As comissões técnicas das seleções brasileiras sub-17 e sub-20 estão realizando uma série de visitas a clubes europeus com o objetivo de ampliar a observação de atletas, trocar experiências sobre formação de jogadores e estreitar a relação com centros de desenvolvimento do futebol internacional.
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A iniciativa faz parte do planejamento da CBF para os próximos compromissos das categorias de base, incluindo a preparação da Seleção sub-17 para a Copa do Mundo da categoria e da Seleção sub-20 para o Campeonato Sul-Americano de 2027.
Pela Seleção sub-17, o técnico Carlos Eduardo Patetuci e o coordenador das categorias de base da CBF, Branco, estiveram na Itália para acompanhar de perto o trabalho desenvolvido por importantes clubes do país. A delegação visitou o Como e a Inter de Milão, onde conheceu metodologias de formação de atletas, estruturas de desenvolvimento e processos utilizados nas categorias de base.
Segundo Patetuci, a experiência ajuda a ampliar o repertório das seleções brasileiras.
"É uma oportunidade muito rica para conhecer outras realidades e entender como diferentes clubes trabalham a formação. Também aproveitamos esse contato para observar jogadores que podem estar no radar da Seleção", afirmou.
Branco também destacou a importância do intercâmbio.
"O futebol está em constante evolução, e é importante que a gente esteja aberto a conhecer diferentes formas de trabalhar", disse.
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Sub-20 acompanha clubes de elite
A comissão da Seleção sub-20 também cumpre uma agenda extensa no continente europeu.
O técnico Paulo Victor passou pelo Bayern de Munique, onde foi recebido pelo treinador da equipe principal, Vincent Kompany, além de acompanhar o trabalho realizado nas categorias de desenvolvimento do clube alemão.
Já o auxiliar Lucas Andrade esteve no Espanyol, da Espanha, participando de reuniões com dirigentes e profissionais ligados aos setores de recrutamento e formação.
Observação de brasileiros no exterior
Além da troca de conhecimento com os clubes, um dos principais objetivos da viagem é acompanhar jovens brasileiros que atuam na Europa. Muitos desses atletas deixaram o país ainda nas categorias de base e seguem seus processos de desenvolvimento em equipes estrangeiras.
Segundo Paulo Victor, esse acompanhamento é essencial para futuras convocações.
"Também é importante acompanhar atletas que saíram cedo do futebol brasileiro e hoje estão inseridos em outros contextos", afirmou.
Lucas Andrade reforçou o mesmo pensamento.
"Conhecer essa trajetória de perto nos ajuda a ter mais elementos para as nossas avaliações e para entender o momento de cada jogador", comentou.
A agenda europeia inclui observação de treinamentos, partidas oficiais, reuniões com departamentos de scouting e visitas a centros de formação de atletas.