Futebol

Muricy pede paciência com Tite na Seleção: “Não tem varinha mágica”

São Paulo , SP
18/07/2016 08:00:37 — 15/12/2016 17:13:47

Em: Brasil, Eliminatórias Copa do Mundo, Futebol
Foto: Marcelo Ferrelli/Gazeta Press
Treinador foi o convidado do programa Mesa Redonda neste domingo (Foto: Marcelo Ferrelli/Gazeta Press)

Um dos grandes treinadores do futebol brasileiro nos últimos anos e atualmente sem clube, Muricy Ramalho não se cansa de declarar publicamente seu apoio a Tite na Seleção Brasileira. Em entrevista ao Mesa Redonda da TV Gazeta, neste domingo, o técnico tricampeão brasileiro com o São Paulo pediu calma e paciência com o trabalho do ex-corintiano na Amarelinha, que começará com os duelos contra Equador e Colômbia pelas Eliminatórias para a Copa do Mundo.

“O cara fica um tempo parado e tem dificuldade em reunir 30 caras e eles terem que escutar. É uma cobrança terrível. Mas isso que temos que passar para o torcedor. O Tite não tem varinha mágica para chegar lá e mudar todo o futebol brasileiro. Ele vai tentar o bom resultado nos dois jogos que tem aí, que vão ser o divisor de água para cima ou pra baixo”, disse.

O Brasil ocupa a sexta colocação nas Eliminatórias, com nove pontos, fora da zona de classificação para o Mundial. A Colômbia aparece logo acima, com dez pontos, e o Equador é o vice-líder, com 13. Por isso, a importância de ambos os duelos.

“O Tite vai pegar um ‘pepinaço’ com Equador e Colômbia. Não temos mais craque e não somos mais os melhores, então precisa de alguém que joga no coletivo. Tem que arrumar o coletivo e buscar o resultado. O problema é não ter o dia a dia. Ele está indo ver jogo para lá e para cá. Isso vai ser difícil”, acrescentou Muricy.

Em 2010, logo após a Copa do Mundo da África do Sul, o então técnico do Fluminense, à época considerado o principal do futebol brasileiro, chegou a se reunir com o então presidente da CBF, Ricardo Teixeira, para trabalhar na Seleção, mas acabou não chegando a um acordo. Com isso, Mano Menezes foi o escolhido. Muricy relembrou a ocasião e também criticou o fato de Tite não ter assumido o Brasil logo depois do vexame na Copa de 2014.

“Quando acabou a Copa do Mundo ia trocar o técnico. Em 2010 eu era o melhor quando me convidaram, e depois da Copa de 2014 era o Tite. E ele se preparou para isso. Não tenho nada contra o Dunga, mas era o Tite que estava melhor. E agora depois de dois anos convidaram. A gente não sabe a conversa que ele teve lá, porque ele não assinou o contrato no primeiro dia. Expôs o que pensa de futebol, fez as perguntas do que ia acontecer”, comentou Muricy.