O técnico Arthur Elias fará sua estreia no comando da Seleção Brasileira feminina neste sábado. Nessa data Fifa de outubro, o Brasil fará dois amistosos contra o Canadá. Em coletiva de imprensa, a goleira Lelê destacou mudanças que o treinador promoveu nos últimos treinos e afirmou que a equipe pode jogar ainda melhor que o Corinthians - última equipe de Elias, na qual o comandante passou oito anos.
"Estamos no começo do trabalho. Teremos um tempo um pouco curto para nos prepararmos para as Olimpíadas, mas será um tempo bom. Esse primeiro amistoso será importantíssimo para vermos o trabalho dele e ver o que ele pode propor de diferente para a Seleção. Acredito até que a Seleção possa jogar melhor", pontuou a arqueira.
Letícia também falou sobre a experiência de ter trabalhado anteriormente com o treinador no Timão: "Para mim é um pouco mais tranquilo, pelo fato de estar trabalhando com o Arthur há muitos anos e a gente vir trabalhando muito isso de sair da pressão alta. Acho que vai ser bom para a Seleção voltar a trabalhar mais a bola e ficar com a bola no pé. Espero que qualquer uma que esteja aqui, não só eu, possa ajudar e fazer isso muito bem".
A goleira do Corinthians ainda deixou explicita a principal diferença entre ter um técnico brasileiro e um estrangeiro: a comunicação. Lelê explicou que falar a mesma língua ajuda muito na troca de detalhes no vestiário e no dia a dia de treinos.
"Vai muito do nosso entendimento e do que nós, como atletas, estamos dispostas a fazer dar certo. Todas que estão aqui vão fazer de tudo para que esse trabalho dê certo e (espero) que enfim a gente possa conquistar a tão sonhada medalha (das Olimpíadas ou da Copa do Mundo)", completou Letícia.
Da mesma forma, a lateral direita Antônia falou sobre as mudanças que Arthur pode promover em seu posicionamento. Em diversas partidas com a Seleção, a jogaora atuou como zagueira e pode seguir na posição com Elias. No entanto, ela ressaltou que o mais importante é estar em campo, independente de posição.
"Isso tem sido muito bom para mim (poder ter mais de uma função). O mais importante para mim é poder estar atuando. É óbvio que de uma função para outra existem diferenças, mas confortável eu me sinto em todas. Estou apta para fazer as duas funções (zagueira e lateral). É claro que eu atuo muitp mais como lateral no meu clube, então tem uma naturalidade maior, mas estou aqui (na Seleção) para ajudar a equipe da melhor forma", declarou a defensora.
Ao ser questionada se o técnico traria um novo estilo de jogo para a Seleção feminina, a zagueira foi pulso firme. "Sem dúvida alguma. O Arthur vem com uma linha muito dele, trará novos estilos de jogo, o que ele acredita ser melhor para a Seleção".
A lateral direita ainda projetou o confronto contra o Canadá, que acontece neste sábado, às 15h30 (de Brasília), em solo canadense. A atleta relembrou a dificuldade que o Brasil teve em furar a defesa bem postada das norte-americanas nos últimos jogos, mas acredita que dessa vez será diferente, muito por conta da mentalidade ofensiva do novo comandante.
"O Canadá é uma equipe que se defende muito bem. Tivemos essa dificuldade em penetrar a defesa delas, mas o Arthur vem com uma linha de ataque muita forte, de movimentação. Então será um estilo diferente. É uma ênfase do Arthur no ataque, então podemos ter muitas mudanças, muitas variações. Tenho certeza que temos tudo para sair com a vitória nesses dois jogos", argumentou.