Cássio recebeu do diretor-adjunto de futebol, Edu Ferreira, a camisa que usará na quarta e uma placa de agradecimento (Foto: Djalma Vassão/Gazeta Press)
O goleiro Cássio foi o escolhido do elenco do Corinthians para conceder a entrevista coletiva antes da decisão contra o Fluminense, marcada para quarta-feira, às 21h45 (de Brasília), válida pela volta das oitavas de final da Copa do Brasil. Ídolo da Fiel e uma das referências do grupo de atletas, como provam os 250 jogos que ele vai completar frente aos cariocas, o camisa 12 disse não se preocupar com as críticas a respeito das suas apresentações na atual temporada.
"Não acho que eu venha falhando e que o time está mal na tabela por minha culpa", analisou o arqueiro, sem nem classificar 2016, ano em que, pela primeira vez, foi ao banco de reservas devido a uma opção do treinador, como o seu pior desde que foi contratado pelo Corinthians.
"Para mim, individualmente, o pior momento foi em 2013, machuquei muito. Não quero tomar gol, sou o primeiro a querer isso, mas às vezes acontece. Não posso me abater com crítica também. Pode ganhar o que for aqui no Corinthians, no ano seguinte vai ser sempre a mesma coisa. Cobrança atrás de cobrança, eu já estou acostumado. É um dos maiores do Brasil, se não o maior", avaliou.
A expectativa sobre a continuidade só cresceu nos últimos dias com a demissão do técnico Cristóvão Borges, nome que o banco na posição após Tite tê-lo sacado da equipe. Grato ao antigo comandante, do qual se despediu com uma mensagem no celular após receber a notícia de sua saída, o camisa 12 assegurou que já não se importa tanto com os pedidos para que saia do time.
"Não me importo com essa situação, não é algo que me preocupa. Se eu estiver no banco, o negócio é ajudar. Ninguém gosta de tomar gol, queria ser o menos vazado, o que mais ganhou título, mas ás vezes não dá. Dou o meu melhor e vai ser sempre assim. Meu trabalho eu sempre vou confiar. Tenho 100% confiança no meu trabalho", disse o arqueiro
Na cerimônia rápida realizada na sala de imprensa, Cássio posou com uma camisa com o número 250 e disse que, para a festa ficar completa, o time terá de assegurar a classificação contra os cariocas, em Itaquera, mantendo-se na briga por duas conquistas no ano.
"Fico feliz de estar conquistando essa marca. Infelizmente nesse ano a gente oscilou um pouco. A expectativa era grande, tivemos muitas mudanças, oscilações, e isso acabou fazendo o time cair de produção. O time vem de uma derrota em um clássico, mas temos um grande jogo pela frente, uma oportunidade de passar de fase na Copa do Brasil e nos mantermos vivos na briga por um título", comentou, reconhecendo a condição de "pilar" do novo elenco.
"É difícil, tem muito jogador que está conhecendo agora o estilo do clube. Dos mais antigos, tem Fagner, Uendel, Cristian, caras que também conhecem. Mas a gente perdeu muito jogador, são novos jogadores, que vão conhecendo nosso estilo, vão aprendendo como jogar em Itaquera. Pedimos que a torcida nos apoie, nos ajude, com uma classificação a gente vai crescer. Mas precisamos de todo mundo junto, unido, para fazer o melhor e buscar as vitórias do Corinthians", encerrou.