Gazeta Esportiva

Alheio a vexames, Corinthians já passou por "sufocos" na Copa do Brasil

Tomás Rosolino - São Paulo,SP

19/02/19 | 07:34

Sufoco mais lembrado da história foi contra o Cianorte, em 2005 (Foto: Djalma Vassao/Gazeta Press)

Em alta após mais uma vitória em clássicos, o Corinthians agora tenta fazer sua obrigação na Copa do Brasil e eliminar o Avenida-RS, na quarta-feira, na Arena. Voltando as atenções para o torneio nacional, o Alvinegro tenta evitar as já conhecidas "zebras" provocadas por eliminações de clubes grandes em confronto contra times pequenos. Ao menos historicamente, a missão é viável, ainda que não seja sempre tranquila.

Presente em 24 das 31 edições do torneio, o Timão não foi eliminado em nenhuma ocasião pelos considerados "pequenos", clubes que rondam as divisões inferiores da competição. Na única vez em que seu algoz não estava na Série A, o adversário era o Internacional, mais do que estabelecido entre os grandes do futebol brasileiro. O Colorado, rebaixado pela única vez em 2016, estava na Série B em 2017, quando tirou a equipe de Carille nos pênaltis.

Ainda que seja absoluto frente às surpresas históricas da competição, já responsáveis por vexames do Palmeiras (ASA-AL, em 2002), São Paulo (Bragantino, em 2014) e Santos (CSA, em 2009), o clube do Parque São Jorge não deixou de passar "sufocos" para evitá-los.

Não era só Tevez: Corinthians tinha Roger, Carlos Alberto e Gustavo Nery em seu elenco (Foto: Djalma Vassao/Gazeta Press)

O principal deles certamente se deu em 2005, quando o estrelado time comandado por Daniel Passarela, com Tevez, Roger e Carlos Alberto em campo, perdeu por 3 a 0 para o Cianorte, na casa do adversário, pela segunda fase da competição. Quase um mês depois e já em melhor fase, no entanto, o Alvinegro disparou 5 a 1 para cima dos paranaenses, em noite lembrada com carinho até agora pela Fiel.

Os primeiros problemas da competição, no entanto, aconteceram antes. Em 1996, os paulistas só não foram eliminados na segunda fase pelo Remo porque Castor marcou um gol contra bizarro, no último minuto do jogo da volta, em Belém, empatando o jogo em 1 a 1. Por ter ficado no 0 a 0 em São Paulo, o time avançou pelo critério do gol marcado fora de casa.

Pouco depois, em 1999, o histórico time de Vampeta, Rincon, Marcelinho e Edilson empatou com o Treze-PB por 2 a 2 na ida e parecia destinado a um triunfo tranquilo no Pacaembu. Nada disso: os paraibanos abriram 2 a 0 e os anfitriões só conseguiram buscar o empate na metade final do segundo tempo, com Vampeta e Marcelinho. O volante, aliás, ainda desperdiçou um pênalti, mas uma defesa do goleiro Nei e um erro de Val, pelo Treze, deram a vaga ao Timão.


Uma "zebra" que passeou em 2002, o Brasiliense também não teve chance quando encontrou o Timão. Depois de eliminar Fluminense e Atlético-MG, o time de Taguatinga fez jogo duro, chegou a empatar o jogo de ida no Morumbi em dado momento e saiu na frente no jogo da volta, no Distrito Federal. Em ambas ocasiões, porém, Deivid, artilheiro daquela edição com incríveis 13 gols, balançou a rede, assegurando a combinação 2 a 1/1 a 1 para o bi corintiano.

Adormecidas por um tempo, as zebras tentaram atacar o Alvinegro em 2017 e 2019, já sob o comando de Fábio Carille. A primeira foi no já famoso confronto frente ao Brusque, na mesma fase em que encara o Avenida-RS. Em alta após vencer o Santos por 1 a 0 na Arena, o Timão viajou a Santa Catarina e estreou Jadson. Depois do empate por 0 a 0, o camisa 10 perdeu pênalti e o clube só não foi eliminado porque os donos da casa desperdiçaram a quinta cobrança. Na sexta, Carlos Alberto, ex-corintiano, mandou para fora e Romero assegurou o fim do "sufoco".

O último problema no percurso foi justamente na primeira fase do torneio, contra o Ferroviário-CE. O Alvinegro, outra vez após um clássico vitorioso (1 a 0 no Palmeiras, no Allianz) ficou atrás no placar duas vezes, mas viu Gustagol anotar duas vezes para assegurar o empate, o bastante para avançar. A regra da igualdade, porém, não vale mais. Qualquer empate leva a decisão aos pênaltis contra os gaúchos.

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