Atletas do Casuals repetem gesto ofensivo ao São Paulo e levam bronca

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Os jogadores do Corinthian-Casuals já se acostumaram a fazer tudo o que os torcedores do Corinthians pedem. Gritam “vai, Corinthians” a quase todo momento, pulam abraçados para os lados ao som de “poropopó” e esforçam-se para aprender a cantar versos de músicas em português. No final da tarde desta sexta-feira, no entanto, eles ouviram uma reprimenda por se comportarem assim.

Terminado o treinamento aberto realizado no estádio de Itaquera, os jogadores ingleses interagiram com quase mil torcedores que estavam nas arquibancadas. Foi lá que eles viram muitos deles cruzarem os braços com os dedos médios erguidos, provocação que o volante Cristian fez ao São Paulo no Campeonato Paulista de 2009 e que o jovem atacante Gabriel Vasconcelos repetiu contra o rival na mesma fase da Copa São Paulo deste ano, na noite de quinta-feira.

Quando voltava para o banco de reservas, vestido com uma camisa de torcida organizada do Corinthians que acabara de ganhar, o ponta Ross Defoe começou a se divertir com o gesto provocativo. Minutos depois, ele se juntou a sete companheiros para repetir o sinal obsceno diante de máquinas fotográficas.

Por gesto ofensivo ao São Paulo em Itaquera, os jogadores do Corinthian-Casuals acabaram reprimidos

Por gesto ofensivo ao São Paulo em Itaquera, os jogadores do Corinthian-Casuals acabaram reprimidos - Credito: Fernando Dantas/Gazeta Press

Ao perceber a cena, Chris Watney se apressou para coibir os atletas. O diretor comercial e atacante do Corinthian-Casuals, responsável por viabilizar a excursão ao Brasil, explicou brevemente o significado do gesto e o tornou proibido, contando com a aprovação do departamento de marketing do Corinthians.

Atônitos com a bronca, os jogadores do Corinthian-Casuals começaram a conversar em voz baixa sobre a situação flagrada pela Gazeta Esportiva. No domingo à tarde, eles estarão em ação novamente em Itaquera para um amistoso festivo – sem qualquer rivalidade – com o Corinthians.

Operário são-paulino
Nem todos que estavam em Itaquera nesta sexta-feira eram corintianos. Um operário que trabalha nas melhorias do estádio exibia calmamente um isqueiro com o distintivo do São Paulo enquano percorria os corredores. “É melhor esconder isso, não? Um cara vestiu a camisa do Fluminense depois daquela goleada no ano passado e foi demitido na hora”, sorriu, colocando o objeto no bolso.

Os rivias, contudo, não são proibidos na casa do Corinthians. Assistindo ao treinamento dos visitantes ingleses à beira do gramado, o ex-presidente Andrés Sanchez se divertiu quando notou um conhecido na arquibancada. “O que você está fazendo aqui, bambi? Venha amanhã também!”, brincou, em tom amistoso.

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