Delegação da Seleção Brasileira fala sobre os desafios da altitude na Copa América feminina

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Foto: Lívia Villas Boas / CBF

A Seleção começou bem na Copa América feminina, no Equador, vencendo as duas primeiras partidas da fase de grupos. O bom desempenho do Brasil vem acompanhado de um grande trabalho da delegação da Canarinho, que apresentou os desafios enfrentados na altitude de Quito.

Vivendo uma rotina diferente da que as atletas encontram na maioria das competições, a delegação da Seleção Brasileira preparou um protocolo especial para a altitude de Quito, que fica a quase três mil metros acima do nível do mar.

"Toda manhã, juntamente à nutrição e fisiologia, avaliamos todas as meninas. Fazemos a termografia delas, junto com a análise do peso, saturação e frequência cardíaca. Aqui na altitude, temos a tendência a desidratar bastante por uma adaptação do nosso corpo e ficamos atentos tanto na frequência cardíaca quanto na variação de peso para otimizar a hidratação e não ter queda do desempenho”, explicou, ressaltando a importância de individualizar o processo", disse a Dra. Lygia Neder, médica da Seleção, em entrevista para a CBF TV.

Junto com a médica, todos os profissionais das áreas do Núcleo de Saúde e Performance participam do protocolo e da adaptação da Seleção à altitude equatoriana.

Preparação especial para a Copa América feminina

Além do protocolo, a Seleção Brasileira começou cedo a preparação para a Copa América feminina. O fisiologista Ronaldo Kobal revelou que, nos amistosos contra o Japão, no fim de maio, as jogadoras receberam aparelhos para adaptar a musculatura respiratória.

"Entregamos para as atletas um aparelho para que treinassem a musculatura respiratória, para quando chegassem aqui na altitude. Um dos efeitos da altitude é o aumento da frequência respiratória. Para conseguir melhorar o fluxo de oxigênio e, fisiologicamente, fazer o corpo responder ao efeito negativo da altitude. Paralelo a isso, houve uma suplementação de ferro, recomendada pela nutrição e pelo departamento médico, para potencializar o sistema fisiológico de absorção de oxigênio", explicou.

O preparador físico Marcelo Rossetti também falou sobre a preparação física para a Copa América feminina. O profissional explicou que a escolha da Granja Comary para iniciar os treinamentos visando o torneio foi pensada para contribuir com a adaptação fisiológica.

"Aqui em Quito só temos uma atenção maior com relação ao volume de treino, mas a intensidade é sempre a máxima. Assim é que trabalhamos e enxergamos o melhor caminho para a Seleção Brasileira", concluiu.

 

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