Balanço do Corinthians aponta déficit de R$ 131 milhões em março

Imagem ilustrativa para a matéria
Foto: Rodrigo Coca/Agência Corinthians

O Corinthians divulgou, nesta segunda-feira, o balancete financeiro referente ao mês de março e apresentou um déficit acumulado de R$ 131,1 milhões no primeiro trimestre de 2026. O valor ficou muito acima da previsão orçamentária do clube para o período, que estimava perdas de R$ 36,4 milhões.

Segundo a diretoria alvinegra, o principal impacto nas contas veio da decisão de manter o elenco e adiar negociações de jogadores para a janela do meio do ano. A expectativa interna era arrecadar cerca de R$ 75 milhões líquidos com transferências até março, valor que não entrou no caixa no primeiro trimestre.

A estratégia ficou evidente após o Corinthians recusar propostas por atletas importantes do elenco. Entre elas, uma oferta do Milan pelo volante André, avaliada em 17 milhões de euros na cotação da época. O clube optou por preservar a equipe em meio à disputa da Libertadores.

Veja também:
Todas as notícias da Gazeta Esportiva
Canal da Gazeta Esportiva no YouTube
Siga a Gazeta Esportiva no Instagram
Participe do canal da Gazeta Esportiva no WhatsApp

Em documento assinado pelo presidente Osmar Stabile, a direção informou que trabalha com a expectativa de arrecadar aproximadamente 25 milhões de euros líquidos (cerca de R$ 144 milhões) em futuras vendas na próxima janela de transferências.

Além da ausência de receitas com negociações, o Corinthians apontou despesas extraordinárias que pressionaram o resultado financeiro. Entre os principais impactos estão o pagamento parcelado da premiação pela conquista da Copa do Brasil de 2025 e os tributos relacionados à quitação da dívida com o Santos Laguna, do México, pela contratação do zagueiro Félix Torres.

Mesmo com o cenário negativo, o clube argumenta que, desconsiderando esses fatores, o déficit seria de R$ 17,5 milhões, abaixo do valor previsto no orçamento. Entre janeiro e março, o Corinthians registrou receita operacional bruta de R$ 206,8 milhões. As maiores fontes de arrecadação foram patrocínios e publicidade, com R$ 92,4 milhões, além de direitos de transmissão e receitas de bilheteria e Fiel Torcedor.


Do lado das despesas, o maior peso continuou sendo a folha salarial e encargos trabalhistas, que consumiram R$ 149,2 milhões no período. O clube ainda desembolsou R$ 62,7 milhões em despesas financeiras ligadas a juros, financiamentos e encargos.

Outro ponto relevante é que o documento não atualiza oficialmente o tamanho total da dívida do clube. O último número divulgado pelo Corinthians, referente ao fim de 2025, apontava um passivo superior a R$ 2,7 bilhões, considerando clube e Neo Química Arena.

Conteúdo Patrocinado