Gazeta Esportiva

Ameaçado de morte, Cássio pede justiça e contesta termos “vagabundo” e “paneleiro”

São Paulo, SP

07/04/22 | 18:51 - 07/04/22 | 19:38

Na tarde desta quinta-feira, Cássio publicou uma nota oficial em seu Instagram para se posicionar sobre as ameaças de morte que sofreu. O goleiro do Corinthians deixou claro que não irá aceitar abordagens violentas e declarou que espera que a justiça seja feita.

No texto publicado na rede social, Cássio ainda rebateu os rótulos de "vagabundo" e "paneleiro" que foram lhe atribuídos por torcedores, exigindo que a acusação de falta de comprometimento seja provada.

A esposa de Cássio, Janara Sackl, também foi vítima da ameaça recebida através de seu personal trainer. Um perfil no Instagram enviou ao profissional fotos e áudios em tom intimidador. Em uma das mensagens, um revólver e balas aparecem em cima da camisa do Corinthians. Além do goleiro, outro citado nos conteúdos das mensagens é o zagueiro Gil.

Veja a nota publicada por Cássio na íntegra:

Resolvi me manifestar depois dos fatos que aconteceram com minha família nesta quinta-feira (07/04).

Encaminhei à polícia os áudios recebidos por minha esposa, para que quem tenha a competência necessária possa cuidar do caso. Não posso aceitar esse tipo de ameaça de forma alguma. Espero que a justiça seja feita.

Sempre fui um jogador que lidou bem com críticas, discordei e me defendi quando necessário, além de admitir falhas quando entendi que elas aconteceram.

Mas desafio alguém a provar que eu tenha ficado mais de dez anos no Corinthians sendo "vagabundo" ou "paneleiro", os termos que foram usados hoje e que aparecem em algumas manifestações vez ou outra.

Sempre fui um jogador que me dediquei ao máximo e procurei ajudar dentro e fora dos campos os treinadores, atletas e dirigentes que passaram por aqui. Muitas vezes, entrei em campo sem as minhas melhores condições para ajudar o Corinthians. E fiz isso sem esperar nada em troca. Fiz porque sou assim. Sou muito grato ao Corinthians e procuro retribuir essa gratidão deixando tudo o que posso a cada dia.

Tenho total consciência que devo provar sempre porque cheguei a quase 600 jogos e conquistei nove títulos por esse clube. Nunca sentei em cima das glórias, até porque não ganhei nada sozinho e quero seguir ganhando enquanto eu tiver contrato vigente.

Por tudo isso, não aceito o que aconteceu e não quis ficar calado diante de tanta injustiça.


Mais cedo, o Corinthians também e posicionou sobre o caso, garantindo que já acionou Delegacia de Polícia e Repressão aos Delitos de Intolerância Esportiva, "a fim de tomar as medidas cabíveis para a segurança dos atletas", com o desejo que o autor do crime "seja submetido às penas da lei".

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