COPA DO MUNDO 2018 RÚSSIA

Dos quatro convocados por Tite para atuar na zaga da Seleção Brasileira na Copa do Mundo, Thiago Silva só tem mais jogos como titular do que Geromel. Embora tenha sido testado entre os 11 iniciais nos últimos jogos do Brasil, o defensor do Paris Saint-Germain sabe que Miranda e Marquinhos estão à sua frente, contudo, não vê qualquer problema de figurar no banco de reservas na Rússia, daqui a 15 dias.

Miranda e Marquinhos formaram o miolo de zaga durante toda a campanha da Seleção Brasileira em busca da classificação para a Copa do Mundo nas Eliminatórias Sul-Americanas. Nos amistosos, contudo, o técnico Tite optou por testar outras formações, com Miranda ou Marquinhos ao lado de Thiago Silva. Independentemente da escolha do treinador do Brasil, fato é que o capitão da equipe verde e amarela no Mundial de 2014 chega para a sua terceira Copa com um status completamente diferente.

“Os dois [Miranda e Marquinhos] são grandíssimos jogadores, já demonstraram isso. Miranda até mais na sua carreira, Marquinhos por estar iniciando bem. A briga é sadia, a competitividade é boa e pode elevar o nível de concentração”, afirmou Thiago Silva.

O jogador do Paris Saint-Germain também não escondeu de Geromel, considerado hoje o quarto zagueiro da Seleção Brasileira. Embora seja uma das últimas opções do técnico Tite para o setor defensivo, o jogador do Grêmio não foi esquecido pelo seu concorrente de posição e, inclusive, acabou recebendo grandes elogios de Thiago Silva.

“Se ele [Tite] vem citando os três, até mesmo o Geromel, que está em fase extraordinária no Brasil, todos estão em condições de jogar. Nem sempre quem começa, termina. Pode acontecer uma lesão que não permita um jogador de jogar, mas ele tem quatro jogadores que podem entrar a qualquer momento e dar conta do recado”, prosseguiu.

Também treinado por Renato Gaúcho em seus tempos de Fluminense, sendo vice-campeão da Libertadores de 2008 pelo Fluminense, Thiago Silva não se limitou a falar sobre a “fase extraordinária” de Geromel no Grêmio. Na visão do zagueiro do PSG, uma das características de seu concorrente que mais saltam aos olhos é o equilíbrio emocional.

“[O Geromel] É um jogador muito frio, concentrado no que está fazendo. Não perde quase nunca a concentração. Erros todos nós cometemos, somos humanos, é normal que erre, mas se você ver o nível de concentração no treino… isso fez com que ele chegasse aqui. As pessoas falam que jogador bom está na Europa, mas ele demonstrou isso com o Grêmio. Tive o Renato [Gaúcho] como treinador e sei o que ele passa para o Geromel. Ele é um cara aberto para trocar ideia, e isso facilita para ele e todo o grupo”, finalizou.



A seleção do Peru vai disputar uma Copa do Mundo depois de 36 anos. Apesar das ausências nas últimas edições, seu povo jamais abandonou a paixão pelo futebol. Diante desse cenário é fácil imaginar o clima que todo o país tem vivido nos últimos dias. E toda essa expectativa foi regada de muita euforia com a vitória por 2 a 0 em cima da Escócia na noite dessa terça-feira, em Lima, no estádio Nacional.

O meia do São Paulo, Christian Cueva, abriu o placar aos 37 minutos da primeira etapa, em cobrança de pênalti. Na etapa final, logo aos dois minutos, o camisa 10 Farfan fechou o placar.

Apesar da sentida ausência de Paolo Guerrero, ex-capitão, ídolo e centroavante do time comandado pelo argentino Ricardo Gareca, técnico com passagem pelo Palmeiras, os torcedores confiam em uma campanha digna do Peru na Rússia.

A despedida de seu país natal foi em grande estilo. Agora, a preparação segue longe de casa, com dois amistosos já marcados, contra Arábia Saudita e Suécia, dias 2 e 9 de junho, respectivamente.

Integrante do grupo C no Mundial, os peruanos vão encarar Dinamarca, França e Austrália. Apesar de serem considerados azarões, os sul-americanos, por ora, estão invictos há 13 partidas. A última derrota aconteceu justamente frente ao Brasil, dia 16 de novembro de 2016, pelas Eliminatórias. Os comandados de Tite venceram por 2 a 0 na ocasião.

 




A noite dessa terça-feira foi de despedida e também de esperança para os argentinos. No mítico estádio da Bombonera, em Buenos Aires, a seleção do técnico Jorge Sampaoli fez o que se esperava dela: goleou o Haiti. Com Messi inspirado, a equipe alviceleste enfiou 4 a 0 nos modestos visitantes, que pareciam mais encantados com a presença do camisa 10 do que concentrados no amistoso.

Já nessa quarta, a delegação da Argentina que vai à Copa do Mundo embarca rumo a Barcelona, cidade onde Messi é Rei e local de preparação da seleção sul-americana antes de rumar para a Rússia.

O último teste dos hermanos está marcado para o dia 9 de junho, contra Israel, em Jerusalém. Depois disso, o desafio será a estreia no Mundial, diante da Islândia, dia 16. O grupo D da Copa ainda tem Croácia e Nigéria.

Apesar do placar elástico conquistado nessa terça, o primeiro tempo da partida terminou com apenas um gol marcado, o primeiro de Messi no jogo, em cobrança de pênalti sofrido por Lo Celso.

No intervalo, a imagem curiosa foi dos torcedores locais aplaudindo os visitantes e principalmente do assédio dos jogadores haitianos em cima de Lionel Messi, astro do futebol mundial, que ali mais representava um ídolo do que um rival para a seleção do pobre país do Haiti.

Na etapa final, Messi marcou mais duas vezes antes dos 20 minutos em dois lances de conclusão rápida já dentro da área. Para fechar a conta, Sério Kum Aguero também foi às redes depois de assistência camisa 10 e capitão argentino.

Após o apito final, a seleção da Argentina agradeceu o apoio de sua fanática torcida, que retribuiu com muitos aplausos e cantaria. Ainda deu tempo dos haitianos tirarem mais algumas lascas de Messi. E assim, com o clima misto entre empolgação e ansiedade, os atuais vice-campeões mundiais partem os últimos ajustes antes de mais uma Copa do Mundo.

 



A Inglaterra começou sua preparação para a Copa do Mundo olhando para um trauma recente: as disputas de pênaltis. Segundo o goleiro Pickford, do Everton, os comandados de Gareth Southgate têm treinado até a caminhada em direção à marca das penalidades.

“Estamos fazendo a caminhada desde o meio de campo. Não estamos pensando longe demais. Mas nos bastidores estamos trabalhando muito para nos prepararmos da maneira que gostaríamos”, afirmou o jogador ao jornal inglês The Guardian.

Pickford disse que a Inglaterra já está treinando pênaltis visando as fases mata-mata da Copa (Foto: AFP)

Desde o Mundial de 1990, os ingleses participaram de sete disputas de pênaltis em torneios oficiais, e só venceram uma delas. Para aumentar ainda mais a preocupação, apenas dois arqueiros conseguiram defender cobranças: David Seaman e Paul Robinson. Das 36 penalidades que a seleção inglesa teve contra nos últimos 28 anos, 30 foram convertidas, quatro acabaram indo para fora e apenas duas foram defendidas.

“É um momento de sorte às vezes. Tem vezes que você apenas escolher um lado para pular, espera e se joga nesse lado. Se você conseguir, conseguiu. Se não, tenta na próxima vez. É como uma loteria. Se você defender duas cobranças, pode se tornar um herói, mas não existe uma pressão sobre você”, declarou o arqueiro.

Por fim, o jogador foi questionado em relação à baixa média de idade dos goleiros convocados por Southgate para a Copa do Mundo. Dentre os três arqueiros, Nick Pope é o mais velho, com 26 anos.

“Olhe nossa experiência no Campeonato Inglês. Joguei 38 jogos nesta temporada, sendo vários em copas e na Liga Europa. É daí que você obtém sua experiência. É por isso que eu fui a seis ou sete clubes de empréstimo a partir dos 17 anos, para me tornar o melhor goleiro que posso ”.

Membro do grupo C, o time inglês estreia contra a Tunísia, em Vologrado, no dia 18 de junho. Seis dias depois, enfrenta o Panamá em Nizhny Novgorod e encerra a primeira fase no dia 28 contra a Bélgica, em Kaliningrado.



Roberto Firmino antecipou sua apresentação à Seleção Brasileira e já trabalha com o restante do elenco comando pelo técnico Tite. Após a dura derrota na final da Liga dos Campeões para o Real Madrid, no último sábado, o atacante preferiu não ficar remoendo o revés e resolveu já focar completamente na Copa do Mundo, encurtando a folga concedida pela CBF. Justamente por isso, seus companheiros não creem que a perda do título europeu irá atrapalhar a preparação do camisa 9 do Liverpool, atualmente reserva de Gabriel Jesus no time verde e amarelo.

“Acredito que não é um momento complicado. Eles chegaram onde todos gostariam de chegar, que é em uma final da Champions [League]. Acho que a temporada dele foi brilhante, assim como a do Liverpool. A chegada dele foi uma surpresa, porque esperávamos ele na quarta, na hora do almoço, mas ele se colocou à disposição antes”, comentou Thiago Silva.

Nesta quarta-feira Marcelo e Casemiro se juntarão ao restante do elenco. A dupla do Real Madrid recebeu, assim como Firmino, uma folga prolongada pelo fato de ter disputado a final da Liga dos Campeões e é a peça que falta no quebra-cabeça do técnico Tite, que até agora não revelou o time que entrará em campo no próximo domingo, contra a Croácia, em Anfield.

Enquanto não reencontra seus adversários do último sábado, Roberto Firmino segue firme em seu início de trabalho com a Seleção Brasileira. Pouco tempo após a desilusão sofrida em Kiev, na Ucrânia, o atacante treinou em dois períodos e mostrou fome de bola nesta terça-feira.

“Hoje já estava na academia com aquele sorriso muito lindo. Ele merece tudo o que está passando na carreira, por ser esse moleque humilde, simpático. Espero que a gente possa terminar a Copa diferente da forma como ele terminou a Champions”, completou Thiago Silva, prestes a disputar seu terceiro Mundial.



Thiago Silva foi capitão da Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 2014 (Foto: Pedro Martins/MoWA Press)

Alvo de muitas críticas por conta de sua postura enquanto capitão da Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 2014, o zagueiro Thiago Silva não deu muita importância para a reprovação de seu espírito de liderança por boa parte dos brasileiros. O defensor do Paris Saint-Germain garantiu que não há problema algum em externar seus sentimentos.

“Encaro naturalmente. Sou assim e acho que o mais importante de tudo é que [meu jeito] nunca me atrapalhou dentro de campo. Em todos os jogos procurei ao máximo estar concentrado para exercer a função da melhor maneira possível. Nem todo mundo pensa igual, todos temos sentimentos. Quando você tem uma perda, uma vontade de conseguir e não consegue, naturalmente deixa o emocional chegar. Lembro que após a Copa tive uma perda muito grande, que me deixou muito mal. Não fui visitar meu padrasto antes de ir para a Europa. Isso me deixou com uma culpa muito grande, porque ele veio a falecer”, afirmou Thiago Silva nesta terça-feira.

Após chorar pouco antes do início da disputa de pênaltis contra o Chile, nas oitavas de final, Thiago Silva acabou recebendo um cartão amarelo bobo contra a Colômbia, nas quartas, ao roubar a bola do goleiro enquanto ele fazia a reposição. Desta forma, o zagueiro se livrou da vergonhosa atuação da Seleção Brasileira contra a Alemanha na semifinal, em que foi derrotada por 7 a 1 em pleno Mineirão.

“Para mim foi muito difícil. Você estando de fora, por mais que você tente passar forças positivas, você não pode ajudar diretamente no jogo. De fora você vê muita coisa que poderia ter sido feita diferente, mas não pode nem gritar, porque ninguém te escuta. No intervalo tentei falar alguma coisa para motivar. No primeiro tempo levamos cinco, ninguém esperava aquele resultado. Para mim foi mais difícil estar de fora. Muitos me falaram que foi um livramento para mim, mas me sinto culpado como todos os que estavam dentro de campo. A frustração foi de todos nós”, prosseguiu.

Passado o trauma coletivo e individual sofrido no Brasil há quatro anos, Thiago Silva quer dar a volta por cima com a camisa da Seleção Brasileira e para isso se apoia no grande trabalho que o técnico Tite vem realizando à frente do time pentacampeão mundial. Depois de participar da campanha sublime do País nas Eliminatórias Sul-Americanas para a Copa do Mundo, o zagueiro esbanjou confiança antes do início do Mundial da Rússia.

“A expectativa é muito boa por tudo o que a gente vem apresentando nos jogos. Desde a chegada do Tite a gente teve um nível de atuação incrível e é isso o que estamos buscando, estar sempre em alto nível. Temos agora um confronto difícil no domingo, como vai ser o de estreia na Copa contra a Sérvia. A responsabilidade vai ser muito grande”, concluiu.



Guerrero contou sobre dia em que consumiu chá de coca (Foto: Ernesto Benavides/AFP)

O atacante peruano Paolo Guerrero justificou o consumo acidental de um chá de coca, que o fez ser acusado de doping e o tirou da disputa da Copa do Mundo deste ano, na Rússia. O centroavante também aproveitou para detalhar o dia da ocorrência, em um hotel.

“A nutricionista escutou que pedi um digestivo ao doutor e ela sugeriu tomar um chá de anis, para que fosse melhor, já que estava com o estômago inchado. Me trouxeram uma caneca de chá e comprovei que era um chá de anis, e eu mesmo o dissolvi na água e tomei”, falou o jogador a BBC.

Guerrero também citou a presença de outras pessoas no momento do consumo. “Pedimos bebidas. Minha mãe tomou uma Coca Cola, meu amigo tomou um café, o outro bebeu água. E outros três amigos pediram chá de anis e nos trouxeram a jarra já preparada. Nós bebemos pensando que era chá de anis. No primeiro, pude comprovar que era de fato anis, mas no segundo, não comprovei porque já veio preparado. Mas não sabia”, continuou justificando.

“Não tenho porque ingerir chá de coca porque isso não melhora o rendimento e porque sei, e tenho muito claro, que é uma substância proibida para qualquer atleta. Menos ainda jogando na oportunidade que tínhamos (de ir ao Mundial), faltando duas partidas para a classificação. Não teria porque ingerir uma substância que poderia me afetar ou prejudicar minha carreira”, completou.

Por fim, o ex-atacante do Flamengo e do Corinthians destacou a sensação de proteção na hora de tomar o chá. “Não sabia que me viria um chá de coca quando havia pedido um de anis. Senti que estava em uma área protegida, em uma que teria confiança que a nutricionista e o doutor fariam a supervisão de tudo”, concluiu.




Em carta enviada à Associação Argentina de Futebol (AFA) e obtida pela agência espanhola Efe e pela emissora Al Jazeera, do Qatar, a Associação Palestina de Futebol (PFA) condenou a realização do amistoso entre as seleções da Argentina e de Israel, programado para o dia 9 de junho no estádio Teddy Kollek, em Jerusalém. O principal motivo para a revolta dos palestinos seria o fato da partida estar marcada na cidade por causa de motivos políticos.

“Como se sabe, o local original para o jogo era Haifa (Israel), mas, após pressão política por parte do governo israelense, como disse, abertamente, a ministra da Cultura e Esporte, Miri Regev, a partida foi transferida para Jerusalém”, diz um dos trechos da carta.

O amistoso entre Argentina e Israel em Jerusalém foi condenado pelos palestinos (Foto: Juan Mabromata/AFP)

Assinado pelo presidente da PFA, Jibril Rajoub, o documento relata que a partida servirá como uma ajuda para se “normalizar” a ocupação da Jerusalém Leste. O amistoso, inicialmente, aconteceria no Estádio Sammy Ofer, em Haifa, mas foi transferido de local.

“É uma decisão que, dado o contexto atual, a Associação Palestina de Futebol rejeita e condena (…). Israel, o poder de ocupação, atuou na contravenção dos valores e normas universais que regem os princípios do esporte”, completou a carta.

Por fim, o documento ainda lembra ações de países, como o Estados Unidos, em transferir as embaixadas para Jerusalém, rompendo o consenso internacional histórico, de não reconhecer a soberania sobre a cidade disputada por israelenses e palestinos.

“Os esportes, em geral, e o futebol, em particular, devem ficar longe da política. Infelizmente, contudo, a aceitação da Associação de Futebol Argentina de jogar com Israel, em Jerusalém, nos lembrou a todos como Israel usa o esporte como ferramenta para encobrir suas ações, incluindo a presença de seis equipes de colônias ilegais no estado ocupado da Palestina, como parte do Campeonato Israelense”, finaliza o documento.

A Argentina integra o Grupo D do Mundial de 2018, junto da Croácia, Islândia e Nigéria. A estreia dos comandados de Sampaoli será no dia 16 de junho, um sábado, contra a Islândia, em Spartak. O duelo está previso para acontecer às 10h (horário de Brasília). Porém, antes, os argentinos disputam amistosos contra Israel e Haiti.