A Seleção Brasileira terá neste sábado seu primeiro compromisso pós Copa do Mundo. Comandados por Ramon Menezes, o Brasil duela com o Marrocos, às 19 horas (de Brasília), no IBN Batouta Stadium, em Tânger, no Marrocos. O meia do Palmeiras, Raphael Veiga, que teve sua primeira convocação aos 27 anos, falou sobre a espera para vestir a amarelinha.
"Eu tinha a convicção que em algum momento essa oportunidade ia aparecer, mas nunca passou pela minha cabeça não estar vivendo isso que eu estou vivendo hoje. Eu tinha a expectativa e as coisas aconteceram no tempo que tinha que acontecer e estou muito feliz", declarou em entrevista coletiva nesta terça-feira.
Mesmo vivendo bons momentos com a camisa palmeirense nas últimas temporadas, o jogador não teve nenhuma oportunidade no ciclo para a Copa do Mundo de 2022., ainda quando Tite era o treinador. Em agosto, ele sofreu uma lesão no tornozelo que tirou de vez a possibilidade de integrar a lista do Mundial.
"Eu faço um trabalho psicológico, então me ajuda muito. A gente tem que sempre gastar a energia com aquilo que a gente controla. O que eu controlava na época era o que eu fazia no Palmeiras, meus treinos, meus jogos. Lógico que eu tinha uma expectativa, mas não era isso que movia meu dia a dia. Eu trabalhava todos os dias pensando naquilo que eu podia melhorar Raphael para ajudar o Palmeiras. E, sim, em uma possível convocação eu estaria pronto para ajudar a Seleção também. As coisas aconteceram agora no tempo que tinha que acontecer, está tudo certo e espero aproveitar essa oportunidade", disse.
"Quando você joga no Brasil e seu time começa a ganhar títulos e ficar em evidência, é normal que você crie uma expectativa de algum momento chegar à Seleção, que foi o que aconteceu comigo. Eu sempre tive o pé no chão e trabalhei para que essa oportunidade chegasse, mas não vivia em função dela", continuou
Veiga iniciou sua segunda passagem pelo Palmeiras em 2018 e, principalmente após a chegada de Abel Ferreira, em 2020, ganhou protagonismo. Desde então, ele conquistou com o clube dois Campeonatos Paulistas (2020 e 2022), duas Libertadores (2020 e 2021), uma Recopa Sul-Americana (2022), um Campeonato Brasileiro (2022) e uma Supercopa (2023).
"Desde o momento que você veste essa camisa, você tem uma responsabilidade, independentemente se é uma semana, um jogo, 10 ou 90 minutos. Eu acho que o compromisso que cada um tem aqui é dar seu melhor, independente do que for proposto para fazer, quantos treinos tiver, quantos minutos cada um jogar. Nosso compromisso é dar nosso melhor, isso faz com que a gente cresça muito e as pessoas reconheçam. Meu compromisso aqui comigo é dar meu melhor, fazer o que tenho feito no Palmeiras", finalizou.