O Corinthians ainda não concretizou nenhuma venda de jogador nesta temporada, mas o executivo de futebol Marcelo Paz acredita que o cenário pode mudar até dezembro. No início do ano, o dirigente chegou a projetar que o clube faria em 2026 a maior venda de sua história.
O orçamento corintiano prevê cerca de R$ 150 milhões em receitas com vendas de atletas ao longo do ano. Até o momento, porém, nenhuma negociação foi concluída, apesar das investidas recebidas por alguns dos principais ativos do elenco.
"O ano ainda não acabou, podemos ter uma venda até dezembro. O Corinthians tinha uma venda encaminhada do André e houve uma decisão do presidente de não vender. Aquela venda poderia nos ajudar nesse fluxo de caixa, boa parte das receitas com venda já poderia ter sido feita. Faz parte, o futuro vai dizer se foi bom ou não. De repente, o André pode ser vendido futuramente por um valor maior", afirmou Paz em entrevista coletiva, na última quinta-feira.
André, justamente, foi quem esteve mais perto de deixar o Parque São Jorge. No início do ano, o Corinthians encaminhou a venda do volante ao Milan, da Itália, por 17 milhões de euros (cerca de R$ 103 milhões na cotação da época), mas o presidente Osmar Stabile decidiu não assinar a transferências. Recentemente, o jovem também negociou com o Nottingham Forest, da Inglaterra, mas as tratativas não avançaram.
Outros ativos importantes do elenco também despertaram interesse do mercado. Yuri Alberto recebeu sondagens ao longo da temporada, enquanto Breno Bidon foi procurado pelo Besiktas, da Turquia. As conversas pelo meia, porém, foram encerradas e o jogador permaneceu no Corinthians.
Convocações podem valorizar ativos
Para Marcelo Paz, a diretoria precisa trabalhar para aumentar o valor de mercado dos jogadores antes de negociá-los. O executivo citou as recentes convocações de Breno Bidon, Matheuzinho e Hugo Souza para a Seleção Brasileira como um fator que pode aumentar o retorno financeiro em eventuais transferências.
"O Corinthians precisa buscar valorizar os seus ativos. Às vezes, você precisa vender um jogador mesmo sabendo que ele vale mais, pressionado pelo fluxo de caixa. Os convocados certamente hoje têm um valor maior do que antes da convocação e o Corinthians pode arrecadar um valor maior", comentou.
André também esteve no radar da Seleção Brasileira. O volante integrou a pré-lista da última convocação, embora não tenha aparecido na relação final.
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A venda de jogadores é vista como uma das alternativas para aliviar a crise financeira vivida pelo Corinthians. Além de conviver com três transfer bans vigentes, o clube enfrenta dificuldades para manter em dia os compromissos com o elenco. Atualmente, há pendências referentes a direitos de imagem e premiações. Os salários, que também haviam sido pagos com atraso, foram quitados na última quarta-feira.
"CLT está em dia e tem outros itens que não estão em dia. Imagem tem uma que não está paga e alguma coisa de premiação. Há uma tentativa diária para somar recursos e ficarmos em dia com os compromissos. Não é o ideal, há o incômodo. Mas garanto que em nenhum momento os jogadores não se comprometeram. Trabalhamos com transparência, dando satisfação, pedindo desculpas. É uma situação incômoda, mas que sabíamos que poderia acontecer", disse Paz.
"O clube pagou este ano mais de R$ 200 milhões em dívidas. O que tem sido passado é a transparência. Um clube que passa por dificuldade financeira e está sendo firme. O remédio é amargo. Por vezes, isso acaba impactando no campo. Que isso possa ser resolvido e que o Corinthians passe a ter regularizados seus pagamentos", finalizou.