Seleção Brasileira recebe visita de presidente da Fifa e ouve promessa: "Se há racismo, o jogo tem que parar"

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Foto: Joilson Marconne/ CBF

Reunida em Barcelona, na Espanha, para a disputa de amistosos na Europa, a Seleção Brasileira recebeu a visita do presidente da Fifa, Gianni Infantino. O dirigiente se reuniu com a delegação do Brasil nesta quinta-feira e prometeu ações de combate ao racismo.

“Não temos apenas que falar. Temos que ser contundentes! Chega! Basta! O Brasil é o país mais importante do futebol mundial e estamos unidos com a CBF para que outras federações possam também agir de forma firme contra as discriminações nos estádios, nas redes sociais, no universo que envolve o futebol”, disse Infantino.

O presidente da Fifa conversou com o presidente da CBF, Ednaldo Rodrigues, e o atacante da Seleção Brasileira, Vinicius Júnior, alvo de ataques racistas na Espanha. No encontro, Infantino anunciou que vai criar nos próximos dias uma comissão composta por atletas em atividade para a discussão de propostas de combate ao racismo no futebol.

Em seguida, os dirigentes da Fifa e CBF falaram diante de todos os jogadores da Seleção Brasileira e enfatizaram que as ações e campanhas a respeito do tema vão ser contínuas. Para Ednaldo Rodrigues, o engajamento da Fifa na luta contra os atos de preconceito no futebol reforça bastante as iniciativas tomadas pela própria CBF na sua gestão.

“Somos a primeira federação do mundo a estabelecer perda de pontos como punição para essas situações no Regulamento Geral das Competições. E temos que ir além. No Brasil, semanas atrás, um torcedor foi identificado após ofensas racistas e acabou preso. Racismo é crime, não pode haver tolerância com crimes. Esperamos que a sociedade como um todo abrace essa causa. Que a imprensa reforce isso. A CBF quer que através do futebol o mundo volte a ser mais alegre”, declarou Ednaldo Rodrigues.

Ao final dos discursos, Infantino recebeu do capitão Casemiro uma camisa 9 da Seleção. Foi quando o dirigente se aproximou de Richarlison e pediu permissão a ele para usar o uniforme. Com leve sorriso, o atacante deu a autorização e os dois se abraçaram.

A Seleção Brasileira volta a campo neste sábado, às 16h30 (de Brasília), para encarar Guiné, no estádio Cornellà-El Prat. Depois, a Amarelinha enfrenta Senegal, na próxima terça-feira, às 16h, no Estádio de Alvalade.

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