O técnico Fábio Carille foi muito festejado pelos jogadores corintianos assim que o árbitro Rodolpho Toski Markes terminou a partida entre sua equipe e o Fluminense, na noite desta quarta-feira, no estádio de Itaquera. Elogiado por alguns comandados pela boa performance da equipe, ele disse que mais conversou com os jogadores do que passou qualquer orientação tática nos dois treinos que fez com o elenco.
"Olha, a gente procurou falar bastante com os jogadores por causa do que aconteceu no clássico e tudo que sucedeu. A resposta foi muito positiva, com muita entrega dentro de campo. Os dias foram mais de conversa para dar segurança aos jogadores", comentou o treinador na entrevista coletiva concedida depois do 1 a 0 sobre os cariocas, na sala de imprensa da arena, ressaltando a importância da classificação para o seu objetivo de ser técnico.
"Desde os 28 anos de idade, quando ainda era jogador, já sabia que era uma área que eu queria seguir. Parei de jogar aos 33 e já fui procurar meu espaço", contou, ressaltando a idolatria que tem por Tite, hoje técnico da Seleção. "Aprendi muito com o Mano, com o Sidney, ue me abriram as portas em 2009. Adilson e tantos outros, mas a gente sempre busca escolher uma linha para trabalhar. Aprendi com todos, mas a linha que eu vou seguir é realmente a linha do Tite", explicou.
Para Carille, o que mais fez a diferença foi a entrega na marcação por parte de Marquinhos Gabriel e Marlone, atletas que acompanharam os laterais do Fluminense em diversas ocasiões e acabaram sendo fundamentais na boa contenção da velocidade Marcos Júnior e Wellington.
"Foi conversando mesmo, desde segunda eu com a diretoria, Alessandro, individualmente e em grupo. O que eu mais cobrei dos jogadores foi de ressaltar a entrega dos caras da beirada para baixar e marcar. Parar de tomar gols como tomamos nos últimos jogos", contou Carille, que viu o Timão levar cinco gols nas últimas três partidas do Brasileiro antes da classificação na Copa do Brasil.
"Na saída do Tite, o Cristóvão tentou manter a ideia do 4-1-4-1, jogando lá em cima, mas perdemos jogadores. Felipe, Elias, Bruno. As mudanças prejudicaram muito a ideia. Procurei baixar a pressão, não marcamos lá em cima, mas acreditei que seria uma maneira de dar confiança dentro de campo para esses jogadores. Corinthians é isso, doação, entrega o tempo todo, e aos poucos a gente vai buscando coisas melhores", encerrou