COPA DO MUNDO 2018 RÚSSIA
Nesta sexta, em São Petersburgo, Brasil e Costa Rica se encontrarão pela terceira vez em Mundiais (Foto: Djalma Vassão/Gazeta Press)

Às 9 horas (de Brasília) desta sexta-feira, um novo capítulo do breve histórico de duelos que envolvem Brasil e Costa Rica na Copa do Mundo começará a ser escrito na Rússia, país que abriga a 21ª edição do torneio. O Estádio Krestovsky, em São Petersburgo, será o palco do terceiro encontro entre as duas seleções em Mundiais.

Com duas vitórias do time canarinho, o retrospecto entre brasileiros e costarriquenhos é marcado pela discrepância dos resultados. No primeiro duelo, em 1990, na Itália, a Seleção venceu de forma apertada: 1 a 0. Já o segundo, que ocorreu 12 anos depois, na Coreia do Sul, registrou uma goleada por 5 a 2.

O contexto em que ambas as partidas foram disputadas também é discrepante. Em 1990, o Brasil amargava um jejum de 20 anos sem ganhar uma Copa e vivia uma crise de identidade, pela qual o técnico Sebastião Lazaroni era apontado como o principal responsável.

Criticado por torcida e cobrado pela imprensa, Lazaroni ficou marcado pelo estilo de jogo burocrático que impôs ao escrete nacional. As manchetes de A Gazeta Esportiva de 17 de junho de 1990, dia seguinte ao magro triunfo sobre a Costa Rica, não deixam mentir: o treinador era bastante contestado. Até mesmo pelos jogadores.

“O Lazaroni anda errando muito. Não sei o que se passa na cabeça dele”, queixou-se o então reserva Romário, incrédulo com a entrada de Bebeto apenas aos 40 minutos do segundo tempo. “O Bebeto deveria ter entrado no intervalo. O Lazaroni errou duas vezes: ao fazer a substituição quando o jogo já estava terminando e ao tirar Careca, quando o mais certo era a entrada do Bebeto na vaga de algum jogador do meio de campo”, opinou.

Na saída do Delle Alpi, antigo estádio da Juventus, Bebeto desabafou para os repórteres. “Foi a primeira vez na minha carreira que entrei faltando cinco minutos para o jogo terminar. Não vou analisar o trabalho do técnico. Ele deve saber o que está fazendo, mas cinco minutos não dão nem para aquecer, quanto mais mudar o panorama de uma partida”, resmungou.

De fato, o atacante não mudou o panorama da partida. Com gol de Muller, anotado ainda no primeiro tempo, o Brasil não conseguiu aumentar a vantagem na etapa complementar e seguiu sob desconfiança no Mundial. Após o embate, Lazaroni se defendeu rispidamente e indicou que não abriria mão do 3-5-2 para pôr mais um atacante no time.

“Vocês estão sempre batendo na mesma tecla. Se alguém acha que estou errado, que faça um curso de treinador e venha para o meu lugar”, trovejou. “Tenho as minhas convicções e faço o que minha cabeça mandar. Tenho repetido reiteradas vezes que esse é o meu esquema de jogo e não penso mudar”, teimou.

Com o esquema mantido, a Seleção Brasileira não foi longe naquele Mundial. Embora tenha se classificado como líder de seu grupo, com três vitórias em três jogos, o time de Lazaroni sucumbiu nas oitavas de final diante da Argentina, que venceu por 1 a 0 com passe de Maradona e gol de Caniggia.

Em 2002, embora também tenha atuado com três zagueiros, o Brasil foi mais eficiente no ataque. Com uma escalação repleta de reservas, pois já havia se classificado às oitavas de final, o time dirigido por Luiz Felipe Scolari aplicou uma goleada por 5 a 2 sobre a Costa Rica, em Suwon, na Coreia do Sul.

O gol de Edmílson, o terceiro da Seleção, foi o destaque daquela partida. O zagueiro virou o corpo no ar para finalizar o cruzamento que veio da esquerda. Ronaldo (2), Rivaldo e Júnior completaram o placar para o Brasil, ao passo que Wanchope e Gomez descontaram para a equipe costarriquenha.

O triunfo encerrou uma campanha brasileira perfeita na fase de grupos. Antes, os comandados de Felipão haviam vencido Turquia (2 a 1) e China (4 a 0). E mantiveram o 100% na Copa da Coreia e do Japão com mais quatro vitórias no mata-mata, diante de Bélgica (2 a 0), Inglaterra (2 a 1), Turquia (1 a 0) e Alemanha (2 a 0).

Diferentemente de Lazaroni, Scolari contava com o respaldo de boa parte da torcida brasileira. O gaúcho, que vinha de um trabalho vitorioso no Palmeiras e de uma passagem discreta pelo Cruzeiro, foi contratado pela CBF em meio a dificuldades da Seleção nas Eliminatórias, mas conseguiu a classificação para o Mundial na última rodada.

Mas nada que se compare com o moral que Tite ostenta entre os brasileiros. Benquisto por torcida e bem avaliado pela imprensa, o também gaúcho resgatou o prestígio da Seleção após o vexatório episódio do 7 a 1 em 2014 e tenta levá-la ao hexacampeonato mundial.

Após o empate por 1 a 1 com a Suíça na estreia, o time canarinho buscará manter a Costa Rica como freguesa em Copas para conquistar sua primeira vitória na edição russa do torneio. No outro jogo do Grupo E, a líder Sérvia mede forças com os suíços às 15 horas, em Kaliningrado.

Veja a escalação do Brasil em duelo com a Costa Rica em 1990:

Taffarel; Mozer, Mauro Galvão e Ricardo Gomes; Jorginho, Dunga, Alemão, Valdo e Branco; Muller e Careca.

Veja a escalação do Brasil em duelo com a Costa Rica em 2002:

Marcos; Lúcio, Anderson Polga e Edmílson; Cafu, Gilberto Silva, Juninho, Rivaldo e Júnior; Ronaldo e Edílson.

Retrospecto geral

A freguesia costarriquenha diante da Seleção aumenta quando considerados os duelos amistosos e válidos também por outras competições. A história registra dez jogos, com nove vitórias brasileiras e apenas uma derrota – sofrida há quase 60 anos -, com 32 gols a favor e nove contra.

Ainda assim, o solitário revés por 3 a 0, ocorrido em 10 de março de 1960, em San José, capital da Costa Rica, pelo Pan-Americano, se deu com um time formado pela seleção gaúcha, que foi reforçada pelo zagueiro Calvet, do Santos.

A maior goleada do confronto foram os 7 a 1 aplicados pelo Brasil no dia 13 de março de 1956, na Cidade do México, também pelo Pan-Americano. Este, aliás, foi o primeiro encontro entre as seleções na história. O último ocorreu em 2015, quando a equipe então treinada por Dunga venceu por 1 a 0, com gol de Hulk, em amistoso realizado nos Estados Unidos.

Veja todos os resultados de Brasil x Costa Rica:

13/03/1956 – Brasil 7 x 1 Costa Rica – Cidade do México – Pan-Americano
10/03/1960 – Brasil 0 x 3 Costa Rica – San José – Pan-Americano
17/03/1960 – Brasil 4 x 0 Costa Rica – San José – Pan-Americano
16/06/1990 – Brasil 1 x 0 Costa Rica – Turim – Copa do Mundo
23/09/1992 – Brasil 4 x 2 Costa Rica – Paranavaí – Amistoso
13/06/1997 – Brasil 5 x 0 Costa Rica – Santa Cruz de la Sierra – Copa América
13/06/2002 – Brasil 5 x 2 Costa Rica – Suwon – Copa do Mundo
11/07/2004 – Brasil 4 x 1 Costa Rica – Arequipa – Copa América
07/10/2011 – Brasil 1 x 0 Costa Rica – San José – Amistoso
05/09/2015 – Brasil 1 x 0 Costa Rica – Harrison – Amistoso

 



O gol do Kylian Mbappé aos 33 minutos do primeiro tempo diante do Peru transformou o atacante no francês mais jovem a marcar um gol em Copa do Mundo. Com 19 anos e 183 dias, o jogador do Paris Saint-Germain superou a marca que antes era de David Trezeguet, que marcou na Copa de 1998 com 20 anos e 246 dias.

Outra curiosidade do gol do jovem francês é que este foi o primeiro tento marcado por um jogador nascido no ano 1998. Vale lembrar que o jogador mais jovem desta Copa é o atacante australiano Daniel Arzani, que entrou na partida pela manhã, porém não conseguiu marcar.

O gol de Mbappé garantiu mais três pontos para a França na Copa do Mundo e confirmou a classificação antecipada dos blues para as oitavas de final do torneio. Na última rodada da fase de grupos, os franceses fazem um duelo de europeus contra a Dinamarca na próxima terça-feira, às 11h (de Brasília).



A França se garantiu nas oitavas de final da Copa do Mundo durante a tarde desta quinta-feira. Jogando na Arena Ecaterimburgo, apinhada de torcedores do Peru, os europeus decidiram a partida no primeiro tempo e venceram por 1 a 0, com gol de Mbappé, eliminando os sul-americanos do torneio sediado na Rússia.

Com o resultado, a França se mantém na liderança do Grupo C, com seis pontos ganhos, dois a mais do que Dinamarca. Já o Peru, que amargou o seu segundo revés em seu retorno ao Mundial após 36 anos de ausência, segue na lanterna da chave sem nenhum ponto somado e não tem mais chances de se classificar.

Pela terceira rodada da Copa do Mundo, França e Dinamarca farão um duelo valendo a liderança da chave na próxima terça-feira, às 11 horas (de Brasília), em Moscou. No mesmo dia e horário, em Sochi, o Peru cumprirá tabela diante da Austrália, que precisa da vitória e de um revés dos nórdicos para avançar.

França domina e sai na frente

O Peru esboçou uma pressão no início da partida, mas aos poucos a França foi se impondo. A primeira boa chance ocorreu aos 10 minutos, quando bola sobrou para Griezmann dentro da área. O atacante, porém, chutou torto e mandou para fora. Logo em seguida, Pogba arriscou de longe e tirou tinta da trave direita do goleiro Gallese.

Com as linhas adiantadas, a França continuou empurrando o Peru para o seu campo de defesa. Aos 13 minutos, após cobrança de escanteio pela esquerda, Varane subiu mais alto que a marcação e testou com perigo. Pouco depois, Giroud recebeu lançamento pelo alto e ajeitou para Griezmann bater de primeira e carimbar o goleiro peruano.

O time sul-americano só assustou aos 30 minutos, quando Cueva tabelou pela esquerda e cruzou rasteiro para Guerrero, que tirou de Umtiti na entrada da pequena área e finalizou. Atento, Lloris defendeu com o pé.

A chance desperdiçada seria bastante lamentada pelo Peru. Isso porque a França abriria o placar logo na sequência, aos 33 minutos. Pogba desarmou Guerrero na intermediária e deixou Giroud livre dentro da área. O centroavante finalizou cruzado, a bola desviou em Rodríguez e encobriu o goleiro, sobrando limpa para Mbappé só empurrar para o gol. Ainda antes do intervalo, os europeus quase ampliaram após boa troca de passes. Mas Hernández arrematou em cima do arqueiro Gallese.

Arte: AFP

Peru tenta sobreviver, mas esbarra em retranca francesa

Precisando da virada para se manter vivo no torneio, o Peru voltou com o meia Farfán e o zagueiro Santamaría nos lugares de Yotún e Rodríguez. As mudanças quase surtiram efeito imediato logo aos quatro minutos, quando Aquino recebeu de Farfán na intermediária e soltou a bola. Lloris só observou a bola tocar na trave e sair pela linha de fundo.

Com dificuldades para romper as linhas francesas, o Peru continuou apostando nos chutes de longa distância. Aos 15 minutos, após boa troca de passes, Carillo arriscou, mas mandou por cima do gol. Aos 22 foi a vez de Advíncula tentar pela direita, desta vez assustando Lloris.

Enfim explorando as pontas, o Peru chegou com perigo aos 28 minutos, quando Cueva fez bom passe para Carillo na direita. Mas o meia cruzou forte demais e ficou difícil para Farfán, que tentou consertar com um voleio. A bola parou na rede pelo lado de fora.

Nos minutos finais, para segurar o triunfo, Didier Deschamps sacou Griezmann para colocar Fekir. Ricardo Gareca respondeu com Ruidíaz na vaga de Cueva. Não adiantou. O sólido sistema defensivo francês foi pouco ameaçado e assegurou a vitória e classificação da equipe europeia.

FICHA TÉCNICA
FRANÇA 1 X 0 PERU

Local: Arena Central, em Ecaterimburgo, Rússia
Data: 21 de junho de 2018 (Quinta-feira)
Horário: 9h(de Brasília)
Árbitro: Moham Abdulla (Emirados Árabes Unidos)
Assistentes: Mohamed Alhammadi (Emirados Árabes Unidos) e Hasan Almahri (Emirados Árabes Unidos)
Cartão Amarelo: Matuidi e Pogba (França); Guerrero e Aquino (Peru)
Cartão Vermelho: –
Gol:
FRANÇA: Mbappé, aos 33 minutos do 1º tempo

FRANÇA: Lloris; Pavard, Varane, Umtiti e Hernández; Kanté, Matuidi e Pogba (N’Zonzi); Mbappé (Dembélé), Griezmann (Fekir) e Giroud
Técnico: Didier Deschamps

PERU: Gallese; Advíncula, Ramos, Rodríguez (Santamaría) e Trauco; Aquino, Yotún (Farfán), Carillo, Cueva (Ruidíaz) e Flores; Guerrero
Técnico: Ricardo Gareca



A um dia do importantíssimo duelo com a Seleção Brasileira, pela segunda rodada da Copa do Mundo da Rússia, o técnico Oscar Ramírez, da Costa Rica, fez questão de esfriar as polêmicas que têm rondado sua equipe nos últimos dias. O comandante negou a existência de um racha interno, apontado pela imprensa do país, que teria dividido o plantel em três grupos de jogadores.

“Acredito que é um tema complicado, nosso povo é emotivo, não gosta de perder. Sei que muitas vezes somos um pouco auto-destrutivo”, apontou. “Mas até hoje não tive nenhum problema em que tive que intervir. Não tive que intervir, separar e acalmar ninguém. Se aconteceu, não tive conhecimento. São jogadores muito educados. Se alguém está passando informação, não é correto. Se é uma situação pessoal de alguém, eu tomaria as decisões que deveria tomar. Não há nada que eu saiba, até agora”, completou.

Ramírez vê a bola parada como uma arma para derrubar a Seleção Brasileira (Foto: CHRISTOPHE SIMON/AFP)

Sobre a partida, que pode definir a eliminação da seleção costarriquenha em caso de derrota, o treinador se mostrou comedido. Ramírez ressaltou a qualidade do Brasil, mas mostrou acreditar na possibilidade de surpreender a Amarelinha e manter sua equipe viva na competição. A bola parada, segundo ele, é uma jogada que pode favorecer aos centro-americanos.

“Não sou conformista, mas também sei o potencial do Brasil. Gostaria de poder jogar e olhar a distância, sabendo que podemos ganhar. A bola parada pode ser uma arma. Eles também têm que buscar o resultado, e podem se desequilibrar, nos dar algumas chances. Gostaria de buscar essa possibilidade de poder ganhar”, finalizou.

Derrotada pela Sérvia na estreia, a Costa Rica não pode perder de jeito nenhum nesta sexta-feira. O confronto com a Seleção Brasileira ocorrerá em São Petersburgo, a partir das 9h (no horário de Brasília). Após o empate diante da Suíça, os brasileiros também entrarão em campo precisando vencer para se aproximarem da classificação ao mata-mata.




Bert van Marwijk lamentou as boas atuações não ter representado vitórias até o momento (Foto: Fabrice COFFRINI / AFP)

Quando ocorreu o sorteio para a Copa do Mundo no ano passado, a Austrália era considerada por muitos como a seleção mais fraca do grupo. Hoje, com dois jogos já disputados, a equipe amarela é considerada uma das mais injustiçadas do torneio até o momento.

Superior aos seus dois primeiros adversários, a equipe australiana acabou derrotada na estreia para a França e conseguiu apenas um pontos diante da Dinamarca. Desta forma, o país da Oceania soma apenas um ponto a apresenta apenas chances remotas de classificação para as oitavas de final da competição.

Após o duelo contra os dinamarqueses, o técnico da equipe australiana, o holandês Bert van Marwijk afirmou estar com um sentimento misto após os seus dois primeiros jogos da Copa.

“Eu sinto que poderíamos ter vencido. Foi parecido com o que aconteceu contra a França. Estou desapontado e orgulhoso ao mesmo tempo, e sinto que merecíamos mais. Eu honestamente penso que merecíamos ao menos quatro pontos nesses dois jogos. Está faltando só uma pequena peça no quebra-cabeça. Agora, precisamos nos concentrar no Peru”, avaliou o comandante.

Além da situação delicada na tabela, o treinador lamentou ainda a séria contusão sofrida pelo meia Andrew Nabbout, que sofreu um problema no ombro e precisou ser substituído. “Aparentemente a lesão dele é seria. Acho que a Copa acabou para Nabbout”, afirmou.

Na última partida da fase de grupos da Copa do Mundo, a Austrália enfrenta o Peru precisando da vitória e uma série de resultados favoráveis para seguir sonhando com a classificação. A partida acontece na próxima terça-feira, no estádio Olímpico de Sochi, às 11h (de Brasília).




O técnico Tite fez nesta quinta-feira os últimos ajustes na equipe que colocará em campo contra a Costa Rica. Com apenas 15 minutos de atividade aberta à imprensa, os jogadores conheceram o gramado do estádio Krestovsky, em São Petersburgo, e participaram de trabalho tático sem adversários, para acertar alguns detalhes referentes a posicionamento.

Conforme já havia adiantado à imprensa em entrevista coletiva antes do treino, Tite trabalhou com Alisson; Danilo, Thiago Silva, Miranda e Marcelo; Casemiro; Willian, Paulinho, Coutinho e Neymar; Gabriel Jesus.

Apostando na continuidade da equipe que julga ser a mais preparada para vencer a linha de cinco defensores da Costa Rica, o técnico Tite espera deixar a pressão de lado após o empate em 1 a 1 com a Suíça, no último domingo, em Rostov, onde estreou no Mundial.

Neymar, que foi o atleta mais caçado em campo contra a Suíça e chegou, inclusive, a não participar do treinamento da última segunda-feira e deixar o treino ainda no aquecimento no dia seguinte, desta vez participou normalmente das atividades enquanto os jornalistas tiveram acesso ao estádio. Sua presença no confronto desta sexta-feira é dada como certa.

A Seleção Brasileira volta a entrar em ação pela Copa do Mundo nesta sexta-feira, às 9h (de Brasília), pela segunda rodada do Grupo E, na casa do Zenit, em São Petersburgo.



A Seleção dinamarquesa empatou na manhã desta quinta-feira contra a Austrália por 1 a 1 em uma atuação decepcionante. No entanto, o meia Eriksen conseguiu se salvar dentro de campo e conseguiu ser o melhor jogador em campo, marcando inclusive um golaço para abrir o placar no confronto.

Um dos torcedores mais icônicos da seleção da Dinamarca, o ex-goleiro Peter Schmeichel, inclusive pai do atual goleiro da atual seleção, aproveitou a ótima atuação do meia para levantar uma pergunta em suas redes sociais. Quem é melhor: Eriksen ou Neymar?

Na opinião do ex-arqueiro da Seleção e do Manchester United, não há duvidas: o meia que hoje veste a camisa do Tottenham é melhor que o craque brasileiro. “Outro dia desses eu já havia dito. Eu prefiro Eriksen a Neymar. Vocês estão comigo?”, escreveu o polêmico ex-jogador, que criou uma enquete com o nome dos dois jogadores para que seus seguidores respondessem.

Até o momento, a votação conta com 14 mil votos e a maioria das pessoas segue a mesma linha de raciocínio de Schmeichel. 53% dos votantes afirmaram preferir o meia, enquanto apenas 47% escolheriam o atacante do Paris Saint-Germain.



Nesta quinta-feira, mais um jogo abaixo do nível esperado para uma Copa do Mundo. Em Samara, Austrália e Dinamarca mostraram grandes limitações e ficaram no empate por 1 a 1. O resultado é justificado pelos números da partida, que indicam um equilíbrio entre as equipes, mesmo com a pressão australiana na etapa final.

Foram 10 chutes a gol para cada lado. Ambas as seleções, porém, não apresentaram um bom aproveitamento, jogando metade das oportunidades para fora da meta adversária.

Por mais que os australianos tenham terminado a partida com 52% de posse de bola, obtiveram um percentual de acerto nos passes menor que os dinamarqueses. Os primeiros trocaram 442 passes completos, que propiciaram um aproveitamento de 84%, enquanto os segundos, por sua vez, acertaram 403 passes, com 87% de aproveitamento.

O equilíbrio persiste também em termos defensivos. A Austrália recuperou a posse da bola 42 vezes ao longo dos 90 minutos, contra 41 da Dinamarca. A zaga dos Cangurus afastou 26 bolas, contra 25 dos nórdicos.

O destaque fica por conta do meia dinamarquês Christian Ericksen, que balançou a rede pela 13ª nos últimos 15 jogos pela seleção, evidenciando sua importância para a equipe.

Outro fato que chama atenção diz respeito à marcação do pênalti que originou o gol de empate da Austrália, novamente com o auxílio do vídeo-árbitro, que mostrou o toque com a mão do defensor da Dinamarca. Acontece que, nas estreias das duas equipes, o VAR também foi protagonista em lances de penalidade máxima. Ajudou os australianos contra a França, em jogada muito semelhante à desta quinta-feira, e assinalou pênalti para o Peru, desperdiçado por Cueva, contra os dinamarqueses.

Pelo Grupo C da Copa do Mundo da Rússia, as duas seleções voltam a campo na próxima terça-feira. Ainda com chances de classificação, a Áustrália enfrenta o Peru, em Sochi. A Dinamarca, por sua vez, com quatro pontos ganhos, medirá forças com a França, em Moscou.