COPA DO MUNDO 2018 RÚSSIA

Natural de Novo Hamburgo, no Rio Grande do Sul, Alisson Ramses Becker começou cedo no futebol. Com apenas oito anos, ingressou na escolinha de futebol do Internacional, clube no qual passou sua juventude e onde seria revelado como profissional anos mais tarde.

Irmão caçula do também goleiro Muriel, que defende atualmente o Belenenses-POR, Alisson foi promovido à equipe principal do Colorado em 2013 e pouco mais de um ano depois, desbancou Dida, assumindo a titularidade da equipe a partir da 28ª rodada do Brasileirão de 2014.

O camisa 1 passou a se destacar, especialmente com a boa atuação na Libertadores de 2015, na qual o Inter fez a segunda melhor campanha geral, mas acabou eliminado na semifinal, quando Alisson inclusive defendeu um pênalti.

Um ano depois, o gaúcho conquistava seu último título pelo Internacional. Depois de levantar a taça do Campeonato Estadual, Alisson se despediu da equipe colorada para defender a camisa da Roma-ITA. A negociação foi de € 8 milhões (cerca de R$ 29,6 milhões na época) por um contrato de cinco anos.

O brasileiro não chegou como titular à capital italiana, sendo inclusive bastante questionado. No entanto, não demorou para conquistar a torcida e também seu espaço nos onze iniciais, sendo hoje titular indiscutível.

Na Seleção Brasileira, participou de torneios de base e foi campeão da Copa Sendai e do Torneio Internacional de Toulon, ambos como titular.  Sua primeira convocação para a equipe principal foi em 2015, mesmo ano em que estreou como titular na partida contra a Venezuela válida pelas Eliminatórias da Copa do Mundo de 2018.

Desde então, as boas atuações na Roma e na própria Seleção lhe renderam lugar cativo nas convocações seguintes, tanto com Dunga, como com Tite. E se em 2014 assistiu ao 7 a 1 de casa, em 2018 disputará sua primeira Copa do Mundo com o posto de titular absoluto do gol canarinho.




Arábia Saudita está no Grupo A da Copa do Mundo (Foto: Fabrice Coffrini/AFP)

Horas depois de sofrer uma derrota por 3 a 0 para o Peru neste domingo em amistoso às vésperas da Copa do Mundo, a Arábia Saudita divulgou a lista final com os 23 jogadores convocados para o Mundial.

O técnico Juan Antonio Pizzi promoveu cinco cortes, dos quais um chamou a atenção: a ausência de Nawaf Al-Abed que entrou em campo contra o Peru. Porém, a alegação para não ter sido chamado foi que o atleta ainda não se recuperou totalmente de uma lesão na virilha. Além de Abed, foram cortados o goleiro Al Qarni, os zagueiros Jahfali e Saeed Al Muwallad e o meia Al-Kuwaikbi.

A Arábia Saudita está no Grupo A da Copa do Mundo, juntamente com a Rússia, contra qual estreia na abertura do Mundial, além de Uruguai e Egito. Depois de enfrentar o Peru, os sauditas vão encarar mais um amistoso, desta vez contra a Alemanha, no próximo dia 8.

Confira a lista completa dos convocados:

Goleiros: Yasser Al Musailem (Al-Ahli), Abdullah Al-Mayuf (Al-Hilal) e Mohammed Al-Owais (Al-Ahli).

Defensores: Ali Al Bulaihi (Al Fateh), Mansoor Al-Harbi (Al-Ahli), Mohammed Al-Breik (Al-Hilal), Motaz Hawsawi (Al-Ahli), Omar Hawsawi (Al-Nassr), Osama Hawsawi (Al-Ahli) e Yasser Al-Shahrani (Al-Hilal)

Meio-campistas: Abdullah Al-Khaibari (Al Shabab), Abdulmalek Al-Khaibri (Al-Hilal), Abdullah Otayf (Al-Hilal), Taiseer Al-Jassim (Al-Ahli), Housain Al-Mogahwi (Al-Ahli), Salman Al-Faraj (Al-Hilal), Mohamed Kanno (Al-Hilal), Hattan Bahebri (Al Shabab), Salem Al-Dawsari (Villarreal-ESP) e Yehya Al-Shehri (Leganés-ESP)

Atacantes: Fahad Al-Muwallad (Levante-ESP), Muhannad Assiri (Al-Ahli) e Mohamed Al-Sahlawi (Al-Nassr)



A seleção suíça indicou neste domingo que o Brasil não deverá ter muitas facilidades em sua estreia na Copa do Mundo, marcada para o próximo dia 17 de junho, em Rostov. Visitando a Espanha em amistoso preparatório para o Mundial, o time liderado por Xherdan Shaqiri até saiu atrás na partida, mas foi persistente e conseguiu o empate no segundo tempo para sair de campo com o 1 a 1 no placar, no estádio de la Cerámica, em Villarreal.

Tida como uma das seleções favoritas ao título da Copa do Mundo, na Rússia, a seleção espanhola dominou o jogo com sua habitual troca de passes, contudo, teve dificuldades para reverter essa certa superioridade em gols. Com duas linhas de marcação bem consistentes, a suíça conseguiu frustrar os planos dos donos da casa e ganhou confiança para prosseguir com sua preparação.

A Espanha volta a entrar em campo no próximo dia 9 de junho, quando enfrenta a Tunísia, já na Rússia, em seu último teste antes do Mundial. A Suíça, por sua vez, atuará um dia antes, contra o Japão, na cidade de Lugano.

O jogo – A seleção da Espanha foi bem superior à Suíça no primeiro tempo. Com seu já bastante conhecido estilo de jogo, a Fúria não deixou os adversários respirarem, trocando passes na busca por um espaço para infiltração. De pé em pé, a equipe campeão mundial em 2010 aos poucos ia se aproximando de seu primeiro gol, algo que quase aconteceu aos 20 minutos, com Diego Costa. O atacante do Atlético de Madrid cabeceou para trás, e David Silva chegou batendo de primeira, mandando rente à trave esquerda do goleiro Sommer.

Já aos 23 minutos foi a vez de a seleção suíça responder. Priorizando a defesa, o time que irá estrear na Copa do Mundo da Rússia contra o Brasil raramente ameaçou a Espanha ao longo da etapa inicial, mas após sofrer a primeira tentativa de ataque adversária, compensou com o voleio de Dzemaili, que mandou por cima do gol de De Gea.

Retomando o controle de jogo após a solitária investida suíça, a Espanha, enfim, conseguiu reverter sua superioridade em gols aos 28 minutos graças a Odriozola. O jovem lateral-direito aproveitou o cruzamento de David Silva para, da entrada da área, bater de primeira, sem deixar a bola cair no chão, vencendo o goleiro Sommer e marcando um golaço em Villarreal. Antes de ir para o intervalo, a Fúria ainda teve a oportunidade de ampliar com Iniesta, que parou duas vezes no arqueiro rival, exigindo grandes defesas.

No segundo tempo a Espanha voltou a campo com uma importante mudança. Iniesta saiu para a entrada de Saúl. Posteriormente, Diego Costa deu lugar a Rodrigo, outro brasileiro naturalizado espanhol, e David Silva a Asensio. Porém, quem fez o gol foi a Suíça. Aos 16 minutos, o lateral-direito Lichtsteiner bateu cruzado, no cantinho, forçando De Gea a fazer a defesa. O goleiro espanhol, no entanto, tentou ficar com a bola, mas acabou cedendo o rebote, aproveitado por Ricardo Rodríguez, que precisou apenas empurrar para as redes.

Daí em diante a Espanha bem que tentou correr atrás do prejuízo e retomar a frente no placar, porém, a Suíça se manteve bem postada e segurou a pressão dos anfitriões, que tiveram de se contentar com o empate em 1 a 1 em seu adeus ao torcedor espanhol antes de irem à Rússia.



Nicklas Bendtner será ausência da Dinamarca na Copa do Mundo (Foto:/AFP)

Neste domingo, Åge Hareide, treinador da seleção dinamarquesa, anunciou os 23 convocados para a Copa do Mundo da Rússia. A principal ausência da equipe fica por conta de Nicklas Bendtner, experiente atacante com passagem pelo Arsenal e maior artilheiro em atividade do país.

Na última semana, Bendtner sofreu uma lesão na virilha enquanto defendia seu clube, o Rosenborg, da Noruega. Posteriormente, já na concentração da seleção, o jogador treinou separadamente e não atuou no empate diante do Suécia, no último sábado, em Estocolmo. O ex-atacante do Arsenal é o jogador em atividade com mais gols pela Dinamarca. São 26 tentos marcados em 62 jogos.

Assim como Bendtner, o veterano Andreas Bjelland também foi deixado de fora. Se os experientes jogadores não farão parte do plantel dinamarquês, as principais estrelas estão confirmadas. O goleiro Kasper Schmeichel, do Leicester, o zagueiro Andreas Christensen, do Chelsea e o maio-campista Christian Eriksen, do Tottenham, fazem parte da relação.

Antes do início do Mundial, a Dinamarca tem mais um amistoso pela frente, agora contra o México no dia 9 de junho, às 15h (de Brasília). A seleção dinamarquesa está no Grupo C juntamente com Peru, contra quem estreia no dia 16 de junho, às 13h (de Brasília), além de França e Austrália.

Confira os 23 convocados para representar a Dinamarca na Copa do Mundo:

Goleiros: Kasper Schmeichel (Leicester-ING), Frederik Ronnow (Brondby-DIN) e Jonas Lössl (Huddersfield-ING)

Defensores: Simon Kjaer (Sevilla-ESP), Mathias Jorgensen (Huddersfield-ING), Andreas Christensen (Chelsea-ING), Henrik Dalsgaard (Brentford-ING), Jens Stryger Larsen (Udinese-ITA, Jannik Vestergaard (Borussia Mönchengladbach) e Jonas Knudsen (Ipswich Town-ING)

Meio-campistas: Christian Eriksen (Tottenham-ING), Thomas Delaney (Werder Bremen-ALE), William Kvist (Copenhague-DIN), Lasse Schöne (Ajax-HOL), Lukas Lerager (Bordeaux-FRA) e Michael Krohn-Dehli (Deportivo La Coruña-ESP)

Atacantes: Nicolai Jorgensen (Feyenoord-HOL), Yussuf Poulsen (RB Leipzig-ALE), Andreas Cornelius (Atalanta-ITA), Pione Sisto (Celta de Vigo-ESP), Martin Braithwaite (Bordeaux-FRA), Viktor Fischer (Copenhague-DIN) e Kasper Dolberg (Ajax-HOL)




Coutinho foi deslocado para a armação central no segundo tempo e agradou (foto: Pedro Martins/Mowa Press)

Titular nos dois últimos amistosos da Seleção Brasileira, improvisado na função de armador centralizado, o volante Fernandinho está com o seu lugar no time ameaçado. O jogador do Manchester City oferece maior proteção defensiva à equipe, que, por outro lado, perde muito em criatividade com ele. O problema ficou evidente no primeiro tempo da vitória por 2 a 0 sobre a Croácia, neste domingo, em Liverpool.

“O Fernandinho participou pouco nesse jogo, mas ele é articulador e tem bom passe”, defendeu Tite, apresentando um contraponto. “E o jogo da Alemanha, em que vencemos com o Fernandinho por dentro?”, citou.

A Alemanha atacou muito mais o Brasil do que a Croácia, dando espaços para Fernandinho colaborar com os contragolpes. Neste fim de semana, contra um adversário que não tinha interesse de propor o jogo, o volante não foi eficiente na função que era ocupada pelo meia Renato Augusto, hoje em baixa.

No segundo tempo, com o atacante Neymar na vaga de Fernandinho, o Brasil melhorou consideravelmente. O time passou a contar com um trio formado pelo astro do Paris Saint-Germain e pelos armadores Willian e Philippe Coutinho, deslocado da ponta esquerda para a armação central. Poderá ser assim também na Copa do Mundo da Rússia.

“O Coutinho deu essa possibilidade. O Willian e o Neymar também estavam muito bem. Mas, por mais que eu também esteja ansioso, vamos dar tempo para o trabalho. Que essa passar a ser uma possibilidade mais real a cada vez que eles atuam bem, isso, sim”, admitiu Tite.

O amistoso contra a Croácia foi o penúltimo da Seleção Brasileira antes da estreia na Copa do Mundo da Rússia. No domingo que vem, em Viena, o time dirigido por Tite será testado diante da Áustria, que não estará no Mundial, mas derrotou a Alemanha por 2 a 1 no sábado.

Já pelo grupo E da Copa, o Brasil enfrentará a Suíça (17/06), a Costa Rica (22/06) e a Sérvia (27/06).



A Costa Rica fez o dever de casa contra a Irlanda do Norte (Foto: EZEQUIEL BECERRA/AFP)

Adversária do Brasil já na fase de grupos da Copa do Mundo, a Costa Rica passou no primeiro dos últimos três testes que fará até a estreia na Rússia. Neste domingo, bateu a seleção da Irlanda do Norte por 3 a 0 no Estádio Nacional, em São José. Os gols foram marcados por Venegas, Campbell e Calvo.

Principal nome da seleção costarriquenha. o goleiro Keylor Navas, do Real Madrid, esteve em campo apenas nos 35 minutos iniciais do amistoso. O arqueiro foi poupado pela comissão técnica em função do desgaste proveniente do final da temporada, já que teve os trabalhos prolongados pela final da Liga dos Campeões.

O domínio da Costa Rica foi completo, com uma posse de bola muito maior e criando muito mais chances de gol do que os norte-irlandeses. O primeiro gol foi marcado aos 30 minutos do primeiro tempo, com Johan Venegas. Joel Campbell ampliou logo no primeiro minuto da etapa final e, por fim, aos 20 minutos, Francisco Calvo fez o terceiro.

Os costarriquenhos ainda farão mais dois amistosos preparatórios para a Copa, antes da estreia diante da Sérvia, pelo Grupo E, no dia 17 de junho. Os adversários, porém, prometem ser mais qualificados que a Irlanda do Norte. Na próxima quinta-feira, enfrentam a Inglaterra. No dia 11, medem forças com a Bélgica.



Recém-recuperado, atacante do Paris Saint-Germain não jogava há mais de três meses (foto: Pedro Martins/Mowa Press)

O retorno triunfal de Neymar mais de três meses após fraturar o quinto metatarso do pé direito surpreendeu o técnico Tite. O atacante do Paris Saint-Germain foi a campo no segundo tempo do amistoso contra a Croácia, neste domingo, em Liverpool, marcou o primeiro gol do jogo e comandou a construção da vitória por 2 a 0.

“Ele voltou acima do padrão normal, muito acima das minhas expectativas. Esperava muito menos dele. Existe um processo de retomada após uma lesão. O atleta diferenciado retoma tudo mais aceleradamente, mas precisa passar por etapas”, comentou Tite, ao término do jogo, ressalvado que ainda espera uma oscilação técnica de Neymar.

Apesar dos elogios, o técnico voltou a combater o discurso de que o Brasil depende demasiadamente do seu astro. Tite gosta de valorizar o jogo coletivo da Seleção, que, em amistosos recentes, venceu Rússia e Alemanha sem Neymar.

“Ele é um jogador diferente, mas não pode ser só dele a responsabilidade de decidir um jogo. Assim, fica desumano. O Neymar é parte integrante de um conjunto forte”, discursou o comandante brasileiro. “Pô, ele tem um talento individual extraordinário, mas, para marcar um gol, precisa de uma construção”, insistiu.

Em conjunto com Neymar, Tite decidiu que o jogador seria utilizado a partir do intervalo do duelo com a Croácia. Ainda não se sabe qual procedimento a comissão técnica do Brasil adotará contra a Áustria, no domingo, em Viena, no último amistoso preparatório para a Copa do Mundo da Rússia.

“Estou muito feliz por ele, mas não vou precipitar nada. Espero que os treinamentos falem”, disse Tite, que, além do gol de Neymar, comemorou outro, do centroavante Roberto Firmino, neste final de semana.



A Croácia fez um jogo equilibrado contra o Brasil no amistoso deste domingo, no Anfield, em Liverpool, mas viu Neymar entrar no segundo tempo e decidir a partida para a seleção verde e amarela, que venceu por 2 a 0. Depois do apito final, Luka Modric, capitão e principal jogador croata, fez questão de exaltar a atuação e o futebol do camisa 10, que voltou aos gramados pela primeira vez após a lesão sofrida no final de fevereiro.

“É bonito vê-lo no campo outra vez, é um craque, um dos melhores jogadores do mundo. Creio que no primeiro tempo jogamos de igual para igual contra o Brasil, estivemos bem. No entanto, eles melhoraram no segundo tempo, com a entrada do Neymar, que fez a diferença. Eles mereceram vencer”, disse o meia do Real Madrid, que trocou camisa com o brasileiro nos vestiários, após o jogo.

 

Comentando a respeito da atuação de sua equipe, Modric aproveitou para ressaltar a força da Seleção Brasileira, considerada por ele como a grande favorita ao título da Copa do Mundo da Rússia. “O Brasil é o grande favorito para ganhar o Mundial. Podemos ficar satisfeitos com o primeiro tempo que fizemos, porém um pouco menos com a segunda etapa. Temos que seguir nos preparando”, apontou.

Por fim, o croata foi questionado em relação à possibilidade de ser companheiro de Neymar no Real Madrid, diante das especulações que surgiram em função de uma eventual transferência do brasileiro ao clube espanhol. “Vamos ver o que acontece”, falou, aos risos, antes de deixar a zona mista.