Corinthians encontrou na Copa do Brasil a possibilidade de faturar mais um troféu em 2025. Dorival Júnior, com experiência na competição, liderou a equipe em uma campanha quase perfeita que culminou em um final feliz, com o clube voltando a conquistar um título de expressão.

Em busca de paz

Mais do que sucesso dentro das quatro linhas, tudo o que o corinthiano mais deseja para o próximo ano é paz. Neste sentido, a próxima temporada começou bem: após a saída de Fabinho Soldado, a diretoria contratou Marcelo Paz, ex-Fortaleza, como executivo de futebol.

A promessa de profissionalismo traz esperança ao torcedor machucado, que sonha em ver um clube mais organizado nos para a disputa de 2026, que terá calendário cheio. O Timão, ao todo, disputará cinco competições: Campeonato Paulista, Supercopa Rei, Campeonato Brasileiro, Conmebol Libertadores e Copa do Brasil.

A agenda do Parque São Jorge também será agitada. Afinal, o clube planeja uma reforma estatutária e terá eleições presidenciais.

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