Carille elogia postura da torcida em derrota para o Santo André

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Para o técnico, o Corinthians não se escondeu e foi voluntarioso (foto: Djalma Vassão/Gazeta Press)
Para o técnico, o Corinthians não se escondeu e foi voluntarioso (foto: Djalma Vassão/Gazeta Press)

Para o técnico, o Corinthians não se escondeu e foi voluntarioso (foto: Djalma Vassão/Gazeta Press)

O Corinthians deu mais motivos para a sua torcida se impacientar neste sábado do que quando sofreu para derrotar a Ferroviária por 1 a 0, no último amistoso da pré-temporada, quando o meia Marquinhos Gabriel chegou a extravasar com palavrões. Derrotado por 2 a 0 pelo Santo André em Itaquera, contudo, o time só foi vaiado no intervalo e ao término do jogo.

“Achei isso até muito interessante. Contra a Ferroviária, tivemos volume de jogo e ganhamos por 1 a 0, mas a torcida vaiou bastante. Não vi isso hoje. Os torcedores cantaram e apoiaram até o último minuto”, destacou o técnico Fábio Carille, minimizando o fato de o seu time só ter atraído 18.046 pagantes a Itaquera.

Já conhecendo o comportamento do público corintiano desde os tempos em que era auxiliar, o profissional sabe que a sua equipe precisa fazer por merecer o apoio. A chance de aumentar a confiança da torcida em Itaquera será já na quarta-feira, contra o Novorizontino, pela terceira rodada do Campeonato Paulista.

“Queremos trazer os torcedores para o nosso lado o quanto antes. Sempre escutamos que os corintianos gostam que os jogadores não deixem de se entregar, de correr atrás. Hoje, eles viram a entrega dos atletas. Temos que continuar assim”, pregou.

Apesar da entrega, faltou consistência defensiva para o Corinthians, que falhou nos dois gols do Santo André, e repertório ofensivo. O time fez cerca de 40 cruzamentos na área na partida para amenizar a sua falta de criatividade na tentativa de superar a forte marcação adversária.

“Eles bloquearam bem a frente da área, e a saída foi entrar pelos lados. Depois que o Kazim foi para o jogo e ainda estávamos com o Jô, havia uma necessidade ainda maior de bolas altas, por eles serem jogadores de referência”, argumentou Fábio Carille. “Temos um grupo novo, que precisa amadurecer também com derrotas. Gostei do desempenho e da entrega, mas sofremos porque o time ainda está em formação”, concluiu.

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