Cássio explica lance do gol sofrido pelo Corinthians e critica árbitro

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Nesta quarta-feira, o Corinthians foi novamente eliminado nas fases prévias da Copa Libertadores. Desta vez pelo Guaraní, uma antiga pedra no sapato do Timão. Relembre outras frustrações do Timão nos últimos 10 anos. (Foto: Nelson Almeida/AFP)

O Corinthians foi eliminado da Copa Libertadores da América por causa do gol sofrido na Arena de Itaquera. No lance, Cássio chegou a tocar na bola, mas não evitou o tento de Fernando Fernández, em cobrança de falta.

“Fiquei parado, não me mexi. Lógico que a probabilidade de você defender uma bola no canto do goleiro é mais fácil, mas eu não me mexi, não sai antes, e confesso que quando toquei na bola, achei que tinha tirado a bola. Uma bola forte. Não estou dando desculpas, não posso tirar o mérito do cara”, disse o capitão do Corinthians.

Sobre a arbitragem de Nestor Pitana, Cássio foi outro que tentou evitar, mas não conseguiu disfarçar a irritação com a atuação do árbitro argentino.

“Ele picou muito o jogo, amarelou nosso time cedo, quando você precisa do resultado, você se expõe mais, e é falta, demora, o goleiro bastante tempo com a bola, e uma coisa é em tiro de meta, mas com a bola na mão... Fico surpreso, porque é um árbitro de nível de Copa do Mundo, mas agora já foi, não adianta ficar falando”, afirmou, antes de lembrar que no Paraguai o gol do Guaraní também se originou de um erro da arbitragem, que não assinou falta clara sofrida por Mauro Boselli.

“Atrapalha, ainda mais em mata-mata, onde não pode errar muito, e esse tipo de situação claramente afetou, porque foram dois gols que nós tomamos, e a maioria das vezes o árbitro enche o time de cartão aqui, mas não adianta ficar falando”.

Apesar da experiência e da serenidade na entrevista, Cássio revelou abatimento com a queda do Corinthians.

“Eu não estava preparado para eliminação, de tão foco e confiança que estávamos. Fizemos um grande jogo, merecíamos a classificação, mas não veio. É difícil, você fica chateado, frustrado, mas as coisas não vão voltar. É continuar trabalhando”, concluiu.

 

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