Para oferecer uma mudança de rotina aos reús, a administração da prisão em Zurique, na qual estão detidos os dirigentes ligados a Fifa desde o fim de maio, ofereceu a prestação de serviços complementares que podem render até R$ 60 diários. A informação, apurada pelo Estado de São Paulo, dá conta de que Marin e os outros dirigentes podem optar pelo setor de etiquetagem, serviço de correios ou ajuda na cozinha.
Não se sabe se a proposta, feita a todos os dirigentes que ainda aguardam extradição aos Estados Unidos para julgamento, já foi aceita por alguém. Nem a administração do presídio, nem os advogados de Marin confirmaram que o ex-presidente da CBF aceitou os afazeres para deixar um pouco o ambiente da cela, no qual vem passando cerca de 23 horas do dia.
Além de uma hora dedicada ao banho de sol, Marin, se aceitasse os trabalhos, poderia desenvolver atividades fora da cela, mas ainda assim dentro do presídio. Como não aceitou ser enviado de forma voluntária aos Estados Unidos, assim como aconteceu com Jeffrey Webb na última semana, o brasileiro aguarda a tramitação do processo, que deve chegar a alguma resolução em agosto.
Aguardando processo de extradição, Marin tem opção de trabalhar no interior da prisão para abandonar cela - Credito: Fernando Dantas/Gazeta Press
Acusado de receber 3 milhões de dólares (cerca de R$ 9,5 milhões) por edição da Copa América, até 2019, negociando direitos de transmissão, além de R$ 2 milhões por edição da Copa do Brasil, quantia que seria repartida com outros mandatários da CBF, como Marco Polo Del Nero, Marin pode pegar até 20 anos de prisão de acordo com a investigação da Justiça.
A punição poderia ser diminuída caso o ex-presidente da CBF, e membro do comitê organizador da Copa do Mundo no Brasil, aceitasse colaborar com as investigações e revelasse os meandros do esquema de pagamento de propinas e lavagem de dinheiro no qual esteve envolvido.