Por Tiago Salazar e André Costa
A Comissão de Ética do Corinthians instaurou um procedimento preliminar contra o vice-presidente Armando Mendonça. O dirigente discutiu com torcedores por meio de suas redes sociais na última quinta-feira e chegou a chamar um internauta de "otário".
Em um dos comentários, Armando disse que tirou do clube o "presidente de roubava", se referindo a Augusto Melo. Em outro, o vice escreveu: "E deixar que os ladrões fiquem? Não! Jamais". As manifestações foram respostas a pedidos de torcedores para que ele deixasse o Timão.
A Comissão de Ética entendeu que tais afirmações poderiam expor negativamente o Corinthians e comprometer a imagem da instituição perante parceiros e patrocinadores. Portanto, o órgão presidido por Leonardo Pantaleão solicitou que Armando esclareça o episódio em um prazo de até cinco dias.
A informação foi publicada inicialmente pela Central do Timão e confirmada pela Gazeta Esportiva.
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— Corinthians (@Corinthians) December 26, 2025
Bate-boca virtual
O bate-boca com torcedores do Corinthians ocorreu nos comentários de uma publicação em que o vice comemorava o título da Copa do Brasil. No texto, Armando afirmou que é alvo de um "massacre que surgiu a partir de uma suposição frágil, injusta e conveniente de que palavras duras ditas em um contexto mais amplo teriam sido direcionadas a ele".
A manifestação do vice faz referência a um discurso de Memphis Depay no vestiário do Maracanã, após a final contra o Vasco. O holandês criticou o vazamento de detalhes de seu contrato com o Corinthians. Há pessoas que acreditam que a declaração teria sido direcionada a Armando.
Veja abaixo algumas repostas do vice do Corinthians:
(Foto: Reprodução/Instagram)
(Foto: Reprodução/Instagram)
(Foto: Reprodução/Instagram)
(Foto: Reprodução/Instagram)
Mais polêmicas
Esta não é a primeira polêmica de Armando Mendonça como vice do Corinthians. Recentemente, o dirigente foi alvo de uma auditoria interna que apontou irregularidades na distribuição de materiais esportivos fornecidos pela Nike. Ele nega as acusações.
Armando foi eleito ao lado de Augusto Melo, mas entrou em rota de colisão com o presidente destituído do Corinthians. Seu mandato vai até o fim da gestão Osmar Stabile: dezembro de 2026.