Muita festa, pouco futebol: empate do Brasil com Marrocos amarga fan fest

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A apreensão dos torcedores durante o "Festival Futebol & Samba", realizado no Pacaembu. (Foto: Divulgação / Festival Futebol & Samba)

*Por Thiago Henrique

A Copa do Mundo sempre traz muita festa ao povo brasileiro, que já construiu a tradição de se reunir em fan fests das mais diversas formas, praticamente em todo o território nacional. Com show ou não, gratuita ou paga, a festa já é um dos ritos de acompanhar futebol — sobretudo na Copa. Porém, é muito complicado quando falta futebol e, apesar de festejarmos de qualquer modo, o sentimento de frustração é crescente.

A Seleção Brasileira ficou apenas no empate por 1 a 1 com o Marrocos no último sábado. A Gazeta Esportiva se deslocou até uma fan fest, no Mercado Pago Hall, dentro da Mercado Livre Arena Pacaembu, e viu de perto toda a aflição do torcedor brasileiro durante os 90 minutos.

Torcedores assistindo o empate entre e Brasil e Marrocos no Festival Futebol e Samba, realizado no Pacaembu. (Foto: Divulgação / Festival Futebol e Samba)

Acompanhado de um show de pagode, o clima de festa logo se transformou em apreensão com poucos minutos de jogo. Com o domínio marroquino, seguido pelo gol de Saibari, aos 21 da primeira etapa, os murmúrios e as reclamações eram frequentes no evento, que reuniu mais de quatro mil pessoas na capital paulista.

Apesar da apreensão ter tido um momento de alívio e explosão com o lindo gol de Vinícius Júnior, aos 32 minutos, a tônica do ambiente foi marcada por essa sensação negativa dos primeiros momentos. Mesmo diante de um difícil adversário — que alcançou a semifinal no último Mundial — a primeira impressão é a que fica e, neste caso, não é algo positivo para a equipe de Carlo Ancelotti.

A fan fest se tornou apenas um "encontro de fãs", com o medo e a apreensão dominando o evento. Os minutos finais da partida revelaram bem isso, em um momento em que caiu a ficha de que o país do futebol não está praticando o esporte bretão tão bem.

Claro, após o apito final, a festa voltou normalmente. Os shows continuaram e a felicidade que só vemos em jogos do Brasil (ou em carnavais) foi retomada.

Somos um povo quente, e a reação dos torcedores na grande defesa de Alisson nos acréscimos da partida exemplifica isso bem. Mas falta desempenhar melhor.

Caso chegue à final, a Copa do Mundo é um processo de oito passos — ou seja, oito festas. Porém, se o futebol apresentado pela Seleção não melhorar, a relação entre festa e desempenho não deve ser das mais equilibradas — e não há sinais de evolução. Ainda assim, resta torcer.

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