Gazeta Esportiva

Briga com cruzeirenses e árbitro sangrando marcam eliminação da Chapecoense

São Paulo, SP

02/06/17 | 00:30 - 02/06/17 | 00:35

Jogadores, comissão técnica e diretoria. Todos da Chapecoense se revoltaram com o árbitro Pericles Bassols e com todo o time do Cruzeiro depois da eliminação da equipe catarinense na fase oitavas de final da Copa do Brasil, na noite dessa quinta, após um empate sem gols na Arena Condá. Assim que soou o apito final, os jogadores da Chape rodearam a equipe de arbitragem, que precisou do apoio policial para conter os ânimos. Mesmo assim, o quarto árbitro, Evandro Tiago Benter, acabou saindo com um corte no rosto devido a um objetivo atirado por um torcedor, que pode refletir em uma punição pesada ao Verdão do Oeste. E no caminho para os vestiários, uma confusão generalizada ainda foi formada no corredor de acesso ao campo.

"Alguém jogou a garrafa na cara da gente. Vim aqui (no vestiário) para separar. Os cara saíram do vestiário e jogaram uma garrafa na gente. Não vi quem foi", disse o técnico Vagner Mancini, indignado. Alguns minutos depois, em entrevista coletiva, o treinador se mostrou mais ponderado. “Eu peço desculpas por tudo aquilo que foi mostrado, visto por vocês, porque isso não é o pensamento da Chapecoense”.

Rossi, atacante da Chapecoense, lembrou que domingo as equipes voltam a se enfrentar pelo Brasileirão (Foto: Marcio Cunha/Light Press)

Segundo o atacante Rossi, a confusão entre as duas equipes degringolou depois que Betinho, o preparador de goleiros do Cruzeiro, provocou o presidente da Chapecoense, Maninho. Para os dirigentes da Raposa, não houve provocação, “apenas um mal entendido”.

Rossi também lembrou que no próximo fim de semana os dois times voltam a se enfrentar pelo Campeonato Brasileiro, dessa vez em Minas Gerais. "Espero que tenha morrido aqui, mas, se tiver que ser um jogador quente, pegado, que ninguém saia machucado", comentou. "É deixar para lá, temos o jogo pelo Brasileiro, colocar essa revolta em campo e ganhar lá", concluiu, à Fox Sports.

Em campo, além de toda a cera do Cruzeiro, que tinha a vantagem por ter vencido o duelo de ida por 1 a 0, o que mais irritou a Chapecoense foi a anulação do gol de Wellington Paulista, quando Bassols viu falta de Victor Ramos em Hudson em uma jogada normal de disputa de bola.

"Lutamos muito. Os caras vêm para fazer cera o jogo todo. Se ele dá o gol a gente vai no mínimo para os pênaltis com o Cruzeiro", analisou Rossi. "A gente foi ali (falar com o árbitro) depois do jogo, por causa de alguns lances que a gente acha que o juiz inverteu. O time do Cruzeiro tem experiência e demorou em alguns lances”, reforçou o zagueiro Luiz Otávio, que também teve um gol anulado, mas esse em posição irregular

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