Gazeta Esportiva

Análise: Com peças de qualidade, Corinthians dá resposta rápida após cobrança excessiva

Redação - São Paulo,SP

19/01/23 | 07:00

Por Marina Bufon

É fato que o adversário era um frágil Água Santa, mas o Corinthians conseguiu dar a rápida resposta que precisava na noite desta quarta-feira, quando venceu o time de Diadema por 3 a 0, na Neo Química Arena.

Os gols foram marcados por Yuri Alberto e Róger Guedes (dois), com assistências de Fagner e do próprio camisa 9 (duas vezes). O lateral direito, inclusive, esteve bem mais livre para atacar nesta partida e protagonizou outros lances de perigo.

É disso que se trata esta análise, aliás: com as peças presentes, é possível que os atletas desempenhem o que sabem fazer de melhor. Claro, assim como perder do Red Bull Bragantino não faz do Corinthians o pior time do mundo, vencer do Água Santa não o faz o melhor.

No entanto, foi uma vitória com uma cara mais de “Fernando Lázaro”, algo que desastrosamente não aconteceu na estreia. As peças que, em Bragança, estavam desconectadas, na última noite pareciam saber se encontrar.

Além de Yuri, Renato Augusto e Adson, que ficaram de fora da derrota na primeira rodada, também foram titulares e fizeram totalmente a diferença. Com isso, existe uma esperança que, após o jogo contra o Bragantino, não parecia existir: margem para evolução.

Que fique claro: eu não tentei fiz cobranças excessivas ao treinador após o revés, pelo contrário, mas, caso ele não tivesse, junto com uma escalação mais próxima da ideal, dado essa resposta rápida, talvez fosse difícil defendê-lo.

Sim, é só a segunda rodada do Estadual, mas é assim ser técnico no Brasil, mais ainda no Corinthians.


Destaco, além das subidas de Fagner, o bom jogo de Du Queiroz e Adson. Du conseguiu recuperar-se bem em diversos momentos, fazer interceptações e, inclusive, iniciou a jogada que deu origem a um dos gols de Róger.

No entanto, ele ainda precisa melhorar bastante seus fundamentos ofensivos, como finalizações e cruzamentos. Já Adson, que atuou mais livre flutuando entre meio e ponta direita, deslocou bastante a defesa adversária e protagonizou bons lances de perigo - ele, porém, precisa arriscar mais nos chutes a gol.

Também é preciso falar de Renato Augusto, que atuou por um tempo até superior do que pensei (foram cerca de 60 minutos), gerando jogadas pelo lado esquerdo, inclusive a invertida para Fagner, que deu o passe para o primeiro tento. Em certos momentos, principalmente no início do jogo, o camisa 8 ficava totalmente aberto na lateral, enquanto Fábio Santos caía mais para o meio.

O ponto negativo do duelo foi a defesa, que, nos poucos momentos em que foi acionada, pareceu perder o timing, principalmente no lado de Balbuena.

Por fim, é preciso falar do ótimo entrosamento entre Róger e Yuri. É incrível como um potencializa o outro. No total, de três gols, os três foram deles, com duas assistências do camisa 9, que até poucos dias atrás estava com um problema no tornozelo.

Aliás, também é preciso falar sobre o posicionamento deles: sozinhos na frente, ainda que venham buscar a bola e lutar por ela, é necessário que, por vezes, façam funções as quais não gostem tanto, como ir para a referência (caso de Róger) e cair para os lados (caso de Yuri).

Deu certo e, se o rodízio for apenas pontual, como garantiu Fernando Lázaro, possamos ver diversas participações em gols da dupla em 2023.

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