O técnico Fábio Carille disse que os erros de passe do Corinthians durante a vitória por 2 a 0 sobre o Patriotas-COL, na noite desta quarta-feira, no estádio de Itaquera, foram previstos por ele na preleção da partida. Com quatro jogadores no sistema ofensivo que não são titulares frequentemente, apesar de ele negar ter poupado atletas, o treinador disse que a dificuldade para criar era algo esperado.
"Ficamos felizes, sabíamos que ia errar um pouco mais do que o normal. Tudo dentro de uma normalidade. Giovanni muito bem contra o Fluminense, Marquinhos na normalidade. Clayton, Kazim. Essas opções causam uma dor de cabeça boa, campeonato vai se afunilando, vamos chegando ao final do ano, vai ser importante ter esses jogadores", comentou o comandante, pedindo uma avaliação mais branda do desempenho do quarteto.
"Falei que íamos errar mais do que o normal e isso dificultou também a participação do Kazim. Jogador de frente, tem treinado bastante forte. Se ele entrasse com uma equipe mais entrosada, o entendimento dele teria sido maior", avaliou Carille, sempre preocupado em não "queimar" os jogadores do elenco com declarações.
Para encarar os colombianos, nas duas partidas, o técnico utilizou sete nomes que pouco vinham atuando, fazendo trocas em cinco posições diferentes em ambas ocasiões. Ainda assim, Carille assegurou que não poupou nem um dos atletas que não foram a campo nesta noite.
"Não, não poupei ninguém, o Rodriguinho foi com uma dor contra o Fluminense e ela aumentou, então tivemos a precaução de não levar e perder por algum tempo. Não poupei ninguém, foi uma circunstância. Pablo, depois Romero, Fagner, Rodriguinho, o Jô sentindo dor no posterior. São cuidados que a gente tem que ter. Se fosse um jogo do Brasileiro, essas substituições iriam acontecer também", observou.
Garantido nas duas competições ao menos até o final do mês que vem, data marcada para a segunda partida das oitavas de final, o treinador acredita que conseguiu dar o ritmo necessário para que, caso precise mandar um dos reservas a campo, não veja a qualidade da equipe decair.
"No começo, na parte final da primeira fase do Paulista, fiz um rodízio grande de jogadores. Chegamos a jogar com 7 jogadores da base contra o Linense. Os jogadores do time de baixo trabalham o mesmo que os titulares. Facilita para mim, para o atleta, para o conjunto", concluiu.