Queda na Copa América não deve mudar Seleção de Dunga, diz Mano

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Para o treinador, Dunga não deve se precipitar efetuando mudanças imediatas (Foto: Fernando Dantas/Gazeta Press)

Mesmo desempregado, Mano Menezes está habituado a responder perguntas sobre a Seleção Brasileira, atualmente comandada por Dunga. Segundo o ex-comandante do Brasil, o atual treinador não deve mudar seu esquema e convicções em virtude da eliminação da Copa América.

“Eu não acredito que o Dunga vai mudar tanto, não. Ele sempre foi de manter uma base, fazendo poucas alterações. Não vai ser a derrota na Copa América que vai fazer ele mudar, creio eu”, avaliou o técnico em participação no canal Sportv.

Coincidentemente, Mano Menezes também teve o cargo à frente da Seleção Brasileira colocado em cheque após uma eliminação da Copa América diante do mesmo Paraguai, nos pênaltis, assim como tem ocorrido Dunga.

Enquanto comandante do time brasileiro, Mano foi criticado por apostar na convocação de atletas atuantes em mercados emergentes, como o mundo árabe e a Ucrânia, conhecidos por ter menos competitividade.

“O jogador não deixa de ser um grande jogador por ir para um mercado menor, mas a falta de uma competividade maior faz ele decrescer naquele momento e isso tem que ser levado em consideração”, avaliou, citando um exemplo pessoal.

“Eu lembro que levei o Diego Tardelli para a Seleção na minha primeira convocação. Logo depois, ele foi jogar no mundo árabe. Quando voltou, já não era mais competitivo como antes”, lembrou Mano Menezes.

“Eu fui muito acusado de trocar muito, né? Queriam que definisse uma base. A verdade é que quanto mais cedo o treinador conseguir fazer isso, melhor para o trabalho”, comentou o técnico, cujo último trabalho foi realizado no Corinthians.

Para o treinador, Dunga não deve se precipitar efetuando mudanças imediatas (Foto: Fernando Dantas/Gazeta Press)

Para o treinador, Dunga não deve se precipitar efetuando mudanças drásticas(Foto: Fernando Dantas/Gazeta Press)

Especulado no Internacional, que demitiu o uruguaio Diego Aguirre durante a semana, Mano foi categórico. "Se todos puxarem pela memória, o Inter estava para contratar um técnico depois da saída do Abel Braga. Entrevistaram o presidente e ele disse que eu não tinha o perfil. Eu não vou trabalhar no Internacional com ele. Eu penso que o trabalho técnico é um cargo de muita confiança do presidente do clube. Você passa por muita desconfiança durante a temporada. Se não existe essa empatia desde o começo, não tem como. Ele sabe que eu não vou trabalhar com ele", cravou Mano Menezes, por fim.

Além de Mano Menezes, o treinador Eduardo Baptista, do Sport, também participou do programa. O profissional destacou a urgência por novos centroavantes brasileiros, capazes de defender a Seleção. “Os dois melhores centroavantes não podem ser um peruano e um argentino, com todo o respeito”, alertou Baptista, referindo-se a Paolo Guerrero, do Flamengo, e Lucas Pratto, do Atlético-MG.

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