Thiago Silva manda recado para Ancelotti e defende veteranos na Seleção Brasileira

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Foto: Ruano Carneiro / Alamy Stock Photo

O zagueiro Thiago Silva fez fortes críticas nesta terça-feira ao técnico da Carlo Ancelotti ao comentar o processo de renovação da Seleção Brasileira visando a Copa do Mundo de 2030. Em entrevista exclusiva à Super Rádio Tupi, o defensor do Fluminense, de 41 anos, afirmou que não vê com bons olhos a exclusão de jogadores mais experientes do projeto para o próximo ciclo.

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Presente em quatro Copas do Mundo com a camisa do Brasil e um dos destaques da equipe no Mundial de 2022, quando tinha 38 anos, Thiago Silva reconheceu a necessidade de renovação, mas defendeu que ela aconteça sem abrir mão de atletas experientes que seguem atuando em alto nível.

Discordância com a filosofia de renovação

O capitão do Fluminense demonstrou insatisfação com a forma como a comissão técnica de Ancelotti estaria conduzindo a reformulação do grupo após a última Copa do Mundo. Ao ser questionado se concordava com a política de rejuvenescimento da equipe, Thiago respondeu de forma direta e deixou clara sua posição.

"Você não pode descartar quem tem 31, 32, 33 anos. Eu quase fui para a Copa com 41, então a gente não pode descartar o bom jogador que está vivendo um bom momento", afirmou.

Para o defensor, a experiência segue sendo um fator importante dentro de uma seleção e deve conviver com a chegada gradual de novos talentos. Thiago Silva também argumentou que uma transformação brusca pode trazer dificuldades para a equipe, principalmente pelo peso e pelas exigências de vestir a camisa da Seleção Brasileira.

"Eu penso o seguinte: numa Seleção Brasileira, as coisas têm que ser feitas devagar. Você não pode tirar todo mundo e colocar todo mundo novo. As coisas têm que ser passo a passo", disse Thiago Silva. "É muito difícil ser jogador de Seleção Brasileira. É muito diferente de jogar em clube. Isso as pessoas precisam entender", completou.

Recado para Ancelotti

Na avaliação do jogador, a experiência de Ancelotti no futebol europeu pode influenciar sua visão sobre processos de renovação, mas nem sempre o mesmo modelo funciona na Seleção Brasileira.

"Eu acho que ele vem do futebol europeu, que na cabeça dele é um pouco mais fácil fazer, mas aqui não funciona assim. Você precisa mudar, dar resultado e jogar bem, se possível", comentou.

"Eu não gosto desse tipo de mudança, não concordo. Porém, é ele que está no comando", finalizou.

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