Nesta quarta-feira, Danilo concedeu entrevista coletiva e destacou o desejo da Seleção Brasileira de dar a volta por cima na Copa do Mundo após o empate por 1 a 1 com o Marrocos na estreia. O experiente lateral reconheceu que o desempenho — principalmente no primeiro tempo — assustou o grupo, mas ressaltou a importância de transformar a atuação abaixo do esperado em aprendizado.
“Assustou. Existia tanta expectativa interna em fazer um grande jogo, de domínio, de pressão o tempo todo e, quando isso não acontece, pelo contrário, não é algo fácil de digerir. O meu papel, do lado de fora, é pensar onde a gente pode melhorar, dar equilíbrio ao jogo. Isso era o mais importante, a gente estava desequilibrado. Buscamos essa calma", disse.
"Não foi um segundo tempo excepcional, mas conseguimos dar mais pausa, achar mais linhas de passe; aí é normal que a confiança cresça e todos se sintam mais soltos. Conversamos muito sobre isso entre nós, sempre de forma propositiva. No final, conta o resultado. Vamos ter dificuldades durante os jogos, mas vale o resultado final. Temos que usar como aprendizado”, ampliou.
“Temos que ser claros sobre o que foi o primeiro tempo do jogo. A melhor forma de crescer é encarar com realidade o que acontece. Aquele primeiro tempo é aquém das nossas capacidades, do que pede a camisa da Seleção. Tivemos a oportunidade de voltar e empatar e não ter um resultado com influência psicológica importante no grupo. A não criação de uma identidade, as trocas constantes, fazem influência na ansiedade. A gente não conseguiu construir um plano. Isso é claro, eu já falei", completou.
Danilo, inclusive, avaliou que os jogadores começam a “desconectar” das estratégias adotadas em seus clubes neste momento. Com o grupo cada vez mais alinhado às ideias de Carlo Ancelotti, o lateral acredita que o desempenho da equipe tende a evoluir.
“Três semanas de trabalho fazem com que a gente deixe de lado as convocações que temos nos clubes e mergulhe dentro de uma filosofia que queremos na Seleção Brasileira. Cada um joga de uma forma no clube e, quando junta tudo isso, não é fácil chegar a um produto final que tenha coerência. O dia a dia, a proximidade e falar sobre os objetivos são muito importantes. Essas semanas servem para isso”, analisou.
Time titular e reserva
Questionado sobre as mudanças feitas por Ancelotti no time titular na estreia da Copa do Mundo, Danilo deixou claro que a Seleção já possui uma base consolidada, mas ressaltou que ainda há algumas posições em aberto dentro da equipe.
“Todo time tem um núcleo, com sete ou oito titulares que jogam sempre, e três ou quatro que estão em rotação. Esse é o futebol de hoje em dia; as estratégias mudam de acordo com o rival. Isso que aconteceu no último jogo, que teve uma importância exagerada, é algo que acontece", disse.
"Hoje nós temos um time 80% definido e temos três ou quatro posições que ainda não sabemos, por vários motivos. O treinador tem a cabeça meio maluca, às vezes não tem explicação lógica. Mas a minha preparação é sempre a mesma. Alguns, porém, precisam saber antes se vão jogar ou não para se preparar melhor. Cada um tem uma interpretação. Espero que eu jogue, sim”, ampliou.
Foco no Haiti
A Seleção Brasileira terá mais um dia de preparação para o jogo contra o Haiti, válido pela segunda rodada do Grupo C da Copa do Mundo. A partida está agendada para esta sexta-feira, às 21h30 (de Brasília), no Lincoln Financial Field, na Filadélfia.
Com o empate de 1 a 1 na estreia, diante do Marrocos, o Brasil é o terceiro colocado da chave, com um ponto somado.
Próximos jogos do Brasil
Brasil x Haiti (2ª rodada da fase de grupos)
Data e horário: 19/06 (sexta-feira), às 21h30 (de Brasília)
Local: Lincoln Financial Field, na Filadélfia (EUA)
Escócia x Brasil (3ª rodada da fase de grupos)
Data e horário: 24/06 (quarta-feira), às 19h (de Brasília)
Local: Hard Rock Stadium, em Miami (EUA)
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