COPA DO MUNDO 2018 RÚSSIA

Tido como um dos homens de confiança do técnico Tite, Renato Augusto recordou o tetracampeonato mundial da Seleção Brasileira, nos EUA, em 1994. Embora muito novo, o camisa 8 do time canarinho recordou a euforia de seu pai logo após o Brasil superar a Itália nos pênaltis e dar fim a um jejum de 24 anos.

“No tetra, em 1994, eu era bem moleque, lembro do meu pai comemorando bastante. Não entendia muito o porquê, mas com certeza é uma memória muito agradável. Lembro do meu pai, a gente no sofá. Quando o Baggio bate o pênalti para fora, ele levanta comemorando, gritando, vi que o Brasil tinha vencido, mas não entendia o que era o Mundial. Hoje acho que tem uma grande ideia do que é isso”, afirmou Renato Augusto.

Campeão olímpico com a Seleção Brasileira, o jogador revelado pelo Flamengo sabe bem o que é conquistar um título de extrema relevância. Renato Augusto foi um dos comandados do técnico Rogério Micale que entraram para a história ao faturarem o único título que ainda faltava em sua galeria de troféus, as Olimpíadas.

Agora, o volante espera repetir o mesmo sucesso na Copa do Mundo. Fora do time titular após ser um dos pilares do time de Tite durante as Eliminatórias Sul-Americanas, Renato Augusto começará o Mundial torcendo pelos seus companheiros do banco de reservas, mas, ainda assim, espera dar alguma contribuição para que, enfim, o hexacampeonato seja conquistado.

“São coisas que a ficha demora a cair. Há pouco tempo estava na torcida, agora estou aqui. No futebol as coisas acontecem muito rápido. Espero poder trazer alegria”, concluiu.





Apesar de a atividade desta quinta-feira ter sido aberta aos jornalistas somente nos primeiros 20 minutos, o técnico Tite sinalizou mais uma vez que a equipe que deverá estrear na Copa do Mundo, no próximo domingo, contra a Suíça, será composta por Alisson; Danilo, Thiago Silva, Miranda e Marcelo; Casemiro; Paulinho, Willian, Coutinho e Neymar; Gabriel Jesus.

Havia uma grande dúvida se Tite iria manter o quarteto formado por Coutinho, Gabriel Jesus, Willian e Neymar, que fizeram um bom jogo contra a Áustria, no último domingo, ou optar por uma maior segurança defensiva, com três volantes, como a Seleção Brasileira se acostumou a atuar durante as Eliminatórias Sul-Americanas para a Copa do Mundo e como foi a campo contra a Croácia, em Liverpool.

Abrindo mão de Fernandinho para reposicionar Coutinho no meio-campo e manter Willian entre os titulares, Tite aparentemente crê que com uma maior força de ataque terá mais possibilidades de quebrar a linha defensiva da Suíça, uma das características mais temidas pela comissão técnica canarinho.

Se o time titular parece bem claro na cabeça de Tite, por outro lado o treinador ainda tem de lidar com algumas incertezas envolvendo a condição física de um de seus jogadores. Nesta quinta-feira Fred novamente trabalhou à parte, em um campo ao lado, e ainda não se sabe se ele terá condições de ficar à disposição contra a Suíça.

Sob o forte sol de Sochi, o elenco foi ao gramado para o seu penúltimo treino no balneário russo antes de viajar a Rostov, local onde irá estrear no Mundial. Durante o aquecimento, alguns atletas disputaram partidas de ‘fut-mesa’, enquanto outros ainda chegavam ao complexo de treinamento ouvindo algumas músicas.

Como vem fazendo durante toda a preparação do Brasil para a Copa do Mundo, Tite optou pela privacidade novamente e não exibiu a ninguém jogadas específicas, além do posicionamento ofensivo e defensivo de sua equipe.

Após reunir todos os atletas no meio-campo para uma rápida conversa e, posteriormente, posicionar os titulares e reservas no gramado para um trabalho tático, a imprensa teve de se retirar e aguardar a entrevista coletiva de Gabriel Jesus do lado de fora.




Fifa elenca cinco motivos pelos quais o Brasil reconquistou a confiança e todos eles passam por Tite (Foto: Jewel Samad/AFP)

O Brasil é um dos favoritos ao título da Copa do Mundo da Rússia de 2018, mas para isso acontecer, foi um longo caminho. Apesar dos cinco títulos mundiais conquistados até agora, a atuação na última edição do torneio, em pleno solo brasileiro, e a má colocação da equipe nas Eliminatórias até a chegada de Tite não davam a segurança e a confiança necessárias para o torcedor verde e amarelo.

Quem disse isso resumidamente foi a Fifa em seu site oficial na última quarta-feira, um dia antes da estreia da Copa do Mundo. A publicação listou as razões pelas quais o Brasil voltou a conquistar bons resultados após a saída de Dunga, que deixou a equipe em sexto colocado nas Eliminatórias para o Mundial, fora da zona da classificação.

Com Tite, a história mudou: depois da anfitriã Rússia, o Brasil foi o primeiro a conquistar uma vaga para a edição de 2018 e, por meio do técnico, a Fifa indicou os cinco principais motivos para a retomada de confiança da Seleção. Confira abaixo:

1 – Relação honesta: o diálogo sempre esteve presente na Era Tite, assim como o senso de justiça – ninguém está acima de ninguém e todos estão sujeitos a críticas.

No início de junho, em jogo amistoso contra a Áustria (Foto: Joe Klamar/AFP)

 

2 – Porta aberta: desde que assumiu, Tite e sua equipe fizeram viagens pelo Brasil e mundo afora para observar e conversar com jogadores. Além disso, por conta do diálogo proposto desde o início, o comandante deu espaço para que cada jogador dissesse em qual posição se destaca mais.

Tite e seu estafe fizeram viagens mundo afora para observar jogadores. Em abril, foi a vez de ver a partida entre São Paulo e Atlético-PR, no Morumbi (Foto: Djalma Vassão/Gazeta Press)

 

3 – Unidade: falar é uma coisa, fazer é outra, mas Tite transformou a Seleção e restaurou cada posição, sem contar dos jogadores habilidosos que fazem parte do plantel brasileiro – mas a unidade é quem faz a força. Com ou sem Neymar, a equipe é ofensiva e defensiva em igual intensidade.

Apesar dos talentos individuais, a Fifa indica a unidade como uma das características da “nova” Seleção Brasileira (Foto: Nelson Almeida/AFP)

 

4 – Decisões corretas: Tite fez escolhas certas ao chamar Gabriel Jesus em sua estreia como técnico, na partida das Eliminatórias, contra o Equador; ao pedir a volta de Casemiro e chamar novamente Thiago Silva e Marcelo.

Tite fez uma série de apostas em suas convocações, entre elas o jovem Gabriel Jesus (Foto: AFP)

 

5 – Base sólida: ao anunciar os 23 convocados para a competição, Tite se mostrou coerente com as decisões tomadas quando foi anunciado técnico do Brasil – dos 23, 15 estavam com ele desde o começo do seu trabalho.

A maior entidade do futebol acredita que Tite foi muito coerente em suas ações até agora (Foto: Lucas Figueiredo/CBF)




Na Copa do Mundo da Rússia, a Costa Rica tentará, ao menos, repetir o bom desempenho de 2014, no Brasil, onde chegou até as quartas de final após se classificar na primeira colocação de um grupo que contava com Uruguai, Inglaterra e Itália. No entanto, para voltar a surpreender, a seleção terá de lidar com uma responsabilidade maior e adversários tão complicados quanto, como afirma o meia Bryan Ruíz, que vê uma vitória na estreia contra a Sérvia como essencial para a sequência da competição.

“Acho que será mais difícil para nós. Primeiro, porque nossos rivais estarão mais preparados pelo que fizemos há quatro anos, e depois porque o grupo é muito igual, com exceção do Brasil que é um pouco melhor. Os outros três times, Sérvia, Suíça e Costa Rica são muito parecidos. A minha opinião é que as três seleções vão lutar por uma vaga, pois o Brasil é muito forte no momento. É por isso que este primeiro jogo contra a Sérvia é muito importante para nós vencermos, mas obviamente a Sérvia pensa o mesmo, que é importante nos vencer para ter a chance de passar de fase. Temos que estar totalmente focados na estreia”, alertou, em coletiva de imprensa.

Esta é será a segunda Copa do Mundo de Bryan Ruíz (Foto: NICOLAS MAETERLINCK/AFP)

Pela primeira rodada do Grupo E do Mundial, então, Costa Rica e Sérvia se enfrentam a partir das 9h (no horário de Brasília) deste domingo, em partida realizada na Arena Samara. O camisa 10 e capitão costarriquenho elogiou o time adversário, que, segundo ele, conta com jogadores de extrema qualidade.

“Eles têm muito bons jogadores. Apesar de terem mudado de técnico recentemente, os jogadores têm muita experiência. Eu não sei como é o espírito de equipe deles, o que é importante em uma Copa do Mundo, mas eles têm jogadores realmente bons que podem fazer a diferença. Então, temos que nos concentrar em não deixar que esses jogadores tomem conta do jogo”, apontou.

Bryan Ruíz disputará sua segunda Copa do Mundo. Depois de ficar de fora da lista de convocados de 2006 e não conseguir alcançar a classificação para o torneio em 2010, o meia se tornou um dos heróis na surpreendente campanha da Costa Rica em 2014, autor de dois gols, um deles o da vitória por 1 a 0 diante da Itália. O jogador de 32 anos de idade, que defendeu o Sporting na última temporada, chegou a ser cotado como possível reforço do Santos nas últimas semanas.



Copa do Mundo da Fifa deve ter aumento de 8% no faturamento em relação a 2014 (Foto: Kirill Kudryavtsev/AFP)

Copa após Copa a Fifa vem aumentando o seu faturamento exponencialmente. De acordo com estudo da Sports Value, a entidade máxima do futebol saiu de uma receita de US$ 1,4 bilhão no Mundial na Coreia do Sul e Japão para US$ 4,8 bilhão em 2014, quando o torneio de seleções foi sediado pelo Brasil. Contudo, apesar desse número ter triplicado, o aumento de faturamento projetado para 2018 não é grande.

A entidade projeta que receberá US$ 5,2 milhões (aproximadamente R$ 19 milhões) na Copa do Mundo da Rússia, o que representa apenas um aumento de 8% em relação a quatro anos atrás, metade do acréscimo percentual de receitas de 2010 para 2014 (15%). Além disso, o aumento é sete vezes menos do que na África do Sul e oito vezes menos do que na Alemanha.

O maior percentual que a Fifa teve nesse quesito foi de 2002 para 2006, quando a receita saltou de US$ 1,6 bilhão para US$ 2,6 bilhões. A entidade ganhou 65% a mais no Mundial disputado em solo europeu do que na Ásia. Já na Copa do Mundo da África do Sul o aumento foi de 59%.

O contraponto positivo é a receita que a organização que cuida e regula o futebol mundial espera ter para a Copa do Mundo do Catar. Existe a estimativa de que o torneio de seleções irá gerar US$ 6,5 bilhões (aproximadamente R$ 24 milhões na cotação atual). Caso esse cenário se confirme, seria um acréscimo de 25% em relação a projeção para a Rússia.



Mohamed Salah durante treinamento realizado pelo Egito na última quarta-feira (Foto: Karim Jaafar/AFP)

O dia 26 de maio não foi triste apenas para os torcedores do Liverpool, que viram a equipe perder a final da Liga dos Campeões para o Real Madrid. Além deles, os egípcios viram a maior estrela de sua seleção, Mohamed Salah, sofrer um entorse no ombro esquerdo após lance com o zagueiro Sergio Ramos, que também atua na seleção espanhola. Muito especulou-se sobre a recuperação de Salah, mas Hector Cuper, técnico do Egito, “quase” garantiu o craque na estreia contra o Uruguai, na próxima sexta-feira, na Copa do Mundo.

“Salah está muito bem. A recuperação está muito boa, ele vem recebendo atenção especial e treinou ontem conosco. Ainda falta o treino de hoje, mas creio que quase posso assegurar que está pronto para jogar, só se surgir o imprevisto de último momento”, disse em entrevista coletiva.

Cuper ainda comentou a coragem do seu camisa 10. “Sempre tem alguém que te dá confiança, possibilidades… Médicos dão confiança. Conhecendo Salah, não creio que ele esteja com medo. Sabemos que sempre se corre o risco, é inevitável. Se o jogador vai ao campo de jogo, conhecendo ele, não vai ter dificuldade”, ressaltou o treinador. “Salah faz quase três treinamentos diários. Ele tem médicos, pessoal específico, tudo para melhorar sua lesão, que, de fato, melhorou”, finalizou.

O Egito faz parte do Grupo A, ao lado da anfitriã Rússia, Arábia Saudita e Uruguai, time que enfrenta na próxima sexta-feira, às 9h (de Brasília), Arena Ekaterinburg.