A atual fase da Seleção Brasileira parece assustar até aos mais veteranos do esporte. Em conversa com a Gazeta Esportiva.Net, Rubens Minelli e outras personalidades do futebol nacional avaliaram o desempenho da equipe na Copa do Mundo de 2014 e na edição da Copa América que ainda ocorre no Chile.
“Eu não posso fugir do que vem acontecendo, né. O Brasil não convence, não está convencendo. Foi muito mal em determinados jogos, ganhou na bacia das almas, e agora acabou perdendo um jogo que não merecia ganhar e nem empatar”, começou Rubens Minelli, ex-treinador de clubes como Palmeiras, Internacional e São Paulo.
“É muito difícil você pensar em alguma coisa de positivo dentro daquilo que vem acontecendo. O futebol brasileiro se despersonalizou com aquele 7 a 1 contra a Alemanha, e está difícil para encontrar o caminho de volta”, completou Minelli, que não chegou a defender a Seleção Brasileira em sua carreira de atacante.
Segundo Rubens Minelli, a goleada por 7 a 1 aplicada pela Alemanha em 2014 tirou a personalidade da Seleção Brasileira - Credito: Sergio Barzaghi/Gazeta Press
A aparente dependência relacionada ao craque Neymar, do Barcelona, também foi um tema recorrente entre as personalidades presentes no evento de lançamento da biografia do zagueiro Bellini, capitão e bicampeão do mundo com o Brasil em 1958 e 1962.
“O Neymar é um grande jogador, e o time depende muito dele porque os outros não resolvem. Para que isso seja corrigido, tem que arrumar jogadores melhores que o Neymar. Aí eu corrijo. Se não tiver jogadores melhores, não vai corrigir”, alertou o ex-volante Dino Sani, também vencedor em 1958. Em sintonia com os atletas do passado, o filho de Bellini tratou os episódios recentes como “manchas” na história da camisa pentacampeã.
“É difícil dizer, o meu pai estaria muito chateado pela situação, com certeza. Quero crer que a derrota para a Alemanha foi uma coisa pontual, e que espero que não volte a ocorrer. Sem sombra de dúvida, foi uma mancha na história da Seleção Brasileira e que todos nós esperamos que não se repita”, avaliou Hideraldo Luiz Bellini Júnior.
