COPA DO MUNDO 2018 RÚSSIA
Óscar Ramírez tem sofrido ameaças após a eliminação precoce da Costa Rica do Mundial, mas diz que pretende ficar até, pelo menos, o Mundial do Catar, em 2022 (Foto: Christophe Simon/AFP)

A Costa Rica faz parte do Grupo E da Copa do Mundo, junto de Brasil, Sérvia e Suíça. Na campanha, duas derrotas culminaram com sua precoce eliminação da competição, diferente do que foi visto em 2014, quando chegou às quartas de final sob comando de Jorge Luis Pinto. Por conta disso, seu técnico, Óscar Ramírez, tem sofrido ameaças nas redes sociais, mas confessou a um amigo que não deixará o comando da equipe.

“Nem por um minuto passou pela minha cabeça sair, nunca. Estou indo adiante. Na verdade, ainda não sei o que vai acontecer, mas estou ansioso para continuar aqui. Não vou recuar, tenho coragem”, segundo o jornal La Nación, afirmando, ainda, o desejo de ficar até a Copa do Catar, em 2022, para uma “revanche de resultados”.

As ameaças atingiam, principalmente, sua maneira de conduzir a equipe e seu perfil de liderança e começaram após uma página de humor negro propor uma recepção violenta ao treinador e aos jogadores em sua volta para a Costa Rica, após o término da fase de grupos. A adesão foi grande. Logo depois, as mensagens foram apagadas.

Na próxima quarta-feira, a Costa Rica cumpre tabela frente a Suíça, que sonha com a vitória para atingir a liderança, que atualmente está com a Seleção Brasileira. A equipe de Tite, entretanto, enfrentará a Sérvia e também precisa da vitória para ser classificado para a próxima fase.



Prováveis escalações de Nigéria x Argentina (Arte: Marimé Brunengo, Maria-Cecilia Rezende/AFP)

Vivendo uma de suas maiores crises na história, a seleção da Argentina joga a vida na Copa do Mundo de 2018 nesta terça-feira, quando mede forças com a Nigéria a partir das 15h00 (horário de Brasília), no Estádio Krestovsky, em São Petersburgo, na Rússia, pela última rodada do Grupo D, que tem a líder Croácia, com seis pontos, já classificada e com o primeiro lugar garantido.

A Argentina divide a última posição com a Islândia, que tem um gol melhor de saldo e que no mesmo horário mede forças com os croatas em Rostov. Os argentinos, até aqui, empataram por 1 a 1 com os islandeses e foram atropelados pela Croácia: 3 a 0. Os nigerianos, que bateram a Islândia por 2 a 0 na sexta-feira, somam três pontos e avançam com vitória ou até mesmo com empate, desde que os Vikings não apliquem uma goleada.

A situação dos hermanos é ainda mais complicada, pois o time precisa vencer por dois gols de diferença a mais em caso de um possível triunfo da Islândia. Ganhando, os argentinos nem precisarão fazer saldo caso os islandeses não vençam.

O maior problema da albiceleste vai ser superar a própria crise. Segundo a imprensa local, o técnico Jorge Sampaoli perdeu o poder e os próprios atletas teriam armado o time para este compromisso. O treinador, porém, não dá ouvidos e prefere manter a confiança.

“Acredito que uma nova história para esta seleção começará a ser escrita nesta Copa do Mundo a partir do jogo contra a Nigéria. Confio demais no meu grupo e acredito que vamos ganhar. Não podemos dar ouvidos a quem te considera descartável e apaga tudo por conta de um mau resultado”, disse o treinador.

Sampaoli fará mais mudanças na Argentina (Foto: Juan Mabromata/AFP)

A Argentina vai precisar ainda do talento de Lionel Messi, muito criticado por conta das fracas atuações. Contra a Islândia, o craque chegou a perder um pênalti. Nos últimos dias o atleta vem sofrendo forte pressão na internet e da imprensa local, sendo blindado pela seleção argentina. A verdade, porém, é que ele continua sem repetir as boas atuações de quando joga com a camisa do Barcelona.

A albiceleste vai mudar muito para este jogo. O goleiro Caballero, de falha grosseira contra a Croácia, foi barrado para a entrada de Franco Armani. O setor defensivo, apesar de criticado, segue o mesmo, mas, no meio, Ángel Di María e Éver Banega retomam suas posições, dando mais experiência ao setor, e ocupando, respectivamente, os postos de Marcos Acuña e Maximiliano Meza. O artilheiro Sergio Agüero foi barrado para a enrada de Gonzalo Higuaín.

Pelo lado da Nigéria, o técnico Gernot Rohr descarta jogar pelo empate: “Vamos com o pensamento de conquistar uma vitória, mesmo respeitando demais a Argentina e seus talentosos jogadores. Espero em um jogo franco e aberto, pelo desejo de vitória de ambos”, explicou o comandante.

O treinador confirmou que vai poder repetir a escalação do jogo contra a Islândia pois seu capital, o meia John Obi Mikel, vai a campo mesmo estando com a mão esquerda fraturada. Logicamente ele jogará amparado por uma proteção no local.

Pelo regulamento da Copa do Mundo, as seleções se enfrentam dentro de seus respectivos grupos em turno único. Ao fim, as duas melhores colocadas avançam para as oitavas de final, enquanto que as demais voltam para casa.

FICHA TÉCNICA
NIGÉRIA X ARGENTINA

Local: Estádio Krestovsky, em São Petersburgo (Rússia)
Data: 26 de junho de 2018, terça-feira
Horário: 15h(de Brasília)
Árbitro: Cuneyt Cakir (Turquia)
Assistentes: Bahattin Duran (Turquia) e Tarik Ongun (Turquia)

NIGÉRIA: Francis Uzoho, Leon Balogun, William Troost-Ekong e Kenneth Omeruo; Victor Moses, Wilfred Ndidi, John Obi Mikel, Oghenekaro Etebo e Brian Idowu; Ahmed Musa e Kelechi Iheanacho.
Técnico: Gernot Rohr

ARGENTINA: Franco Armani, Eduardo Salvio, Gabriel Mercado, Nicolás Otamendi e Nicolás Tagliafico; Javier Mascherano, Éver Banega, Enzo Pérez e Ángel Di María; Lionel Messi e Gonzalo Higuaín.
Técnico: Jorge Sampaoli

 



Prováveis escalações de Islândia e Croácia (Arte: Laurence Saubadu, Thomas Saint-Cricq, Maria-Cecilia Rezende/AFP)

A Islândia encara a Croácia nesta terça-feira, às 15h00 (horário de Brasília), na Arena Rostov, em Rostov, na Rússia, precisando de um triunfo para tentar realizar o sonho de disputar as oitavas de final em sua primeira participação em uma Copa do Mundo. Os croatas, embalados pela vitória histórica de 3 a 0 sobre a Argentina, já garantiram a vaga e a primeira colocação, pois aparecem com seis pontos e não podem mais ser alcançados.

O restante do Grupo D está embolado. Com um ponto, a Islândia divide a última posição com a Argentina, pois perdeu por 2 a 0 na rodada passada para a Nigéria, vice-líder com três pontos. Nigerianos e argentinos duelam no mesmo horário em São Petersburgo. Para se classificar os islandeses precisam vencer a Croácia e torcer para que a Argentina não vença por uma diferença de gols superior a um triunfo dos próprios islandeses.

Diante desse cenário, Heimir Hallgrímsson, comandante da Islândia, garante não pensar no outro jogo da rodada: “Não podemos ficar pensando no que vai acontecer no outro jogo, pois temos um adversário que até assusta pela qualidade para ganharmos. O nosso foco está todo no grande time da Croácia”, disse o treinador.

Técnico da Islândia garantiu foco na Croácia (Foto: Pascal Guyot/AFP)

Pelo lado dos croatas, o técnico Zlatko Dalic garante a luta pela vitória: “Queremos terminar com nove pontos e garantirmos os cem por cento de aproveitamento. Temos um compromisso com a competição”, afirmou o treinador croata.

Apesar do discurso, o técnico da Croácia, que não antecipou a escalação que pretende utilizar, deve usar um time misto. O lateral-direito Sime Vrsaljko, o zagueiro Vedran Corluka, o volante Marcelo Brozovic, o meia Ivan Rakitic e os atacantes Ante Rebic e Mario Mandzukic, todos pendurados com dois cartões amarelos, deverão ser preservados.

Pelo regulamento da Copa do Mundo, as seleções se enfrentam dentro de seus respectivos grupos em turno único. Ao fim, as duas melhores colocadas avançam para as oitavas de final, enquanto que as demais voltam para casa.

FICHA TÉCNICA
ISLÂNDIA X CROÁCIA

Local: Arena Rostov, em Rostov (Rússia)
Data: 26 de junho de 2018, terça-feira
Horário: 15h00 (horário de Brasília)
Árbitro: Antonio Mateu (Espanha)
Assistentes: Pau Cebrian Devis (Espanha) e Roberto Díaz Pérez (Espanha)

ISLÂNDIA: Hannes Halldórsson, Birkir Saevarsson, Kari Árnason, Ragnar Sigurdsson e Hördur Magnússon; Rurik Gíslason, Aron Gunnarsson, Gylfi Sigurdsson e Birkir Bjarnason; Jón Bödvarsson e Alfred Finnbogason.
Técnico: Heimir Hallgrímsson

CROÁCIA: Danijel Subasic, Tin Jedvaj, Dejan Lovren, Domagoj Vida e Ivan Strinic; Mateo Kovacic, Filip Bradaric e Luka Modric; Andrej Kramaric, Ivan Perisic e Kramaric.
Técnico: Zlatko Dalic



Ainda sonhando com uma vaga nas oitavas de final da Copa do Mundo, a Austrália encara o Peru a partir das 11h(de Brasília), no Estádio Fisht, em Sochi, na Rússia, pela última rodada do Grupo C. Os australianos estão na terceira posição com um ponto, três a menos que a segunda colocada Dinamarca, que no mesmo horário encara a França, já classificada, em Moscou. Para avançar para a próxima fase, os australianos precisam vencer e torcer por uma derrota dinamarquesa. Além disso, o time da Oceania, que disputa as competições asiáticas, tem que marcar pelo menos um gol a mais que a Dinamarca.

A Austrália precisa ganhar do Peru para sonhar com a classificação (Foto: Nelson Almeida/AFP)

Diante de uma seleção peruana que está eliminada e sequer conseguiu pontuar, a Austrália promete uma postura bem mais ofensiva do que foi visto em boa parte dos jogos das duas primeiras rodadas.

“Vamos com o pensamento de ganhar o nosso jogo e conseguir a classificação, independentemente do que estiver acontecendo no jogo em Moscou. O importante é fazermos a nossa partem pois se isso não acontecer, independentemente do outro resultado, vamos fracassar. Temos que controlar a seleção peruana”, disse o técnico da Austrália, Bert van Marwijk.

Ricardo Gareca x Bert van Marwijk (Fotos: Anne-Christine Poujoulat e Seed Khan/AFP)

Eliminado, mas sonhando com uma grande despedida, a seleção peruana, dirigida pelo técnico argentino Ricardo Gareca, quer fazer um bom jogo.

“Nós poderíamos ter uma melhor sorte, pois dominamos nossos adversários em vários momentos nos jogos anteriores, mas infelizmente não conseguimos nossos objetivos. Contra a Austrália, na despedida, temos que mostrar que poderíamos estar melhores na tabela de classificação. É uma chance de homenagearmos tudo o que a torcida peruana fez pela nossa equipe neste Mundial”, afirmou Gareca.

Em termos de escalação, a Austrália não poderá contar com o atacante Andrew Nabbout, vetado por conta de uma lesão na coxa direita. A sua vaga está sendo disputada por Tomi Juric e pelo veterano Tim Cahill, ídolo da torcida e que estaria frustrado por não ter sido utilizado nos dois primeiros jogos.

Guerrero e Cueva querem se despedir da Copa com ao menos uma vitória (Foto: Adrian Dennis/AFP)

Para este compromisso a seleção peruana perdeu o atacante Jefferson Farfán, que sofreu uma contusão cerebral após se chocar com um atleta sub-20 em um treino no fim de semana. Assim, Paolo Guerrero jogará isolado no ataque, com Edison Flores e André Carrillo tendo a missão de se aproximar do artilheiro do Flamengo.

Pelo regulamento da Copa do Mundo, as seleções se enfrentam dentro de seus respectivos grupos em turno único. Ao fim, as duas melhores colocadas avançam para as oitavas de final, enquanto que as demais voltam para casa.

(Arte: Laurence Saubadu, Marimé Brunengo, Paul Defosseux, Maria-Cecilia Rezende/AFP)

FICHA TÉCNICA
AUSTRÁLIA X PERU

Local: Estádio Fisht, em Sochi (Rússia)
Data: 26 de junho de 2018 (Terça-feira)
Horário: 11h(de Brasília)
Árbitro: Sergey Karasev (Rússia)
Assistentes: Anton Averianov (Rússia) e Tikhon Kallugin (Rússia)

AUSTRÁLIA: Mathew Ryan, Joshua Risdon, Trent Sainsbury, Mark Miligan e Aziz Behich; Mile Jedinak, Aaron Mooy, Matthew Leckie, Tom Rogic e Robbie Kruse; Tim Cahill (Tomi Juric)
Técnico: Bert van Marwijk

PERU: Pedro Gallese, Luis Adínvula, Christian Ramos, Alberto Rodríguez e Miguel Trauco; Pedro Aquino, Yoshimar Yotún, André Carrillo, Christian Cueva e Edison Flores; Paolo Guerrero
Técnico: Ricardo Gareca



Com duas vitórias seguidas, de 2 a 1 sobre a Austrália e 1 a 0 sobre o Peru, a França encara a Dinamarca nesta terça-feira, às 11h(de Brasília), no Estádio Luzhniki, em Moscou, na Rússia, pela última rodada do Grupo C. Com seis pontos conquistados, a campeã mundial de 1998 já está garantida nas oitavas de final. Já os dinamarqueses, que ficaram no 1 a 1 com a Austrália no último jogo, aparecem na segunda posição, com quatro pontos, e precisam de mais um pontinho para se classificarem.

(Foto: Vincent Lefai, Sophie Ramis, Marimé Brunengo, Maria-Cecilia Rezende/AFP)

Este jogo, porém, está sob suspeita de muitos torcedores, principalmente os adpetos de “teorias da conspiração”. Isso porque, com um empate, os franceses garantem a liderança e os dinamarqueses a classificação. Em caso de derrota, a Dinamáquina dependeria ainda de um tropeço da Austrália, que tem um ponto e no mesmo horário, em Sochi, duela com o já eliminado Peru, que sequer conseguiu pontuar.

Porém, como o técnico da França, Didier Deschamps, decidiu poupar vários titulares, passou a se cogitar a hipótese dele querer facilitar a vida da Dinamarca, perder a primeira colocação e fugir de um eventual confronto com a Argentina, que está em um Grupo D onde a Croácia, surpreendentemente, assegurou a primeira posição.

“Talvez um empate sirva para os dois, mas eu nem quero falar sobre isso. Mas não vamos ajudar a Dinamarca. Vamos jogar para ganhar, e a Dinamarca também. E ainda não estou pensando em quem vou enfrentar na próxima fase”, disse o treinador.

Os meias Paul Pogba e Blaise Matuidi serão preservados por estarem pendurados com um cartão amarelo. Também serão poupados, mas apenas por questão de desgaste, o goleiro Hugo Lloris, o lateral-direito Benjamin Pavard, o zagueiro Samuel Umtiti e o atacante Kylian Mbappé.

(Foto: Maria-Cecilia Rezende/AFP)

Pelo lado da Dinamarca, o técnico Aage Hareide também descarta um jogo de “compadres”.

“Isso não existe no futebol. Nenhum treinador avisa a seu time que vai fazer isso, que pretende jogar pelo empate. Não podemos dar chance para o azar, pois precisamos buscar a vitória”, disse Hareide, que vai repetir a escalação do jogo com a Austrália.

FICHA TÉCNICA
DINAMARCA X FRANÇA

Local: Estádio Luzhniki, em Moscou (Rússia)
Data: 26 de junho de 2018 (Terça-feira)
Horário: 11h(de Brasília)
Árbitro: Sandro Meira Ricci (Brasil)
Assistentes: Emerson de Carvalho (Brasil) e Marcelo Van Gasse (Brasil)

DINAMARCA: Kasper Schmeichel, Henrik Dalsgaard, Simon Kjaer, Andreas Christensen e Jens Stryger Larsen; Lasse Schöne, Thomas Delaney e Christian Eriksen; Yussuf Poulsen, Pione Sisto e Nicolai Jörgensen
Técnico: Aage Hareide

FRANÇA: Steve Mandanda, Djibril Sidibé, Raphaël Varane, Presnel Kimpembe e Lucas Hernandez; N’Golo Kanté, Steven N’Zonzi e Thomás Lemar; Ousmane Dembélé, Olivier Giroud e Antoine Griezmann
Técnico: Didier Deschamps



Telstar Mechta é o nome da bola que será usada no mata-mata da Copa do Mundo (Foto: adidas/Divulgação)

A Fifa revelou nesta terça-feira a bola que será usada na próxima fase da Copa do Mundo da Rússia. Trata-se da Telstar Mechta, que irá rolar nos gramados entre as oitavas e semifinais e, ao contrário da Telstar, possui um tom tricolor que consiste nas cores branca, vermelha e preta.

Esse será o primeiro Mundial em que a bola será trocada antes da grande decisão. Desde 2006 a bola da grande final é diferente da usada no restante do torneio, contudo, jamais um novo modelo foi adotado já nas oitavas de final.

A adidas, patrocinadora oficial da Fifa, ainda deverá lançar uma outra bola, a da grande decisão. Em todos os Mundiais que contaram com uma bola especial para a final, ela foi apresentada em tons de dourado. A ver se a tradição será mantida para o confronto que decidirá o título neste ano.



Exposição sobre Mundial de 1958 ficará à mostra no Museu do Futebol até setembro (Foto: Reprodução/Site oficial/Museu do Futebol)

O escritor Ruy Castro, autor do livro “Estrela Solitária – um brasileiro chamado Garrincha”, biografia de um dos maiores nomes da história do futebol nacional, dará uma palestra no Museu do Futebol às 19h00 (horário de Brasília) desta terça-feira.

O tema do evento será uma perspectiva mais pessoal da conquista do Brasil na Copa do Mundo de 1958, fazendo parte da exposição temporária “A Primeira Estrela: o Brasil na Copa de 1958”, que apresenta em diferentes formatos o impacto do título vencido pela geração de Pelé e Garrincha.

Ruy Castro, inclusive, serviu como um dos primeiros consultores do Museu do Futebol para a exposição atualmente em curso no local.

A palestra faz parte da programação cultural vinculada à mostra temporária “A Primeira Estrela: o Brasil na Copa de 1958”, que apresenta ao público uma chance de ver o Mundial que o país só ouviu pelo rádio. Não há necessidade de inscrição.



“A coisa mais importante nesse jogo foi eu querendo saber se meu pai estava ouvindo a partida, porque, nessa época, não tinha televisão em Bauru”. Se o corpo estava no Nya Ullevi, estádio sueco, para a partida entre Brasil e URSS – e como estava – a mente de Pelé estava longe dali, como relembra o camisa 10, em entrevista exclusiva à Gazeta Esportiva. Era 15 de junho de 1958. O Rei ainda não conhecia a monarquia. Tinha apenas 17 anos. Era jovem, menino. Talvez, nem assustasse os adversários. Estreava, naquele dia, em uma Copa do Mundo, mas não sabia se seu pai, João Ramos do Nascimento, mais conhecido como Dondinho, conseguia acompanhar o momento, a mais de 10 mil quilômetros dali, no interior de São Paulo.

O Brasil vinha de uma vitória por 3 a 0 sobre a Áustria e um empate sem gols com a Inglaterra, e duas ausências de Pelé, afastado por lesão. Ao lado de Garrincha, o caçula da equipe era a esperança do time. Ao longe, os brasileiros não podiam acompanhar as disputas pela TV e a internet só chegaria no País 30 anos mais tarde. Para se ter uma ideia, a TV Tupi havia sido inaugurada apenas oito anos antes. Mas ainda não era suficiente.

Em 1958, o Brasil não era o Brasil que conhecemos. O real não era a moeda e o cruzeiro imperava. O LP de 12 polegadas surgia, os cigarros com filtro, o café solúvel, o automóvel nacional e o bambolê eram novidades. “Havia um cheiro de novo em 1958”, escreveu Ruy Castro sobre o ano. “O novo era bem-vindo, e havia algo que bem o simbolizava: o radinho de pilha. Por todo mês de junho daquele ano, ele seria uma extensão de nossos ouvidos -e corações”, completou o escritor nacional.

Grandes ações eram promovidas pelas rádios para transmissão dos jogos (Foto: Acervo/Gazeta Esportiva)

“Todo mundo acompanhava pelo rádio. Quando sair um gol, ia todo mundo a para a rua, saltava, pulava, em uma época em que a periferia de São Paulo era de rua toda de terra. Era uma festa. Fazia oito anos que o Brasil tinha perdido uma Copa aqui no Brasil, então isso era uma loucura”, destaca Carlos Augusto Marconi, engenheiro mecânico e aficionado na Copa, que, na época, era apenas uma criança. “Passavam-se dois, três dias, apareciam alguns trechos de vídeo. Era o que tinha”. Na final do campeonato, por exemplo, 36 emissoras de todo mundo transmitiram o jogo Brasil x Suécia.

Enviando informação

Para acompanhar a Seleção foram à Suécia oito redes de emissoras, sendo seis cadeias do Rio e de São Paulo, e mais uma de Belo Horizonte e outra de Porto Alegre. “O incômodo estava na transmissão, cujo volume subia e descia sem parar, forçando os aflitos donos de rádios a ficar aumentando e baixando o volume durante 90 minutos”, conta Max Gehringer, autor do livro “Almanaque dos Mundiais”. Quando a transmissão era boa, não faltavam elogios. “Descrição perfeita e feliz. Magnífico som enviado, dando uma visão completa aos milhares de ouvintes sobre o que foi a sensacional vitória do brasil ante a União Soviética”, escreveu A Gazeta Esportiva, sobre a Rádio Panamericana.

Ao todo, o Brasil enviou 58 profissionais à Suécia, a terceira maior equipe de comunicação da Copa. Seis deles eram da Gazeta Esportiva que, no dia seguinte de cada embate, não poupavam detalhes. Como pouco se via, cada pista era preciosa para o imaginário do povo brasileiro, ansioso para conhecer as novidades que atravessam o oceano e chegavam no impresso. O clima, o uniforme dos atletas, a agitação da torcida. Tudo ficava registrado.

Descrição perfeita e feliz. Magnífico som enviado, dando uma visão completa aos milhares de ouvintes

Para dimensionar a importância dos jornais e sua circulação em terras tupiniquins, a Gazeta Esportiva bateu três recordes de tiragem durante a sexta participação brasileira em uma Copa do Mundo. O primeiro deles aconteceu no jornal que noticiava a estreia de Pelé no torneio. Dois dias depois da partida, a primeira página da publicação celebrava seu recorde de tiragem no dia após o triunfo. Foram 263.340 exemplares. Para celebrar o feito, uma chopada e coquetel foram oferecidos à redação. O fato era manchete.

Primeiro dos três recordes de tiragem de A Gazeta Esportiva (Foto: Acervo/Gazeta Press)

Assim como os vídeos, muitas vezes, as fotos também demoravam para chegar. O registro do primeiro gol de Pelé, feito em 19 de junho, em cima do País de Gales, que também valeu a classificação do Brasil para a próxima etapa, as quartas de final, foi publicado apenas quatro dias depois. Imediatismo não era lei.

Primeiro gol de Pelé em uma Copa do Mundo (Foto: Acervo/Gazeta Press)

Conexão com o Brasil

Durante a Copa do Mundo, milhares de telegramas também chegavam até as cidades onde os brasileiros estavam, incentivando-os à vitória. Eram clubes esportivos, amadores e profissionais, federações, confederações, desportistas, políticos, casas comerciais, jornalistas e familiares que não queriam deixar de parabenizar o time a cada resultado positivo e tampouco de empurrá-los rumo aos próximos triunfos. “O doutor Paulo Machado de Carvalho não tem um momento de tranquilidade sequer, pois vive lendo os telegramas que lhe chegam e transmites aos jogadores os detalhes do mesmos. Os brasileiros, mesmo à distância, estão sendo justos ao seu selecionado”, destacava A Gazeta Esportiva.

Dois dias depois, a gente ficava sabendo que estava uma festa danada no Brasil, porque ganhamos, fomos classificados.

“Dois dias depois, a gente ficava sabendo que estava uma festa danada no Brasil, porque ganhamos, fomos classificados. A gente sabia porque os jornalistas que estavam cobrindo falavam: ‘Está uma loucura no Brasil inteiro. A gente ganha, do norte ao sul, todo mundo tá eufórico’”, relembra Pepe, convocado da Seleção na ocasião. “O telefone também não era normal”.

“Com meus pais, conversamos, às vezes, por telefone, rapidinho, porque era muito caro, e eles diziam: ‘Aqui está uma festa incrível, Pepinho. Quando o Brasil ganha, soltam fogos, a torcida sai toda para as ruas’”, relembra Pepe, que confessa, com brilho nos olhos que amava conversar com seus pais nos períodos entre jogos.



Membros da delegação alemã comemoram de forma bastante fervorosa o gol de Toni Kroos (Foto: Jonathan NACKSTRAND/AFP)

A seleção alemã suspendeu dois funcionários que se excederam na comemoração do gol de Toni Kroos que garantiu a virada dos atuais campeões mundiais sobre a Suécia, no último sábado. Nesta quarta-feira, contra a Coreia do Sul, a federação de futebol do país anunciou que Uli Voigt e Georg Behlau não participarão do último confronto válido pelo Grupo F da Copa do Mundo.

Uli Voigt integra o departamento de comunicação da seleção alemã, enquanto Georg Behlau é diretor de logística. Na partida contra a Suécia, ambos fizeram questão de se dirigir ao banco de reservas adversário e comemorar de maneira bastante acintosa o gol de Toni Kroos, fato que enfureceu a delegação do país nórdico.

A Federação de Futebol Alemã lamentou o ocorrido e categorizou os atos como “inapropriados”. Uli Voigt e Gerog Behlau também pediram desculpas pelos seus comportamentos na partida.

A Fifa também abriu investigação para definir quais punições podem ser impostas à dupla. Ainda que a entidade que regula o futebol mundial não tenha definido as medidas que serão tomadas, a Federação Alemã se antecipou e garantiu que Uli Voigt e Georg Behlau “não terão qualquer função na partida contra a Coreia do Sul”.

A Fifa permite que 11 membros da delegação de cada país tenham acesso ao banco de reservas além dos jogadores.   A Alemanha viajou à Rússia com um grupo composto por 51 pessoas, entre elas analistas de desempenho, médicos, fisioterapeutas, seguranças, profissionais de comunicação, logística e até mesmo três cozinheiros.



Uruguai venceu e convenceu diante a Rússia (Foto: Fabrice COFFRINI/AFP)

A semana de definição das oitavas de final da Copa do Mundo deu seu primeiro passo nesta segunda-feira (25) com a última rodada dos grupos A e B. Em jogos simultâneos, cada grupo teve seu primeiro e segundo colocados conhecidos, além disso as seleções descobriram o lado da chave que enfrentarão em busca do título.

É na última e decisiva rodada da fase de grupos que acontecem as únicas partidas simultâneas da Copa, uma vez que os resultados podem influenciar quem avança e quem é eliminado. Na abertura da rodada, às 11h (de Brasília), naturalmente, o grupo A foi o primeiro a ser definido, ainda que Rússia e Uruguai já haviam garantido a classificação ainda na segunda rodada, após ambas as seleções vencerem os dois primeiros jogos.

Em confronto direto, portanto, os dois líderes do grupo decidiram a posição que avançariam para as oitavas. Melhor para os uruguaios, que, inspirados, não deram chance à anfitriã e venceram por 3 a 0, com gols de Suárez, Cheryshev e Cavani. Assim, o Uruguai assegurou o primeiro lugar e o confronto com o segundo classificado do grupo B. Ainda no grupo A, Arábia Saudita e Egito se enfrentaram já eliminadas e a Arábia conseguiu deixar a competição com um triunfo.

Espanha arrancou empate que a classificou em primeiro (Foto: Patrick HERTZOG/AFP)

A situação no grupo B não era tão simples antes da bola rolar, às 15h. Com o grupo embolado, Portugal e Espanha, com quatro pontos tinham uma pequena vantagem em relação ao Irã, com três. Dessa forma, as seleções ibéricas precisavam de pelo menos de uma combinação de empates para confirmarem as vagas na próxima fase, e foi exatamente o que aconteceu.

O que poucos esperavam era que o grupo com a atual campeã da Eurocopa e a campeã mundial de 2010 fosse ser tão complicado para elas. Acompanhadas de Irã e Marrocos, os ibéricos suaram para segurar o empate nesta segunda. Contra o Marrocos, a Espanha se viu eliminada por alguns minutos quando o time africano passou na frente no placar, mas conseguiu arrancar a igualdade no final. Já a equipe portuguesa viu Cristiano Ronaldo perder um pênalti e quase sofreu a virada do Irã, que pressionou até o último segundo.

Com os resultados, e graças à quantidade de gols pró, a Espanha se classificou em primeiro do Grupo B e, assim, encara nas oitavas a Rússia, segunda colocada do A. Já o líder do Grupo A, Uruguai, faz duelo com Portugal. A definição das oitavas de final será feita dessa forma até quinta-feira (28), tendo dois grupos, por dia, decidindo seus classificados. Nesta terça (26), é dia do Grupo C, a partir das 11h, que tem o Peru já eliminado e às 15h, o Grupo D, que conta com todos as seleções ainda com chances.