O muito criticado Hong Myung-bo pediu demissão neste domingo do cargo de técnico da seleção da Coreia do Sul, após a eliminação surpreendente na primeira fase da Copa do Mundo de 2026, segundo a imprensa do país asiático.
O ex-capitão da seleção sul-coreana, de 57 anos, fracassou mais uma vez em sua segunda passagem no comando da equipe, com a eliminação no Grupo A do Mundial após somar três pontos.
A Coreia do Sul venceu a República Tcheca por 2 a 1 na estreia, mas depois foi derrotada por México e África do Sul pelo placar de 1 a 0 e não conseguiu avançar para a fase de 16-avos de final como uma das oito melhores terceiras colocadas.
"Embora eu esteja deixando a seleção, não estou abandonando o futebol coreano", disse Hong aos jornalistas no México, segundo a agência de notícias Yonhap.
"Vou torcer pela seleção com todo o meu coração e espero que a equipe volte a ter a confiança e o carinho do povo", acrescentou o treinador.
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Hong Myung-bo já vinha sendo contestado pelos torcedores sul-coreanos e a imprensa mesmo antes do fracasso no Mundial da América do Norte.
Ele deixou o veterano capitão Son Heung-min de fora da partida contra a África do Sul, na qual a seleção sul-coreana precisava de pelo menos um empate para avançar, mas a aposta não deu certo.
Son, que vai completar 34 anos no mês que vem, disputou sua última Copa do Mundo e já havia declarado anteriormente que poderia se aposentar da seleção.
Hong também comandou a Coreia do Sul na Copa do Mundo de 2014, no Brasil, onde a equipe também foi eliminada na primeira fase após empatar com a Rússia (1 a 1) e perder para Argélia (4 a 2) e Bélgica (1 a 0).
Hong Myung-bo é reconhecido como um dos melhores jogadores sul-coreanos da história.
Ele foi o primeiro jogador asiático a disputar quatro Copas do Mundo: Itália 1990, Estados Unidos 1994, França 1998 e Coreia do Sul e Japão 2002.
Na Copa de 2002, os 'Guerreiros de Taeguk' chegaram à semifinal e Hong Myung-bo recebeu a Bola de Bronze como o terceiro melhor jogador do torneio.
Presidente da Coreia critica eliminação
Mais cedo neste domingo, o presidente da Coreia do Sul, Lee Jae Myung, criticou a eliminação precoce na Copa do Mundo de 2026 e havia chamado o então técnico Hong Myung-bo de incompetente.
No pronunciamento, Lee disse que o fracasso da seleção foi consequência direta de erros na forma como a equipe foi comandada e criticou as escolhas do treinador. Segundo ele, faltaram critérios técnicos e sobraram interesses pessoais, o que acabou prejudicando o desempenho dentro de campo.
"Mais uma vez, fica claro que as pessoas fazem toda a diferença. Quando favoritismo e relações pessoais pesam mais do que competência na escolha de quem lidera, o resultado é previsível", afirmou.
최휘영 장관님과 관련 공무원 여러분 애쓰셨습니다.
저도 전임 명예 프로축구단장이자 심정적 붉은악마로서 예상밖 결과에 당황을 넘어 황당함을 느낍니다.
결국 인사가 만사임이 다시 한번 증명됐습니다. 능력보다 네편내편을 더 중시해 무능한 사람을 지휘관으로 선발하면 결과는 불보듯… https://t.co/wNwtKlo1qY
— 이재명 (@Jaemyung_Lee) June 28, 2026
A fala também expõe um problema maior no esporte do país. O presidente apontou a falta de fiscalização e controle nas decisões importantes, o que abre espaço para escolhas erradas e prejudica o interesse público. Ele defendeu uma gestão mais transparente, com regras claras e mais responsabilidade de quem toma decisões.
Como resposta, o governo promete mudanças no sistema esportivo. Entre as ideias está tornar a escolha de dirigentes mais aberta, com participação maior de pessoas ligadas ao esporte, em vez de decisões concentradas em poucos nomes.
O impacto da eliminação precoce também pesa fora de campo. Segundo o ministro, a seleção recebe investimentos públicos, o que aumenta a responsabilidade sobre os resultados.
“Peço desculpas à população pela frustração causada. Vamos trabalhar rápido para mudar esse cenário e evitar que isso aconteça de novo”, disse.
*Por AFP