Rayan pode ser a arma surpresa de Ancelotti na Copa; entenda como ele joga

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Entre os nomes mais comentados da convocação de Carlo Ancelotti para a Copa do Mundo de 2026, poucos chamaram tanta atenção quanto Rayan. Aos 19 anos, o atacante revelado pelo Vasco saiu do futebol brasileiro no início do ano para atuar no Bournemouth e precisou de poucos meses para conquistar espaço na Premier League e garantir uma vaga entre os 26 convocados da Seleção Brasileira.

A rápida adaptação ao futebol inglês transformou o jovem em uma das surpresas da reta final do ciclo. Em apenas 15 partidas pelo Bournemouth, Rayan marcou sete gols e distribuiu duas assistências, números que ajudaram a consolidar sua presença na lista de Ancelotti.

Mas afinal, como o atacante pode ajudar o Brasil durante o Mundial?

Velocidade e profundidade pelos lados

Rayan chega à Copa oferecendo uma característica que poucos atacantes brasileiros possuem atualmente: capacidade de atacar espaços em velocidade de maneira constante.

Mesmo tendo atuado como centroavante em alguns momentos da carreira, especialmente no Vasco, o jovem se sente confortável partindo da ponta direita. Foi justamente nesta função que se destacou no Bournemouth.


Com 1,85m de altura, força física acima da média e boa aceleração, ele costuma receber aberto, partir para o duelo individual e atacar a última linha defensiva adversária. Seu perfil lembra o de um atacante vertical, que busca constantemente infiltrações e situações de um contra um.

Essa característica pode ser especialmente útil em partidas mais fechadas, quando a Seleção precisar de profundidade para quebrar linhas defensivas compactas.

Pressão sem a bola

Uma das marcas do Bournemouth de Andoni Iraola é a pressão alta. O time inglês está entre os que mais pressionam a saída de bola adversária na Premier League, e Rayan rapidamente se adaptou ao modelo.

O atacante participa ativamente da marcação no campo ofensivo, persegue zagueiros, fecha linhas de passe e ajuda na recuperação rápida da posse.

Rayan, atacante da Seleção, comemorando gol diante do Panamá. (Foto por MAURO PIMENTEL / AFP)

Essa característica conversa diretamente com aquilo que Carlo Ancelotti vem buscando na Seleção. Nos amistosos preparatórios para a Copa, o Brasil criou diversas oportunidades justamente através da pressão na saída de bola dos adversários.

Por isso, Rayan pode ser uma opção valiosa em momentos em que a equipe precisar aumentar a intensidade sem alterar a estrutura tática.

Versatilidade ofensiva

Outro ponto que agrada à comissão técnica é sua capacidade de atuar em diferentes posições.

Embora tenha se consolidado pela direita na Inglaterra, Rayan também pode jogar como centroavante ou segundo atacante. Durante sua passagem pelo Vasco, chegou a atuar centralizado em jogos decisivos da Copa do Brasil.

Essa versatilidade permite que Ancelotti utilize o jovem em diferentes cenários durante as partidas.

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Caso o treinador opte por manter Endrick ou Igor Thiago centralizados, Rayan pode atuar aberto. Se a necessidade for aumentar a presença física dentro da área, ele também pode ser deslocado para uma função mais próxima do gol.

Transições rápidas

Talvez o maior trunfo de Rayan esteja nos contra-ataques. A combinação entre velocidade, potência física e capacidade de condução em campo aberto faz dele uma arma perigosa quando encontra espaços.

Em um torneio de tiro curto como a Copa do Mundo, onde muitos confrontos são decididos em detalhes, jogadores capazes de acelerar transições costumam ganhar importância.

Não por acaso, o atacante foi comparado na Inglaterra ao ex-jogador Gareth Bale pelo ex-centroavante Jermaine Defoe, que destacou justamente sua força, velocidade e agressividade ofensiva.

O papel de Rayan na Copa

Dificilmente Rayan iniciará a competição como titular. A tendência é que nomes como Vinícius Júnior, Raphinha e Endrick larguem na frente na disputa por vagas no ataque.

Ainda assim, o jovem surge como uma das principais opções para mudar o ritmo das partidas.

Sua velocidade, intensidade sem bola, capacidade de atacar espaços e versatilidade tática oferecem alternativas que poucos jogadores do elenco possuem. Em um grupo recheado de talentos técnicos, Rayan pode ser justamente o atacante capaz de trazer energia, profundidade e impacto imediato saindo do banco.

Se mantiver o desempenho apresentado desde sua chegada à Premier League, o ex-vascaíno tem tudo para ser uma das armas mais interessantes da Seleção Brasileira na busca pelo hexacampeonato.

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