"Não vejo problema da Seleção ser dependente de um jogador", diz Kaká

São Paulo, SP

10-08-2015 14:15:51

Ícone da Seleção Brasileira ao vestir a camisa 10 da Seleção na Copa da África do Sul, em 2010, o meio-campista Kaká encara com naturalidade o fato de um jogador se postar a frente do grupo de forma a conduzir o elenco. Atualmente exercendo um papel de referência no Orlando City, dos Estados Unidos, o brasileiro não vê problema em Neymar ser símbolo da Seleção.

Em entrevista à rádio Jovem Pan nesta segunda, o jogador afirmou que o futebol funciona ‘dessa forma’ – com um jogador assumindo a responsabilidade em meio ao grupo. “Eu não vejo nenhum problema em uma Seleção ser dependente de um jogador. Tirando a seleção alemã, que não teve nenhum jogador que se destacou individualmente, todas sempre tiveram um que era o líder técnico” comentou, adiantando que isso não tira nenhuma outra obrigação.

“Claro que a Seleção tem que se preparar, ter uma filosofia de jogo, um estilo, uma identidade, independentemente de qualquer jogador, mas o Neymar vai ser um condutor, um líder técnico, por muitos anos”, garantiu Kaká, ciente que, pela suspensão na Copa América, o camisa 10 da Seleção desfalcará a equipe nos dois primeiros jogos das Eliminatórias, contra o Chile e a Venezuela.

Atuando pelo Orlando City desde o início do ano, Kaká vê o futebol melhor estruturado nos Estados Unidos apesar da pouca tradição. “O futebol aqui é simplesmente mais um esporte. Nosso jogo é um evento, vai criança, família, idosos... Tudo bem organizado. É só mais um jogo, mais um esporte, mais uma diversão. É como eles tratam o esporte aqui, de uma forma muito organizada, com um respeito muito grande”, contou.

Após boas passagens por Milan e São Paulo, e um período conturbado no Real Madrid, Kaká reforça o calendário norte-americano como um fator favorável para uma sequência de atuações em bom nível. “Fisicamente estou bem, sem problema de lesão há muito tempo. Aqui é bom porque tem tempo de recuperar de um jogo para o outro, você joga a cada cinco ou seis dias. O crescimento do futebol é muito grande”, declarou.

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