Candidatos no Corinthians falam em “triste capítulo” e “tragédia anunciada” após laudo

Tomás Rosolino - São Paulo , SP
12/07/2018 21:45:53 — 12/07/2018 21:51:18

Em: Brasileiro Série A, Corinthians, Futebol

O laudo do Ministério Público de São Paulo (MP-SP) sobre erros na eleição do Corinthians repercutiu rapidamente entre os candidatos do pleito. Além da entrevista a ser concedida pelo advogado de Paulo Garcia, segundo colocado na eleição e responsável pela ação, outros nomes se manifestaram sobre o caso. Quarto colocado, o candidato Felipe Ezabella publicou em suas redes sociais lamentando as descobertas das negociações.

“Mais um triste capítulo das últimas eleições alvinegras. Confusões com anistias irregulares, denúncia de compra de votos, guerra de liminares na justiça, empresários arcando com pagamento de mensalidades com depósitos a título de empréstimos na conta do clube, quebra quebra na apuração, agora mais essa grave acusação”, disse ele, completando seu texto com uma crítica à saída de Balbuena, Sidcley e Maycon no meio da temporada.

“Em paralelo, o obscuro desmanche da equipe e a completa falta de informação das questões envolvendo o estádio. Vamos acompanhar o desfecho da ação criminal, vamos continuar cobrando transparência e insistindo para que a comissão de ética analise os casos pendentes”, continuou Ezabella.

Apontado como último na contagem dos votos, fato que ele próprio contesta, Romeu Tuma Júnior classificou o resultado do laudo como uma “tragédia anunciada”. Para ele, alguns indícios pré e durante a eleição já davam a entender que o processo não seria de total lisura.

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“Não fiz nenhum comentário na época para não parecer choro de perdedor. Mas estava claro que tinha acontecido alguma coisa. Eu não tinha aquele número de votos apenas, falei isso para algumas pessoas. Mas preferi aguardar a investigação para a perícia técnica confirmar e eu não ser leviano. Infelizmente, quando teve a anistia e a compra de votos já sabíamos que o processo estava combinado”, disse ele à Gazeta Esportiva.

Garcia, de acordo com sua assessoria, não se manifestará a respeito do caso, deixando as palavras para o seu advogado. Terceiro colocado, Antônio Roque Citadini não respondeu os contatos da reportagem até a publicação da matéria. Procurada para saber a posição de Andrés Sanchez, a assessoria do Corinthians disse que apenas o ex-presidente do Conselho, Guilherme Strenger, responde sobre o caso.

Vale lembrar que, de acordo com o que foi divulgado no dia da eleição, Andrés somou 1.235 votos (33,9%) e ficou à frente de Paulo Garcia, segundo colocado com 832 (22,8%), Antônio Roque Citadini, terceiro com 803 (22%), Felipe Ezabella, quarto com 461 (12,6%), e Romeu Tuma Júnior, o quinto com 278 (7%). Houve ainda 18 votos nulos e 13 em branco, totalizando 3.642.

Além do presidente, foram eleitas oito chapas titulares para o Conselho, cada um com 25 integrantes, sem contas as duas suplentes. No total, 24 chapas se inscreveram para o pleito, inédito na história do clube. Anteriormente, o vencedor da eleição presidencial elegia um “chapão” de 200 conselheiros consigam.

As vencedoras de 2018 foram as chapas de número 22 Preto no Branco (412 votos), 11 Fiéis Escudeiros (274 votos), 10 Renovação e Transparência ( 232 votos), 21 Inteligência Corinthiana (184 votos), 25 Mosqueteiros (179 votos), 15 Tradição Corinthiana (169 votos) 77 São Jorge (161 votos) e 82 Corinthians Supremo (162 votos).




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