O goleiro Diego Alves está de volta à Seleção Brasileira após mais de oito meses. No entanto, a presença do atleta foi questionada durante o encontro na CBF na última quinta. Para justificar a oportunidade dada ao arqueiro de 30 anos, Dunga lembrou o respaldo que ofereceu a Jefferson quando o Botafogo foi rebaixado à Série B. Agora, é a vez do outro.
A presença de Diego Alves na vaga de Jefferson causou surpresa durante o anúncio dos convocados para os jogos contra Uruguai e Paraguai. Cortado da delegação que foi à Copa América do Chile, em 2015, por conta de uma grave lesão no joelho, em maio, o goleiro do Valencia-ESP voltou a ser lembrado pela comissão técnica para disputar posição com Alisson, do Internacional, e Marcelo Grohe, do Grêmio.
"O futebol é dinâmico, é momento, e a gente tem dado oportunidades. O futebol é isso aí. Quando um joga, o outro espera. Quando eu chamei o Jefferson, que estava na Segunda Divisão, não fui tão questionado. Dei oportunidade e mantive. Agora estou dando chance a outros jogadores. Vai depender dos próprios jogadores e no momento oportuno vamos tomar a decisão que acharmos melhor", explicou o técnico.
Herdeiro da vaga de Júlio Cesar após o fiasco na Copa do Mundo de 2014, Jefferson começou bem a caminhada na Seleção. Logo no Superclássico das Américas, em agosto daquele ano, contra a argentina, o goleiro pegou um pênalti cobrado por Messi na vitória por 2 a 0. Mantido como titular durante todo o final de 2014, Jefferson só perdeu a prioridade após a Copa América de 2015.
O botafoguense falhou logo na estreia diante do Chile, quando o Brasil foi derrotado, e após a eliminação para o Paraguai, passou a ficar na reserva de Alisson, goleiro que, em boa fase no Internacional - e agora prestes a vestir a camisa da Roma -, conquistou a confiança de Dunga e segue sendo convocado. A convocação da última quinta foi a primeira em que Jefferson esteve ausente desde o fim da Copa do Mundo no Brasil.
