Tite justifica Neymar como quinto cobrador do Brasil: “Pressão maior”

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(Foto: Adrian DENNIS / AFP)

O fato de Neymar não ter chegado a bater o pênalti nesta sexta-feira, contra a Croácia, foi bastante questionado após a eliminação da Seleção Brasileira. Como a disputa acabou antes da quinta cobrança, o principal jogador do time canarinho não participou do momento decisivo, e Tite explicou por que não foi escolhido para ser um dos primeiros cobradores.

“Ele é o quinto e decisivo pênalti. Fica com uma pressão maior o jogador que tem mais qualidade e força mental para executar a cobrança”, disse Tite, sem se estender muito.

O fato de o Brasil também não ter conseguido furar o bloqueio defensivo croata ao longo do jogo também foi bastante questionado por parte da torcida e imprensa. A Seleção chegou a levar perigo ao gol croata e fez com que Livakovic fosse eleito o melhor jogador em campo por suas defesas decisivas, mas na maior parte do tempo faltou repertório para agredir os rivais com mais naturalidade.

“A equipe toda perde. Contra a Coreia fizemos um bom primeiro tempo, a efetividade surgiu e fizemos quatro gols. Hoje criamos e botamos um volume muito grande, com número de participações efetivas em finalizações, o goleiro foi escolhido o melhor em campo. Talvez essa precisão tenha sido suficiente. Poderia ter sido mais? Poderia”, comentou o treinador da Seleção.

O auxiliar técnico de Tite, Cléber Xavier, também expôs alguns números para comprovar a superioridade do Brasil, que acabou sendo castigado nos minutos finais da prorrogação por falta de sorte.

“Eles não conseguiram chutar uma bola no gol durante 90 minutos, tiveram o controle da bola, mas no campo deles. A gente teve 11 finalizações no gol, cinco, seis defesas do goleiro. Eles tiveram o controle, mas uma finalização no gol. Faltou efetividade, mas o goleiro também foi bem. Essa força mental, contra uma equipe forte, como é a Croácia, tem que ser valorizada. Eles não nos machucaram na partida”, pontuou.

Por fim, Tite garantiu que nenhum brasileiro está mais triste que os integrantes da delegação brasileira nesta Copa do Mundo.

“Dividimos alegria, dividimos tristeza. Ninguém mais do que nós queria dar essa alegria, estamos todos sentidos. Tem uma geração bonita surgindo, vai se fortalecendo nas adversidades. Todos somos responsáveis, não tem demagogia, não coloquem herói ou vilão no esporte. Perdi um título brasileiro nas mesmas circunstâncias que foi agora, porque o futebol permite que você seja efetivo em uma finalização. Futebol é assim. Esporte com resultado mais curto pode acontecer isso”, concluiu.

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