O presidente da Confederação Brasileira de Futebol, Marcos Polo Del Nero, não assistiu na íntegra a vitória da Seleção sobre o México, por 2 a 0, neste domingo. Ele chegou ao Palestra Itália meia hora antes da partida e deixou o estádio muito antes do apito final.
Na quinta-feira, também foi rápida sua visita à Granja Comary, local de treinamentos da equipe nacional, em Teresópolis. Na ocasião, falou brevemente com o técnico Dunga e os jogadores e foi embora em menos de uma hora.
Del Nero foi conduzido à presidência da CBF através de José Maria Marin, ex-presidente da entidade e do Comitê Organizador Local (COL) do Mundial de 2014, que foi preso na Suíça, há pouco mais de uma semana, juntamente com outros dirigentes ligados à Fifa. Detenções resultantes de investigação sobre corrupção em acordos de marketing, direitos de transmissão de eventos e escolha de sedes da Copa do Mundo.
No mesmo dia, Marin foi banido pela Fifa, ficando impossibilitado de realizar qualquer ação ligada ao futebol, e também foi suspenso pela CBF da função de vice-presidente. Na quinta-feira, foi a vez de a Conmebol retirá-lo de seu comitê executivo.
Presidente da CBF (no canto inferior direito) deixou o Palestra Itália muito antes do final do amistoso - Credito: Sergio Barzaghi/Gazeta Press
Ainda que seu nome não tenha sido citado pela Justiça dos Estados Unidos, a qual comanda as investigações, Del Nero tem sofrido muita pressão. Até por conta disso, convocou duas reuniões na sede da CBF: nesta segunda-feira, ele se encontrará com dirigentes dos principais clubes brasileiros; para sexta, foi convocada assembleia extraordinária com a presença de todas as federações para votar alteração do estatuto.
Especula-se que ele possa renunciar ao cargo e não queira ceder o cargo ao vice-presidente mais velho (atualmente Delfim Peixoto, presidente da Federação Catarinense), como prega o texto atual do estatuto.